quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Poema-criação Juiz Ban(d)ido (um bandido na "justiça")... a proximidade de uma conclusão

Israel Araújo (Academia Igarapemiriense de Letras)

24/06/2021 (em diante*)

Publicado em 12/08/21 em: poemeirodomiri.blogspot.com

  

I : INSTÂNCIA INICIAL

 

Sua tarefa social era

                         A de servir ao povo:

ele era um servidor,

                              Não (poderia ser) um desertor

 

Um juiz bandido,

Ou bandido juiz?

A verdade é absoluta!           

No país em que "Moro"

A ordem dos fatores,

Não altera o produto (Cláudia Araújo).

 

Juntou-$e a criminosos,

Golpistas, lesapatristas e ladrões

Praticou o mal, pois ao "Lula"

                                                   almejava

                   impor pena política capital

 

Por rinha política e prática

                                        Golpista,

Envergonhou os justos da Justiça,

Destruiu reputações e

produziu injustiças às prisões

 

Ensandecido em sua sede

                                  de dinheiro e poder,

Com o “mito” Bolso Naro

                                  foi se meter

 

Foi algoz de um idoso

e de uma mulher decente,

                                        honesta:

até áudios ilegais divulgou desta

                       

Juntou-se à banda podre

da Imprensa, das Forças Armadas,

                                        Desalmadas

 

para sua amada “conge” buscava recompen$a

E, pra isso, pensa: “pode-se

Vender até a alma ao Capeta” 

(...)

 

Vendo isso tudo, o povo só dizia:

 

“Esse mar-reco não presta,

Ele é sujo e o símbolo de ladrão

Tá tatuado na sua testa”.

 

II : RECURSAIS

 

Sua fala de defesa é uma

                        insana locução, armação

tecida nos tele grans da vida;

sua voz soa como, pífia e

vomitativa, uma

                                destemida agressão

à sagrada Constituição

Seu dizer é uma

                                          armação,

Seus sentidos, pobre enrolAção.

  

III : PEGO DE CALÇAS CURTAS... na política

 

O mentiroso contumaz

Da política sempre se dizia “incapaz”

Chegou a prometer que nunca seria

Candidato:

 

será que nisso ele

tava sendo verdadeiro,

Já que candidato vem de “cândido”, “puro”?

 

Buscando origens, pode-se constatar:

Candidato significa vestido de branco, cândido, puro

Vem do latim candidatus, vestido de branco (candidus)

Que significava “sem mancha”, posto que tinham

de apresentar uma vida imaculada (sem manchas).

 

Nesse pulo ao escuro, marrequinho se sujou todo

Em suas fezes e sede de poder; foi pego

De calças curtas, à beira da cama da política!

Pobre experiente mentiroso, deixou-se ver

Inexperiente em política brasileira: a imprensa

Registrou sua fala, sua promessa,

Para lhe jogar (sua fala) a sua cara (des)lavada; homem

Des-indolinizado, vai “morrer” ouvindo a fala

De Lula da Silva a seus ouvidos

__ Quando o senhor for candidato.

Quando o senhor entrar pra política...

Rsrsrs, risos, risos e muitos risos lhe

Tiram o sono e as make noturnas da “cônja”.

 

A História tem cara de ser implacável, até mesmo

Com a nata ou a elite po(b)dre deste Brasuca.

É, como se diz, amiúde: ajoelhou, vai ter de rezar;

Se lhe caíram as calças, logo te verão

A bunda e as vergonhas.


____________

* A proposta deste poema é ser escrito e reescrito, por longos tempos, sempre que novas criações solidárias nos chegarem. Em termos de gênero, trata-se de um Poema-narração, gestado à moda de uma obra de ficção; é uma criação literária e se ampara na sabedoria popular.

Criador: Israel Araújo (poeta, prosador, blogueiro, professor)

sábado, 20 de novembro de 2021

Incam debateu "Consciência Negra" em live com Josi Serrão e rapper Sumano MC (804)

Divulgação: INCAM

O Incam, Instituto Caboclo da Amazônia, debateu a temática da "Consciência Negra", na manhã deste dia 20 de novembro; a mesa, que integra o V Fórum de Educação e Cultura da ONG, aconteceu em formato de live na Página "Poemeiro do Miri On-line" (Facebook). A iniciativa contou com as presenças super qualificadas da pedagoga e professora Josimere Serrão Gonçalves (Seduc-PA), pesquisadora da questão étnico/racial e mestranda em Cidades, Territórios e Identidades pela Universidade Federal do Pará, e do rapper Sumano MC (Euller Santos) - Sumano é formado em Geografia pela Universidade Federal do Pará (professor e geógrafo), atua como professor na rede pública de ensino de Igarapé-Miri e é um dos maiores destaques do Hip-Hop por estas bandas paraoaras - com incursão em espaços nacionais do segmento.

Mediação: ficou a cargo do Presidente do INCAM, Antonio Marcos Ferreira (poeta, professor, filósofo, escritor membro da Academia Igarapemiriense de Letras) e do Vice-Presidente da ONG, Israel Fonseca Araújo (poeta, escritor membro da Academia Igarapemiriense de Letras).

Conteúdo na íntegra: ACESSE, clicando AQUI

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Artigo: O hit "Cabeça Branca" (Tierry): notas sobre machismo e velhofobia (803)

1. SITUANDO A CONVERSA...

 

Depois da experiência bombástica da façanha da personagem “Rita”, uma espécie de namorada ou namorida que, em circunstâncias não muito esclarecidas, deu uma facada em seu companheiro (aqui, pensado sob o prisma de eu-lírico, eu-poético), o largou (possivelmente, fugiu, depois de ser denunciada à polícia) e foi perdoada pelo mesmo, que clama por sua volta... depois de todas essas peripécias, desta vez o artista Tierry sacode as paradas de sucesso com o hit “Cabeça Branca”, a experiência de fim de semana de um idoso endinheirado, o “dono da lancha”.

Neste texto de perfil um tanto opinativo, examinamos, a partir de uma espécie de imbricação entre a perspectiva da Análise de Conteúdo (Bardin) e a da Análise do Discurso (Maingueneau, 1997, 2008 e 2011; e Foucault, 2012, 2019[1]), a letra da canção “Cabeça Branca” (o artigo é o arquivo em pdf, que vc pode encontrar, clicando AQUI); mesmo que de modo superficial, podemos dizer que examinamos a produção conteudística, discursiva dessa produção artística, de modo a articular ambas as perspectivas – sob olhares discursivos e sociológicos. Antes da breve análise que fazemos, contextualizamos um pouco o sujeito artista Tierry, sua trajetória, seu momento atual.

