O respaldo de Carlo Ancelotti era mundial, em termos de futebol internacional, ainda é; mas era uma espécie de unanimidade. No planeta Bola, podemos até afirmar que era um reconhecimento planetário, supranacional. Mas sua vinda para treinar a "Seleção Brasileira" de futebol masculino produziu (aparentemente) mácula perpétua em sua biografia. Por quê? Porque o jogador Camisa 10 do Santos FC jogou a credibilidade do "mister" italiano ladeira abaixo. Quando à carreira e créditos do "professor" Ancelotti, veja na CNN Brasil, veja "Tudo" sobre Carlo Ancelotti (clicando AQUI). Ponto.
Mas qual teria sido o fatídico ato do "mister" e por que sua carreira estaria de tal forma maculada?
Acontece que Ancelotti chega ao Brasil com a credibilidade máxima possível, haja vista que os entendidos/as de futebol (negócio futebol masculino, território de Bets etc.) sabiam e sabem que técnico brasileiro não levantaria a bola da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para as alturas da credibilidade nacional (mais de 20 anos sem título, corrupção devastadora etc.). Achava-se, é certo, que Neymar Jr. e o pai deste, chamado de Neymar Pai, iriam continuar mandando e desmandando na política, nos negócios e nos estranhos negócios da CBF. Era de se acreditar que o magistral técnico italiano não se curvasse às vontades e às táticas dos Neymares. Engano dos enganos.
Ancelotti garantiu que qualquer jogador só seria chamado para a Copa do Mundo se estivesse bem, em forma e tipo com os 100%, para estrear na Copa 2026 (era assim a mensagem subliminar: "não vou convocar Neymar Jr., por enquanto, mas ele se recuperará e deverá estar bem para jogar a Copo, que é um torneio curto, de poucas semanas"). A imprensa, de certo modo vigilante, espalhou essa (quase) fake news e uma parte do país também ficou vigilante; só uma parte, pois a outra parte, politicamente bolsonarista e extremista, não quer saber de Título, de Hexa em Copa do Mundo etc., só está interessada em Neymar puxador de votos "contra o PT".
E seguia alta a credibilidade no técnico Ancelotti.
Na pré-lista, Estêvão não entrou (estava lesionado); Neymar Jr. entrou (estava lesionado ou sem disposição para treinar, jogar rsrsrsrs...). Ancelotti não teve Neymar Jr. nas partidas antes da Convocação (nem o teria nas anteriores à estreia na Copa); na tarde de Convocação oficial, Ancelotti garantiu a vaga do filho de Neymar Pai e, dentro da sala premium, a gritaria tomou conta, com coros e, quem sabe, choros de "Neymar, Neymar...".
Neymar Jr. estava lesionado, na "batata da perna". Ancelotti talvez não soubesse desse dado, pois a política na CBF, nos bastidores dos Neymares e seus negócios não permitiriam que isso fosse vazado. Ou, quem sabe, até o "mister" soubesse.
Ancelotti, já na coletiva de Convocação, manifestou felicidades e uma espécie de gratidão por ter garantido mais 4 anos de contrato com a CBF, após a Copa 2026...
Em seguida à Convocação, vazou a informação (confirmação de suspeitas) que dava conta de que o "camisa 10" da seleção estava com lesão grau 2, na panturrilha. Ou seja, Ancelotti não poderia levar um jogador nessas condições, pois sua diretriz era "estar 100% na estreia, em plenas condições de jogar"; mas levou. O que pesou nessa chamada do "menino Ney"? negócios, milhões e/ou bilhões, apoio popular, respaldo político do pai do "menino Ney" e considerável apoio da imprensa profissional e dos bolsonaristas da população.
Treinadores brasileiros não teriam pulso para deixar Neymar Jr. fora da Copa 2026; isso era e é entendimento consolidado, mas meio país acreditava que Ancelotti teria essas condições. Porém, ele não teve. Fique claro que isso não fará com que ele perca contratos na Europa e/ou nas regiões mais bilionárias e patrocinadoras do "business" (negócio) futebol masculino, nem fará que tenha sua carreira desvalorizada (ganhando ou não o Torneio de 2026, com a CBF).
Mas ele sempre saberá que sua altivez, sua biografia estão manchados, irremediavelmente (por estar no Brasil, submetendo-se à mesma corrupção "moral" de décadas, as quais dragaram treinadores, atletas, árbitros, dirigentes e demais). Ele sabe, e por anos se lembrará, que o mundo das pessoas inteligentes em futebol profissional, que analisam o negócio Futebol masculino, testemunhou a sua curvatura. Claro que o que importa é o bolso, o dinheiro e os negócios; claro que o futebol, a paixão nada vale, nessa comparação, mas a mancha seguirá. Ele, o Carlo Ancelotti, saberá.
.png)







