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sábado, 3 de janeiro de 2026

EUA e Trump prenderem Maduro é grave ação internacional, mas... (#962)

O presidente dos EUA, Donald Trump, conseguiu prender, ou capturar, o presidente da Venezuela e a esposa dele (Nicolás Maduro e Cilia Flores), segundo está amplamente divulgado nas últimas horas de hoje. Conforme o que já se sabe, os Estados Unidos da América conseguiram invadir o território venezuelano e os aposentos de Maduro e da esposa; assim, capturam ambos e saíram do país por via aérea, após bombardeios dos EUA, na madrugada de hoje, com forte aparato militar contra as defesas do então presidente Maduro.

Nas ações desta madrugada, ao menos 40 (quarenta) pessoas teriam sido mortas, em razão de tais ataques dos EUA; ataques que aconteceram em Caracas, a capital da Venezuela, e outros pontos do país. Não houve baixas (perdas de vidas) da parte dos EUA.

Em postagem da BBC News Brasil, Giulia Granchi escreve:

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, em um ataque dos Estados Unidos ao país na madrugada deste sábado (3/1), segundo o presidente americano, Donald Trump. Por meio da rede Truth Social, Trump disse que Maduro foi retirado do país por via aérea. Trump não deu mais detalhes sobre como Maduro teria sido capturado.

No início da noite deste sábado, o avião que transportava o presidente venezuelano e a esposa pousou na base aérea Stewart Air National Guard Base, em Nova York, segundo informou a CBS, parceira da BBC nos EUA. (íntegra pode ser lida, clicando-se AQUI)

Em vídeo, informações podem ser acessadas neste LINK

Riquezas. Petróleo. O mandatário norte-americano garantiu que vai comandar o país venezuelano e suas riquezas de petróleo etc.; eis o ponto central, o petróleo. Cerca de 17% (dezessete por cento) das reservas mundiais de petróleo estão na Venezuela. E isso poderá gerar, ao nosso olhar, um incalculável valor financeiro justamente para o polo político não venezuelano. Especialistas em política internacional já vinham afirmando, há muitos anos, que os EUA visam essas reservas petrolíferas; agora, possivelmente já conseguiram pôr a mão.

Em política internacional, em termos de democracia e da garantia de autodeterminação dos povos, não se admite que uma nação adote esse tipo de interferência em outra(s). Mas, em momentos de exceção e sob táticas de guerra, tais interferências se fazem existir. Por exemplo, os EUA já fizeram o mesmo no Panamá. Os argumentos são muitos e, via de regra, levam os adversários a serem chamados de "ditadores"; assim classificados, tornam-se alvos etc. e tal.

Mas... é verdade que Maduro tem contra si um legado de violações democráticas e graves afrontas aos direitos humanos. Sob seu comando, a Venezuela tornou-se uma espécie de lugar de não viver, uma área indigna para a população; e isso sob diversos aspectos. Que Maduro é uma espécie de não pessoa, isso já é quase um consenso mundo afora. Ainda assim, não é a ação de outro governante que pode intervir, dar golpe, matar populares e interferir na soberania de outra nação e contra seu povo.

Nesse sentido, várias lideranças de países manifestaram-se contra tal postura de Trump. Foi o caso do governo do Presidente Lula da Silva, para o qual esse fato "ultrapassa uma linha inaceitável" e materializa perigoso precedente. Também tem manifestações de apoio a Trump, caso da liderança da Argentina (muito ligada e subserviente a Trump). Enfim, a voracidade de Trump sagrou-se vencedora na Venezuela, assim como tinha sido no Panamá e poderá se ampliar para outras nações; isso é, exatamente, algo muito perigoso. O restante é discussão e boas polêmicas.

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