 

2. O COMPOSITOR E CANTOR TIERRY

No texto intitulado “A TRAJETÓRIA DE TIERRY ANTES DO SUCESSO METEÓRICO” (Rev. Cifras, 2021), lemos: “Não é dúvida para ninguém que Tierry é um verdadeiro fenômeno nacional, que ganhou fama como cantor apenas em 2020”. Porém, como costuma acontecer com a imensa maioria dos artistas brasileiros, o cara do momento tem um percurso de muita luta e busca pela superação de obstáculos, o que inclui discriminação e descréditos. Diz o texto que

 

[...] na Bahia, ele é um artista conhecido há mais de 10 anos. Como compositor, por outro lado, sua carreira já é bem-sucedida há bastante tempo, mas o caminho até chegar ao auge foi longo e cheio de desafios. Você pode não saber, mas Tierry é autor de hits gravados nas vozes de inúmeros intérpretes como: Gusttavo Lima, Wesley Safadão, Bruno e Marrone, Daniel, Simone e Simaria, Lucas Lucco, Ivete Sangalo, Claudia Leitte e até Maria Bethânia (entre muitos outros) (grifos nossos).

 

Antes da fama no percurso solo, como está amplamente conhecido e aplaudido, Tierry trabalhou no grupo baiano Fantasmão: “em 2010, Tierry conheceu a galera do Fantasmão, banda de suingueira de sucesso na Bahia. Ele foi chamado para o backing vocal do grupo, mas em pouco tempo já estava à frente dos palcos e trios, fazendo shows para milhares de pessoas” (BRENO BOECHAT, via UOL). Ou seja, o artista já demonstrava sua vocação, seu talento para liderar, assumindo a posição primordial no palco: a de cantor principal.

(...)



[1] Reportamo-nos a Dominique Maingueneau, nas obras Novas Tendências em Análise do Discurso (1997), Gênese dos Discursos (2008) e Análise de Textos de Comunicação (2011); sobre Michel Foucault, nos reportamos a A Arqueologia do Saber (2012) e Microfísica do Poder (2019), neste caso em seus vários ensaios.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Em dezembro, Escola Enedina Sampaio Melo faz eleição para Direção (802)

Divulgação da Escola Estadual "Enedina Sampaio Melo" (Igarapé-Miri)

Até dia 19 deste mêsa Escola Estadual de Ensino Médio "Enedina Sampaio Melo" (sediada em Igarapé-Miri, Nordeste do Pará) recebe inscrições de Chapas interessadas em disputar o pleito para definir quem a comunidade escolar quer para dirigir a unidade de ensino nos próximos três anos (a chamada Direção da escola, a equipe gestora).

A experiência de vivência participativa nos rumos da escola não é nova; em verdade, trata-se de um resgate, pois a Enedina Sampaio já fez eleições - por duas vezes - antes mesmo de existir lei estadual determinando que a escolha assim seja feita: foi no final dos nos 1990 e começo dos 2000 (prof. Adamor Barbosa venceu as duas disputas e teve na parceria de chapas e de gestão profissionais como João Raul Fonseca, Marluce Almeida e Clara Eunice Figueiredo; em ambas, concorreu com a professora Márcia Regina Matoso).

Após essas experiências, a escola parou com as escolhas feitas pela comunidade escolar e somente voltou a fazer eleição há três anos. Agora, já com uma equipe gestora eleita, trabalhando (liderada pela professora Nazaré Rodrigues), o Conselho Escolar cumpre com sua "missão" e convoca nova eleição, ou seja, já tem a Comissão Eleitoral escolhida, definida, a qual é responsável por elaborar e publicar Edital, dando ao mesmo ampla divulgação. As determinações de realizar eleições diretas são da Lei Estadual 7.855/2014.

INSCRIÇÕES DE CHAPAS:

Profissionais interessados em maiores esclarecimentos sobre o processo (que, aliás, já estão listados no Edital de Convocação) podem procurar a Secretaria da Escola Enedina Sampaio (ver img acima), entre 13h e 18h. Nesses processos eleitorais, quem pode ser candidato(a) são, como regra, os profissionais concursados, efetivos(as), os quais preencham os requisitos legais, formais - de escolaridade, vínculo funcional, lotação etc.

Em breve, teremos cópia do Edital (na íntegra) - para conhecimento da população interessada.

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Texto deste post: Israel Fonseca Araújo, com infs. da Comissão Eleitoral.

domingo, 7 de novembro de 2021

Opinião. Um Festival municipal só com bandas de música do Miri é bom (801)

Israel Fonseca Araújo (editor, fundador; poemeiro@hotmail.com)

Academia Igarapemiriense de Letras (AIL)


No final de semana anterior, a Secult de Igarapé-Miri (PA) realizou o Festival do Açaí de número 31; trata-se de um mega evento cultural dedicado à simbologia do fruto que tornou o Miri largamente conhecido - no Brasil e no Mundo. Sejamos justos: é uma criação que remonta aos trabalhos voluntários do grande Dorival Pereira Galvão (e equipe), este o fundador do Jornal Miriense, uma liderança política já falecida e que nunca foi Vereador ou coisa similar. O Festival do Açaí pega carona na "tese" de que Igarapé-Miri é a Capital Mundial do Açaí; verdadeiramente, em termos de produção e exportação nosso município faz chuvaradas de açaí durante os anos e, sobretudo, no chamado verão amazônico (basicamente entre julho e dezembro).

Sobre o Festival, algumas notas merecem destaque:

1 - É um resgate, pois ano passado foi tempo de maior intensidade da pandemia de Covid-19 e o Festival tbm foi pelo ralo: era tempo de atividades culturais em formato de lives etc. Sabemos que houve caos em termos de pandemia de Covid-19, neste ano, mas... não vamos esticar essa linha de análises. Já neste 2021, os portões do Centro Cultural Pinducão estavam abertos à população, com a obrigação de uso de máscaras e comprovação de vacinação em dia (possivelmente, fora uns poucos(as) brincantes, somente inglês viu o cumprimento dessa exigência); até grande liderança da CUT (Central Única dos Trabalhadores) fora vista sem máscara, andando livremente pelo Evento; Prefeito e Secretários de Governo, idem e idem; é de se lamentar o exemplo dado;

2 - Sobre a gestão cultural, sobretudo dos anos 2019 e 2020, as dívidas e os inúmeros calotes em militantes culturais, artistas, escritores, poetas e outros falam por si (que o grite o Projeto Cesta Poética, um dos que levaram calote...);

3 -  Neste ano, voltamos a ter os Concursos Rei do Açaí e Rainha do Açaí; temos infs. sobre essa iniciativa, em matéria deste Blog (para ler, clique AQUI); na sexta, 29, o povo foi aos delírios, no Centro Cultural Pinducão, para acompanhar os eventos - que terminaram perto de 05h do dia 30/10 (sáb.);

4 -  Igualmente, neste ano teve uma organização técnica, administrativa/jurídica, diferenciada: acontece que a Prefeitura de Igarapé-Miri fez uma Chamada Pública para formar cadastro de músicos, DJ's, bandas e similares - visando se apresentarem nos diversos eventos realizados no seio da política pública cultural da Terra do Açaí. Como em todo processo desse perfil, muitos se cadastraram e uns não se cadastraram. Consequentemente, vários artistas da terra puderam se apresentar, via Cadastro (e uma ou outra atração foi doada, por terceiros, para se apresentar; caso da Banda Pérola Negra...). Nesse ponto, já era de se esperar, houve reclamações de músicos, artistas - mesmo que não tenham chegado aos ouvidos da gestão), pois uns se sentiram "colocados pra escanteio". Nesse sentido, cabe uma opinião deste professor, que tbm é poeta, blogueiro e acompanha esses arranjos - há mais de duas décadas; aliás, que tbm acompanha os trabalhos do COMCIM - Conselho Municipal de Cultura de Igarapé-Miri, desde sua criação e instalação.

5 -  É prática cultural de nossa gente, está inscrito nos íntimos de seu (nosso) pertencimento, das identidades e dos processos ideológicos que nos constituem ao longo dos tempos... que, nesses mega Eventos, tenhamos grandes atrações (como sempre acontece em mega iniciativas, tipo Festival do Abacaxi, em Barcarena, Miriti Fest, em Abaetetuba e outros - onde grandes nomes do momento da música nacional se apresentam... a preços que sobem na cumeeira dos orçamentos); nosso Festival do Açaí, ou tbm no Festival do Camarão (o Miri tem esses dois, sim, a cada ano), é comum ter atrações de renome (quer se trate de bandas como a extinta (por meio de muitas brigas...) Banda Calypso, Pinduca e Banda, quer de grandes aparelhagens etc.). Acontece que, neste ano, a gestão do Secretário Josival Quaresma (o Vadinho) decidiu, possivelmente após debates internos, ter somente atrações de Igarapé-Miri nos shows - a exceção foi Beto Farias e Banda, na noite dos Servidores Públicos - pois o mesmo é muito ligado a Abaetetuba, e a Pérola Negra, já citada. Fora essas atrações, tivemos: Banda Moral (que faz sucesso por onde passa, liderada pelo competente Marquinho Silva), Grupo Massarimbó (idem), Zé Luiz e Cia, Banda Top Fest, Banda Magnata Show, Banda Sabor Açaí (dispensa apresentações...) e outras.

6 -  Sentimos falta, e falamos como se tivéssemos certa "autorização" de um segmento já forte no Miri - o do Rap - da apresentação do Rapper SUMANO (Euller Santos); igarapemiriense do Anapu, o cara (jovem, professor, formado em Geografia pela UFPA) é fera, muito fera - nas suas composições e na interpretação, na performance vocal. Realmente, a presença dele seria de coroar o Evento e de dar novos ares ao mesmo. E, no dia dos Concursos Rei e Rainha, sua performance sacudiria o Pinducão; não temos dúvida (sobre o Sumano, ver Aqui no You Tube). Mas, possivelmente não teve articulação prévia para patrocínio, doação etc. Torcemos para que fique pra próxima. 

Por fim... sobre ter quase 100% de atrações musicais da terra em um Evento como esse, de nossa parte consideramos um acerto; é válido e não deixa margens sobre se nossos artistas musicais terão ou não portas abertas a seus trabalhos; com ou sem grandes críticas, o certo é que tais Eventos não perdem em nada em ter a Banda Moral no lugar de uma banda de Cametá ou Belém, São Luís... em ter a Sabor Açaí, em lugar de Manu Batidão ou de um falso "vaqueiro" desta vida etc. É uma questão de reflexão e de escolha.

7 -  Sigamos; ainda precisamos vencer plenamente a pandemia de Covid-19.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Finados em vida; a Equatorial Energia que nos "mata" tds os dias (post 800*) - Editorial

Israel F. Araújo (editor, fundador; poemeiro@hotmail.com)

Academia Igarapemiriense de Letras (AIL)

* : Contamos as postagens numeradas, que hoje fecham oitocentas. Porém, as demais dezenas de postagens nas várias páginas do Blog não entram nesta "contagem"


É profundamente cansativo falar sobre o que representa, para o povo pobre do Pará, a atuação da empresa Equatorial; nada a ver com o fato de que a mesma seja do Maranhã (estado irmão nosso...). Mas, por tantas razões, precisamos falar e denunciar, ao menos moralmente, isso. Ser do Maranhão ou não, de nada importa para esta conversa. Se tem algo que, de fato, importa é o fato de que nosso povo paraense votou tantas vezes em candidatos do PSDB para o governo (Almir Gabriel governou por oito anos, Simão Jatene comandou o meu Pará por 12): trata-se de um partido altamente inimigo da atuação forte do Estado na defesa da população mais pobre, da classe trabalhadora e algoz das políticas públicas mais necessárias a esse povo (Saúde e Educação, sobretudo; mas a distribuição de energia elétrica e outras frentes tbm entram nesse rol).

Soberania popular tbm tem a ver com votarmos e decidirmos quem queremos e qual perfil de governança queremos "sobre nós", por 4 ou 8 ou quem sabe 20 ou 30 anos (povo de São Paulo está sofrendo isso); a nossa Carta Política, a Constituição Federal vigente assim o determinou. Por isso, temos tantas e tantas privatizações a impactar nossas vidas. Digo e repito: sobretudo a vida do povo mais pobre. Assim, temos, nestes dias, a realidade da imensa parte da população paraense que não tem condições de pagar a fatura mensal de energia elétrica. Há tantas e tantos casos de famílias (lideradas por desempregados) que recebem faturas mensais no valor de mais de R$ 400 ou quem sabe mais de R$ 800 ou R$ 1.000,00 (como pode uma família que ganha Salário Mínimo de R$ 1.100,00 pagar uma fatura que custa perto de um mil reais?; os casos de consumidores que estão em situação de desemprego, é essa realidade?).

Sabemos que vc pode estar pensando que a "lei do capitalismo" é essa, mesma; que isso é "normal" no nosso sistema: que se dane o Capitalismo, digo eu; que se exploda e vá pr'aquele lugar; temos é de pensar na vida das pessoas, isso sim.

A CELPA serviu ao povo do Pará por longos tempos; e serviria mais e mais, caso não tivéssemos dado carta branca (na hora do voto) aos tucanos do Pará, para que vendessem praticamente todo o nosso Estado. Vamos voltar àquele tempo, 2012? Na matéria do Grupo Globo, podemos ler "CELPA É VENDIDA A EMPRESA MARANHENSE POR R$ 1"

 Venda pelo preço simbólico foi assinada hoje, no Fórum de Belém.

Empresa compradora vai assumir as dívidas da concessionária de energia.

 (G1 Pará. 25/09/2012)

 A Celpa (Centrais Elétricas do Pará) foi vendida nesta terça-feira (25) pelo valor de R$ 1. A empresa  foi adquirida pela Equatorial Energia S/A, do Maranhão, pela quantia simbólica já que a concessionária de energia está em fase de recuperação judicial. O contrato de venda foi assinado no Fórum de BelémA empresa maranhense, que atende mais de 200 municípios, adquiriu 65% das ações da Celpa e vai assumir as dívidas da concessionária, que chega a R$ 3 bilhões. A conclusão da compra aguarda ainda a aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade). O plano de recuperação da concessionária de energia foi aprovado e homologado no dia 1º de setembro. O acordo trazia propostas para equacionamento do financeiro e do chamado passivo operacional, que diz respeito ao ciclo operacional da empresa, tais como fornecedores, salários, encargos e impostos, assim como a aquisição do controle concessionária de energia do Pará por um investidor.

Fonte da matéria: G1 Pará, clique aqui 

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Essa foi a senha para o entreguismo; já que a empresa estava falindo (seria por causa da corrupção, má gestão e protecionismo dos políticos tucanos e aliados? que tinham carta branca da maioria dos parlamentares do Pará para fazer o deles...), estava em "recuperação judicial", aí a Equatorial Energia veio, pagou um real; sim, pagou R$ 1,00 (e se comprometeu a arcar com as dívidas da CELPA). A Equatorial manteve o nome fantasia e saiu às ruas, literalmente, para atacar os furtos de energia elétrica (os famosos "gatos"...), causados pelos clientes usuários. Inclusive, há milhares de suspeitas de que incontáveis multas aplicadas aos clientes deriva(va)m da não existência de "gatos" (sabemos de casos verídicos). Nesse caso, a gente tem a opção de contratar advogados e ir às barras da nossa Justiça, a justiça "burguesa" que, não raro, protege os de sua classe. Enfim, mas não podemos generalizar; podemos, com segurança, afirmar que fazer "gatos", furtar energia elétrica, não é o certo, pode ter sérias consequências e, nem de longe, estamos defendendo essa postura.

Mas podemos gritar, gesticular, denunciar nas redes sociais, ir até a Empresa (perdi quase três meses fazendo isso, sem sucessos), chamar os deputados e senadores à conversa e mostrar a eles o que deveria estar inscrito em suas testas (permanentemente): "Todo poder emana do povo...": claro que eles sabem disso; não colocam essa empresa nos seus devidos lugares porque não querem (imaginas por quê?). Eles tbm sabem de coisas "estranhas" que andam acontecendo, quando muda o tipo de instalação feita pela Equatorial, de fiação elétrica e o consumo da gente se mantém o mesmo, mas, mesmo assim, a fatura aumenta em cerca de 150 ou mais de 200 reais... Isso quer dizer o quê? Como se calcula o ICMS? E tantas outras perguntas.

Por fim, já que é Editorial, precisamos imprimir uma posição da parte deste veículo: julgamos que a solução ainda passa pela maneira que nós usamos para votar, para escolher parlamentares e governos. Se elegemos nossos algozes, nossos inimigos (os membros e/ou defensores do deus Mercado, p. ex.), quais resultados teremos? Vamos esperar o quê dessa fórmula? Se serve o exemplo da votação no Jair Bolsonaro para presidir o Brasil, as subidas nos preços da carne, dos combustíveis e do gás de cozinha..., então, ei-lo aí.

Vergonha. Paysandu está seguindo os passados passos do Clube do Remo? (799)

Já contei a vcs que, ainda adolescente, decidi não ser torcedor "cego" de clubes de futebol - nem de outros esportes altamente populares. Não há nada de "oh, mas que inteligente e top foi isso!!"; não há nada de formidável nisso, nada de quanta inteligência! em mim naquele momento, nos idos de 1994, 95. Nada, nada; foi uma posição minha. Coisa de gente que "não teve infância", digamos assim, que não aprendeu a brincar com ou contra as dificuldades desta vida. Atualmente, gosto muito de não ser um "fanático torcedor". Mas, por incrível que pareça, eu sou um grande, constante, torcedor do futebol paraense. Nunca consegui deixar de fazer figa, de torcer por Remo, Paysandu, Tuna Luso, Paragominas, Cametá, Ananindeua, Bragantino, Abaeté, Vênus, Castanhal e outros times - quando estes enfrentam determinadas situações (vide o caso do Castanhal deste ano, que quase dá mina de orgulhos pra nós; ou o caso do Bragantino, uns anos atrás; tem tbm a façanha da Tuna Luso no Parazão deste ano, coisa de dar arrepios na gente; subida do Remo, ano passado, à Série B - e eu estava na torcida para que o Paysandu tbm subisse).

Eles lá na Série D ou na C, eventualmente na B, e eu na torcida pelo engrandecimento do futebol paraense; torço, igualmente, pelo futebol feminino. Nosso auge mais recente foi, em 2002, o Paysandu Sport Clube; Campeão dos Clubes Campeões e classificado à Libertadores 2003; neste certame, fez sucesso, campanha formidável, detonou os grandes do Brasil e venceu o poderoso Boca Júniors, na Argentina. Tempos áureos - para citar somente os mais atuais, pois antes dos anos 2000, teve o Título da Série B (pelo Paysandu, de Cacaio); teve a era de ouro da Tuna Luso, a "Bi Campeã do Norte", assim por diante.

O Clube do Remo de Landu e Cia, em 2005, conquistou o Brasileiro da Série C e, depois, bem..., o depois do Remo é que é a "chave" desta conversa; e não por motivos nobres. Depois da batalha de 2005, da incrível e robusta postura, vieram as decepções.

Da Série B, eis que vêm as quedas e o Leão Azul de Antônio Baena desceu à Série D e, pior, ficou um tempo sem Divisão: isto é, nem na Série D, o pior dos piores, nem lá a disputa do Brasileirão estava garantida. Foi tempo de guerras políticas na Diretoria do Remo, os rachas entre grupos liderados por A, B ou C, e, como um pulo de gato, o Remo passou a ter calendário somente até aprx. maio de cada ano; depois disso, era treinar, desmontar elenco, pegar estradas de ônibus e ir jogar amistosos no interior do Pará; coisa de time amador. O time, de fato, não era amador; mas a sua Direção, essa certamente o era.

Aí está uma preocupação de "torcedor analista", que quer ver o Paysandu SC subindo, galgando seus devidos lugares. Sim, devidos, pois os dois principais grandes do Pará são tbm bem maiores do que vários clubes/agremiações de muitos estados do Norte e do Nordeste deste país; que o digam os silêncios sobre os estados do Acre, Amapá, Amazonas ou Tocantins e outros mais. Sabemos que o glorioso Santa Cruz (de Pernambuco) desceu profundamente, neste ano, mas o futebol pernambucano está bem maior do que pensamos. O mesmo podemos dizer sobre as performances de tantos times profissionais do futebol brasileiro.

Nesse sentido, nosso medo é que que o Paysandu esteja seguindo os péssimos passados passos do Clube do Remo, seu maior rival. Não estamos em nada preocupados com as tais "zoeiras" de remistas contra bicolores ou vice-versa; se um chama o outro de "mucura pirenta" e se este chama seu outro de "leoa pirenta" (aqui, a coisa piora, pois o sexismo, a homofobia está gritando...), isso em nada nos afeta (ou seja, em nada me afeta). Não estamos interessados nessa zoeira, repitamos (ela é fundamental, em termos culturais, para o descarregamento das tensões diárias da vida, para as diversões no trabalho, no lazer etc., mas não temos...).

Mas o Paysandu, o clube, a agremiação, a história do Clube... não merece passar por isso. Analistas do futebol paraense - estes, bem mais preparados do que este blogueiro para analisar a complexidade desta realidade - já vislumbram um processo de quedas, de Divisão, de receitas e de dilapidação do maior bem do Papão (seus patrimônios)... Ora, esse tipo de "inveja" nada tem de inteligente, nada nada. Se quer imitar seu outro (o Remo), veja o que ele tem a ensinar sobre os anos de esforços coletivos, de união, para que o estádio Baenão pudesse se reerguer das cinzas, voltar a ter gramado e até iluminação.

O Papão da Curuzu tem estrutura, organização e história suficientes para sair das posições de "lanterna" da (fase final da) Série C, tanto em 2020, quanto no 21; isso é inaceitável. Nem clubes pequenos, tais como Castanhal ou Bragantino merecem passar por isso.

Possivelmente, as causas do insucesso passam pelo fato de que os elencos são fracos, mal comandados e descomprometidos com a instituição Paysandu SC; as causas centrais dessa montagem de elenco (elenco péssimo, ruim, fraco, que não veste a camisa" do Bicola) podem estar no eterno amadorismo de nossas Diretorias. Dessas montagens ruins, atabalhoadas, se chega às dívidas colossais, impagáveis; vêm o endividamento e as seguidas buscas de empréstimos, surgem os bloqueios judiciais de recursos etc.

Podemos citar, bem rapidinho, mais dez fórmulas de insucesso - para que o Papão chegue aos infernos onde o Remo já viveu em tempos outros. Quem quer aprender essas lições? Nós, não, nem pensar; melhor nem citar as fórmulas: deixa quieto.

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Israel Fonseca Araújo; editor, fundador (poemeiro@hotmail.com)

sábado, 30 de outubro de 2021

XXXI Festival do Açaí em Igarapé-Miri; Programação e repercussão (798)


Programação: 30 out. 2021


O Blog Poemeiro do Miri buscou novas informações e avaliação do Secretário de Cultura, Desporto e Lazer de Igarapé-Miri, Josival Quaresma (Vadinho), sobre o andamento do XXXI Festival do Açaí em Igarapé-Miri e programação. De imediato, a Programação fora disponibilizada ao Blog (imagem acima, de 30 de out.). O Festival teve seu início ainda no dia do servidor público(a), 28 deste; houve música ao vivo e sorteio de prêmios a servidores(as), dentre outras atrações. O conceituado músico miriense Elias Costa e Beto Farias e Banda estiveram no palco do Centro Cultural "Pinducão". 

Perguntado sobre como avalia esses primeiros dias de Festival e qual a sua percepção sobre a participação da população, o Secretário Vadinho respondeu: "Muito positivo. A população está ansiosa por evento, principalmente neste nível que envolve as famílias, eventos culturais de fato; a população, na maior parte, [está] abraçando a ideia de valorização local".

Grande atração e motivo de expectativas da população, os Concursos Rei do Açaí e Rainha do Açaí sacudiram as redes sociais há mais de mês. O grande dia fora o 29, ontem. Os vencedores foram: Rei do Açaí: o jovem PABLO BRUNO e a Rainha do Açaí foi a bela STEFANY PINHEIRO.

O Blog perguntou: Sobre o Concurso Rei e Rainha, o que o Senhor tem a comentar? Segundo Vadinho, o "Concurso foi excelente, procuramos e fizemos de forma mais democrática e transparente possível, tivemos um Concurso de alto nível, onde décimos decidiram, e todos saíram vitoriosos".


Programação: 31 out. 2021


Como sempre costuma acontecer, o domingo é o dia de culminância dos festivais do Açaí em Igarapé-Miri. Nesse dia, além de comidas e bebidas típicas, ocorre o tradicional almoço de domingo, regado a bebidas e música da terra (ao vivo): Zé Luiz e Cia é a atração de amanhã. Indagamos: Quais as principais expectativas sobre o dia principal do evento, ou seja, neste domingo?

Vadinho: "Expectativa é que possamos ter as famílias, como já mencionei, se confraternizando, as pessoas meio receosas por causa do Covid, mas ao mesmo tempo esperavam por isso".


Rainha do Açaí 2021; divulgação: Ascom/Prefeitura de Igarapé-Miri


Rei do Açaí 2021; divulgação: Ascom/Prefeitura de Igarapé-Miri


É isso aí; esperamos por uma incrível noite de sábado (hoje) e um domingo repleto de atrações, discussões (debates) sobre a cadeia produtiva do açaí (não raro, vítima de cartel de compradores, o que é crime) - com produtores, produtoras, autoridades, especialistas da área, além de uma culminância de evento em clima de paz e muitas confraternizações.

Claro: que tds tenham muitos cuidados pessoais e coletivos, pois ainda estamos vivendo a pandemia de Covid-19.

Texto: Israel Fonseca Araújo (editor)

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

"SERVIR", poema de Israel Araújo (#797)

 

(Que te sugere?)
           


Ser entre os demais, servir, socorrer

E promover o acesso aos serviços, aos bens, aos direitos

Receber a todos, todas, todes: atender, ajudar

Volver suas forças, por décadas, aos

Irmãos e irmãs, tantos sem sangue algum

Dedicar-se, por horas diárias, rotineiramente

Organizar seu tempo e sua vida em

Razão das necessidades de outrem (constância do agir)

 

Para poder cumprir, sim, sim,

Um dever de fazer, dever de ofício; deve ser

Bem feito (o trabalho), bem feita (a escolha)

Logicamente que pode ou não (fazer com)

Integridade, dedicação e impessoalidade (mas deve, deve)

Canalizar saberes e emoções em razão de um

Organizar, servilmente, a vida de (des)conhecidos

(Ah) mas mantendo seus direitos de ter dignidade humana


(28.out.2021)

____________

Israel Araújo (AIL). Academia Igarapemiriense de Letras. Ocupa a Cadeira 07 (Patrono: Manoel Luiz Fonseca)

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Decisões da CPI da Covid-19: Veja tds os crimes imputados ao Bozo (#796)

Se um Presidente de país é denunciado por uma Comissão de Inquérito e se isso não te afeta, sinto muito em falar: mas você está fora do Mundo. Por quê? Justamente o Presidente é Chefe de Estado-Nação, Chefe de Governo e Agente Político de atuação nacional e internacional; e, no caso do Brasil, o Presidente é o responsável por promover (e prover) o bem-estar, a saúde, a satisfação cultural, a educação, garantir das garantias de vida ao povo etc. Pois é, uma CPI não é pouca coisa; trata-se de uma mega operação política (por isso é "Parlamentar", refere-se ao Parlamento : Câmara e/ou Senado) e de investigação (por isso é "de Inquérito"); uma CPI tem poder de polícia e tem grandes poderes jurídicos implicados.

No BR, costumamos dizer que uma CPI costuma parar a Casa Legislativa, pois ela interfere no andamento dos trabalhos parlamentares. Por isso, os crimes que a CPI atribuiu ao "presidente" do Brasil, Jair Bolsonaro, são relevantes e deveriam chocar a população; penso eu na população que não seja "gado", comandada "idiotamente". O que dizer, digamos assim, se daqui a uns anos um presidente do Brasil vir a ser preso (justamente preso), ser julgado no Tribunal Penal Internacional e "apodrecer" na cadeia? Seria importante, bom e/ou ruim para nossa democracia? Eu adoraria, pois isso teria um bom efeito pedagógico (a prisão de Lula da Silva foi, comprovadamente, ilegal e produziu efeito pedagógico horroroso: de descrédito no Ministério Público, no Poder Judiciário, p. ex.).

Assim sendo, só pra fazer um efeito de lanchinho de fim de tarde, quero lhe mostrar os crimes aos quais Bolsonaro (pai, o Zero) foi imputado - digamos assim, somente sugeridos (confira matéria na íntegra, AQUI):


"1) Jair Bolsonaro

Ao longo da pandemia, o presidente deu diversas declarações negacionistas sobre o vírus e se posicionou contra medidas de proteção como o uso da máscara e o isolamento social. Bolsonaro também fez campanha pelo uso de medicamentos sem comprovação científica.

Sugestão de indiciamento sob acusação de: epidemia com resultado morte; charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas". (Fonte: TAYGUARA RIBEIRO E RENATA GALF, Folha de S. Paulo, via MSN; grifo meu)

Pelas lentes do Grupo Globo, os crimes foram listados assim:

CPI da Covid aprova relatório final, atribui nove crimes a Bolsonaro e pede 80 indiciamentos

Documento de 1.289 páginas, elaborado ao longo de seis meses, será enviado a órgãos de investigação.

Texto inclui projetos para punir fake news e criar pensão para órfãos da pandemia

(Por Marcela Mattos, Luiz Felipe Barbiéri, Sara Resende e Gustavo Garcia, g1 e TV Globo; 26.out.2021) 


No caso de Bolsonaro, Renan Calheiros pede indiciamento pelos seguintes crimes:

  1. epidemia com resultado morte
  2. infração de medida sanitária preventiva
  3. charlatanismo
  4. incitação ao crime
  5. falsificação de documento particular
  6. emprego irregular de verbas públicas
  7. prevaricação
  8. crimes contra a humanidade
  9. crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo) (Fonte da matéria: clique Aqui)


Vão virar pizzas ou fatias de pizzas?

A população sempre se pergunta sobre as "pizzas" (img metafórica de que um trabalho feito por políticos deu em nada, foi terminado com ares de gracejos e farras contra a população). De minha parte, creio que vai dar em pedaços de pizzas, pois há crimes que teriam de ser denunciados pelo Procurador-Geral da República, Augusto Aras, uma pessoa genuinamente sem credibilidade e que faz tds as vontades de Bolsonaro Zero, que passa pano para tds os crimes do "presidente"; Aras acredita que o Zero Bozo pode lhe indicar a uma vaga no STF (o indicado de Bozo, André Mendonça, está na geladeira, politicamente guardado, no Senado); por isso, teria tds os motivos para nada fazer, no caso desse robusto Relatório, e usar isso como moeda de troca contra o Zero Bozo (para isso, teria de dar sinais de que vai atuar, vai agir, fazer um "bleff"... com a finalidade de chantagear, politicamente, o Zero).

Seria difícil terminar em pizza integral, toda, pois há pessoas que, em tese, podem ser processadas a nível de Primeira Instância (na verdade, devem ser... mas têm colarinhos brancos; aí, já viu, né?), pessoas que não têm prerrogativa de foro privilegiado (caso do "véio da Havan", de empresários da empresa "da morte" Prevent Senior, de ex-assessores de Bolsonaro...); nesse caso, não seria preciso depender do Haras. Ou seja, algum resultado daí pode sair.

Também, em algum momento, o Presidente da Câmara poderia denunciar Bozo Zero, em uma outra conjuntura política; e mais: amanhã já vai chegar e o Zero Pai pode ser processado e julgado em Primeira Instância, em caso de não ter mais mandatos que dão foro privilegiado. Muita coisa é possível, mas o cenário, por enquanto, é desanimador.

O trabalho da CPI da Covid-19, no entanto, foi muito bom e extremamente importante para o Brasil. Mantenhamos as lutas e a Fé.

Conversações Poéticas e Filosóficas de out/2021 fala de "ódio aos professores" e demais servidores públicos(as) (#795)

Vadios do Sintep que adoram uma greve


Divulgação: Projeto Conversações Poéticas e Filosóficas

Vai acontecer neste dia 27/10, véspera do "Dia do Servidor Público(a)", a quinta edição do citado Projeto CPF's: a edição que encerra um ciclo sobre Democracia, (neo)fascismo e sentidos no discurso de ódio. O tema gerador do bate-papo de hoje é Vadios do Sintep que adoram uma greve”: (neo)fascismo e regime de ódio contra os professores/as e o Serviço Público. Trata-se de uma referência a um enunciado que circulou amiúde por ocasião de data de comemoração do Dia dos Professores(as) deste ano; o responsável pela publicação foi um líder de academia de musculação, formado em Educação Física - que, portanto, fez formação inicial para ser ......... professor (risos).

Os responsáveis por conduzir a discussão de hoje (às 18h, no Facebook Poemeiro do Miri On-line) são os professores e poetas, pesquisadores Antonio Marcos Ferreira (filósofo, autor de vários livros e Mestrando em Políticas Públicas) e Israel Araújo (Graduado, Mestre e Doutorando em Letras, autor de vários, editor deste Blog); ambos são sindicalizados no Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores/as em Educação Pública do Pará).

Tem tudo pra ser uma Conversação bem legal e produtiva, recheada de análises sobre estes tempos em que "presidente" de país ajuda milhares de pessoas a morrerem ser ar, sem oxigênio, sem direito à vacina e a tratamentos seguros; ah, esperem uma conversa bem humorada, tbm; te esperamos lá.

Onde ver e participar? Facebook: Poemeiro do Miri On-line

Data, hora: Hoje, às 18h

APOIO: Polo Universitário de Igarapé-Miri

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Secretário de Cultura, Vadinho, fala sobre Festival do Açaí, Concursos Rei e Rainha e campeonatos mirienses (794)

Israel Fonseca Araújo (editor)


Caso vc tenha perdido a Live Entrevista que este Blog fez (via Facebook Poemeiro do Miri On-line) com o Secretário Municipal de Cultura, Desporto e Lazer Josival Quaresma (Vadinho), não te agunia; tem como ver toda ela, sem pressa ou pressão.

A conversa durou cerca de 1h e 40 minutos - repletos de muitas informações e diálogos sobre dúvidas dos(as) internautas. Foram vários os temas debatidos e tds de interesse social, principalmente para a "terra do Açaí"; dentre eles, citamos: XXXI Festival do Açaí (será realizado neste fim de mês), Concursos Rei e Rainha do Açaí 2021 e campeonatos mirienses (de futebol, Futsal, Free Fire e outros; é o caso da Copa Rural (Mizael Nonato) de Futebol de Campo e dos campeonatos Peladão dos Bairros e Sub-18 - para citar alguns, apenas). Segundo os gestores, as inscrições para os certames iniciaram dia 20 deste e seguem até 04 de novembro vindouro (inscrições na Casa da Cultura, à Av. Carambolas, próx. à Praça "Padre Henrique", entre 08h e 14h).

O Secretário Vadinho esteve assessorado, na entrevista, pelo Dir. de Esportes - Antonio Lobato Fonseca - e pelo prof. Agnaldo Ferreira (que assessora a gestão).

Acesse a Live Entrevista, na íntegra, clicando Aqui

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

"Covidão do Bozo": 366 horas de reuniões e os crimes imputados ao "homem da Cloroquinha" (793)

Israel F. Araújo (editor)

Academia Igarapemiriense de Letras (AIL)


São informações mais do que complexas e volumosas. A CPI da Covid-19 traz dados assustadores, não somente nos pedidos que faz, nas sugestões de indiciamentos (que podem virar pizza, bem sabemos, pois somente Presidente da Câmara -  A. Lira, espécie de capacho de Bozo - e Procurador-Geral da República (PGR) - capacho de Bozos - podem tomar decisões firmas contra o tal de Jair Bolsonaro) e na listagem de crimes (possivelmente) praticados - por autoridades diversas, Jair Bolsonaro à frente. Não somente; mas, igualmente, nos dados técnicos (possivelmente, vc não tenha interesse algum nisso rsrsrs).

Mas, citá-los-ei (como bem diria um dos chefes de Bozo, o Michel Temer). A CPI Covidão do Bozo informou que foram mais de 366 horas de reuniões, 1.061 Requerimentos apresentados, 261 quebras de sigilos; que, entre os focos de trabalhos de inquérito, podem ser citados: aquisição (ou não) de vacinas (lembram dos mais de 80 e-mails de uma empresa que queria vender vacinas ao governo Bozo?); possíveis irregularidades para a aquisição de vacinas; crise da Saúde em Manaus-AM e o caso (dos mais estarrecedores) da empresa Prevent Senior (acusada de pressionar médicos para prescreverem remédios sem eficácia, diminuir oxigenação etc.; tem até publicação sobre, aqui: quer ler?)


Diante de tantos dados - que sugerem um trabalho hercúleo da Comissão, diante da robustez do Relatório Final (apresentado pelo "respeitado" Sen. Renan Calheiros-MDB/AL), como vc avalia a situação de comando deste país? (Sim, isso; pois as mortes já aconteceram, perto de um milhão de pessoas já se foram; agora, é preciso cuidar de quem ficou; logo, é preciso saber das reais condições de quem preside a Nação. Sim, sim, tbm queremos saber dele, no amanhã, pois temos sede de justiça). Mas, nesta atual conjuntura...

Você acha que o cenário está "favorável" a Jair Bolsonaro? Que ele pode sair livre de tantas acusações e que "não pagará por seus crimes" (ou possíveis crimes) - cometidos contra a vida, a segurança sanitária e alimentar do povo deste país? Sim? Respeitamos sua posição, mas a situação de "Messias" não é das mais animadoras; o futuro dele poderá ser bem diferente dos atuais momentos de afagos gadísticos no cercadinho - ou chiqueirinho do Planalto (Impeachment, Denúncia no STF ou Processo Internacional: o que pode acontecer com Jair Bolsonaro?); na publicação sugerida, podemos ler:


"O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, apresentado nesta quarta-feira (20/10) pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), recomenda que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado e, eventualmente, responsabilizado em três frentes devido à gestão do seu governo na pandemia de coronavírus: por crimes comuns, por crimes de responsabilidade e por crimes contra a humanidade" (BBC News).


Isso não é coisa séria, grave?


O grupo IstoÉ informou sobre os crimes imputados a Bolsonaro; leia aqui

Pela Agência Senado Notícias, tbm dá pra termos uma medida da gravidade da situação. Confira aqui (pontos do Relatório da CPI da Covid-19)

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Crônica de outubro: "A nova roupa da rainha", de Franciorlys ViannZa

Franciorlys ViannZa (Professor e Escritor)

Já li em entrevistas de estilistas conceituados que a roupa não é uma mera peça para cobrir nudezas, é questão de identidade, de mensagem, de força e civilidade. A título de exemplificação: se você almeja ser o centro das atenções, opte por um vestuário colorido, com cortes arrojados, alíneos, até futuristas; se você almeja passar despercebido, use cores foscas, um preto básico, um prêt-à-porter; alta-costura para quê, né?! Na dúvida, faça como eu: prefira tecidos de linho; dão um ar elegante, mas não têm frescura: jogou sobre o corpo, está pronto para o high society. Nem exigem ferro de passar, o aspecto amarrotado casa perfeitamente com o linho. ‘Que diacho deu em você, escritor? Andou assistindo muito ao Diabo Veste Prada?’. Não, leitor. Destrincharei o título desta crônica já, já. Fiz este desfile na passarela com fins de ilustrar a seguinte discussão: a roupa que você está usando no ensejo desta leitura diz sobre a sua forma de apresentação mais do que você imagina. A apresentação da literatura resguarda algumas semelhanças.

Muito se discute nos meios acadêmicos acerca do movimento literário (ou estética, ou escola) do Boom Latino Americano, ocorrido entre as décadas de 60 e 70, e que modificou a ótica do mundo a respeito da literatura produzida nestes rincões da América. Até o Boom ser deflagrado, o resto do planeta – e por resto, entenda-se o Velho Mundo – dava pouca atenção aos nossos escritores. Quiçá, carecêssemos de uma proposta ficcional que representasse nossa identidade de povo explorado, subdesenvolvido, espezinhado por políticos corruptos, terra frutífera para messias e outras facetas ditatoriais. Um território que remete à Macondo – o famoso vilarejo dos Buendía; a transfiguração do continente americano em alegoria, pelo olhar de Gabriel García Márquez. Segundo doutos intérpretes, Macondo é uma analogia da solidão da América, isolada, envolta em misticismo, propensa ao arroubo de historietas contadas por espertalhões. 

Tudo o que mencionei é muito bonito, poético e romântico, concorda? Larguemos mãos desse olhar unilateral, para compreendermos: o Boom obteve um elevado sucesso editorial com o aporte das editoras europeias, que, após o estrondoso êxito comercial de Cem anos de Solidão, reforçaram o caça-níquel em nosso rumo. Opa! Literatura na América latina vende bem – vende, assim como nosso pau-brasil e nosso minério. Égua desse povo, sugam tudo de nós, da mão de obra barata ao guano! A meu ver, e de Júlio Cortázar, o imperialismo foi tão cruel com nossa gente e literatura que até o maior despertar literário da América recebeu cognome em língua inglesa. Acaso? Não. É uma marca da presença dessas editoras. Podemos questionar o lado positivo delas, mas aí, leitor, teríamos que questionar o lado positivo das facas, pentes e espelhos oferecidos aos povos originários; o que foi introduzido na cultura nativa compensou o extermínio posterior? Depois que as editoras esvaziaram as jazidas do Boom, seus editores regressaram às caravelas e ganharam o alto mar, para bem longe da nossa literatura. Atualmente, para um latino-americano publicar em solo europeu precisa vender o pai, a mãe e um rim.

A forma como o mercado editorial europeu “apresentou” o Boom Latino Americano foi decisiva para o alcance mundial do Realismo Maravilhoso. Vamos fazer o seguinte, troquemos o verbo apresentar pelo substantivo roupa. A roupa internacional que as editoras europeias entrajaram na literatura latina abriu espaços para divulgarmos história, cultura, denúncias e reivindicações sociais. A partir do Boom, a produção intelectual deste cadinho do Novo Mundo foi exibida – e negociada – com ares doutos. Entramos no radar eurocêntrico, mesmo que por uma efeméride. Depois de se fartar do banquete do empregador, o serviçal pegou os pratos e talheres e foi para a pia; alguns, agradecidos pela vianda, obsequiada por um facho de interesse. É isto que fomos depois do Boom, e somos, para eles, os donos do poder: escritores de pia. A mesa de jantar continua reservada aos convidados, a rigor, de pele branca e burgueses.

A literatura é uma ninfa que, loungue durée, muda seu closet, para acompanhar o espírito do tempo. E tem resistido, com estratégias, trocas e adaptações. Quem decretou a morte do romance, morreu primeiro. O romance migrou para uma estrutura com parvas menores, concisas, com leitura mais ágil, abraçou a versão ebook, dialoga com outras tecnologias, virou, em casos, áudio-romance. Conheço uns acadêmicos que torcem o nariz para os formatos atuais de apresentação da literatura – a saber, por canais como Facebook, Wattpad, blogs, sites, Instagram. Para eles, só é escritor o sujeito que tem ISBN. O próprio sistema de catalogação das universidades tem dificuldade para registro de obras artesanais, como o livreto de Cordel. A Câmara Brasileira do Livro é deus na terra. Por sorte, a literatura sempre se mantém uma Rainha má, transgressora, avulsa aos quadrantes dos quadrados. Encontra seus caminhos diante de bloqueios na estrada, seja por conservadores literários, seja por tanques e soldados. O caso do Boom é emblemático: uma literatura amalgâmica entre insólito e real, para falar sobre a opressão de ditaduras militares, em tempos de caça às bruxas, por governos ilegítimos.

Chegamos ao ponto em que devemos pôr a literatura contemporânea defronte ao espelho. Enxerguemo-la com seus estratagemas na produção e difusão. É um output que, com o advento da pandemia do Coronavírus, cingiu-se da nova roupa da internet. Eu sou um entre dezenas de entusiastas da relação entre mídias sociais e beletrismo. A mídia social, inclusive, originou políticas públicas dirigidas a canais como Youtube, Facebook, Instagram, Linkedin, etc. Cito trabalhos de sucesso: as transmissões da Biblioteca Orlando Lima Lobo (Marabá-PA), o projeto Entre Letras da UFRA-Tomé Açu, o lançamento virtual da Feira Pan-Amazônica do Livro em 2020, entre outros. Sem falar nos sites e blogs, como o Blog do Poemeiro do Miri (gerido pelo confrade Israel Araújo), o blog Garota Pai D`égua, o Portal Uruá-Tapera (administrado pela querida Franssinete Florezano). Falta espaço textual, sobram exemplos. Fico por aqui.

  As novas tecnologias arrastaram a literatura para o uso de uma nova roupa, que está permitindo acesso à leitura por um público engajado nas redes sociais; pequeno ainda, mas importante como vetor de uma (quimérica) revolução literária nesse país. Além do texto publicado na íntegra, há os projetos relacionados com o livro: as lives, os booktubers, o bookgrammers, os booktokers, os blogueiros, as feiras de livro virtuais.

Assim como toda roupa que chega ao mercado haverá e há reacionários/nostálgicos de plantão, com diversos argumentos na ponta da língua, para depreciar e alijar as inovações. Penso que, para além da crítica movida por gosto individual, necessitamos compreender o processo de resistência da literatura. Ela muda porque mudamos. Já imaginou se a literatura permanecesse com a roupa do período medieval? Com o rebuscamento de Pero Vaz de Caminha? Não dá, né! Deixemos essa Rainha má se vestir como quiser. Apenas estejamos atentos para as mensagens que sua indumentária propaga; pode nos dizer muito sobre nós, sobre a fruição da modernidade, sobre o humano na corte da vida, sobre a mobilidade que nos move; ela, a Rainha má, é um espelho up date.    

Ah, a danada acabou de sussurrar cá, nos meus ouvidos, que originalmente esta crônica foi publicada em um blog; mesmo que um dia seja transposta para o formato livro, vários leitores, incluindo você, toparam com ela pela net.


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Franciorlys ViannZa (ACL, Falpa). Professor de Literatura brasileira. Oficial Ministerial do MPPA. Mestrando em Estudos Antrópicos da Amazônia (PPGEAA). Academia Castanhalense de Letras (ACL), Federação das Academias de Letras do Pará (FALPA). Colunista deste Blog.