Hana Tuma assume o governo do Pará, hoje. A vice-governadora, que tem notações sanguíneas igarapemirienses, é a segunda mulher a se tornar governadora do estado do Pará. Antes dela, mas eleita nas urnas, a então senadora pelo Partido dos Trabalhadores(as) Ana Júlia Carepa venceu o pleito de 2006. Venceu, com apoio da oligarquia Barbalho - oligarquia Barbalho significa símbolo de poder econômico, territorial e político que se faz no estado do Pará, desde tempos de Ditadura, com apoio de suas estruturas, rádios, TV e jornal Diário do Pará à frente. A "guerra" política dos anos 1990 e início de 2000 era PSDB contra Barbalhos, Grupo Liberal contra Barbalhos; nos dias atuais, o PSDB foi engolido, no Pará, pela política barbalhista, as Organizações Rômulo Maiorana (ORM) já não batem muito na família Barbalho. Repita-se: Ana Júlia foi eleita pelo voto da maioria dos eleitores(as) que foram às urnas e deram votos válidos, vencendo o PSDB.
Voltemos. Hana Ghassan Tuma (16/01/1968, Auditora Fiscal paraense aposentada, há poucas semanas, com salários integrais) foi elevada a vice-governadora ao vencer as disputas de 2022, ao lado do filho mais poderoso, politicamente, de Jader Barbalho: o ex-Vereador de Ananindeua, ex-deputado estadual, ex-prefeito de Ananindeua e ex-tri Ministro de Estado do Brasil Helder Zahluth Barbalho (18/05/1979, Helder é formado em Administração pela UNAMA, com MBA Executivo em Gestão Pública pela FGV). O pai, Jader Barbalho é ex-deputado, ex-Senador, ex-deputado e atual Senador, ex-governador e ex-Ministro (por mais de uma vez, em vários dados desses aí); por mais de uma vez, repita-se; é o patriarca do que chamamos de barbalhos.
Hoje, 02/04/2026, Helder Barbalho abre mão do restante do mandato de governador e deixa Hana Tuma em seu lugar. Na história do Pará, apenas Jader Barbalho tinha sido eleito e largado o comando político do Pará, exatamente em 1994, para tentar outro cargo político. Seu filho e maior herança do projeto de poder político da família Barbalho, Helder vai concorrer ao cargo de Senador da República (mesma estratégia de dezenas de governadores/as Brasil afora, desde os idos de 1994); sabemos, entendidos da política, que o objetivo-geral do projeto político do pai de Helder Filho era conquistar o cargo de Vice-presidente do Brasil, neste ano, mas a extrema-direita não tá afim de permitir isso; conclusão: Helder Barbalho será Senador pelo MDB. Não há dúvidas se ele será eleito.
Hana Tuma é tema-título destas breves linhas, neste Blog, é uma mulher e profissional de carreira, a segunda governadora da história do Pará etc. e tal; mas, infelizmente, esse dado histórico é floreio que dá verniz superficial às escamas de um emaranhado fálico de poder e dominação. O projeto resume-se ao seguinte:
(a) que Helder Barbalho seja eleito Senador (possivelmente, com Jader Barbalho de primeiro Suplente; se o Senador assumir um Ministério, esse Suplente vira Senador);
(b) que sua profunda aliada Hana ganhe o governo do Pará;
(c) que Elcione (mãe de Helder Barbalho) seja eleita, com poderosa votação, deputada estadual, no Pará, e seja o braço forte do sonhado gov. Hana;
(d) que Jader Filho, ex-Ministro do governo Lula da Silva, seja eleito deputado federal "na vaga" de Elcione";
(e) que Helder Barbalho possa ser Ministro de Estado, novamente, e/ou entre de cabeça nas decisões centrais da política em Brasília (DF), nos comandos do MDB nacional e no Senado Federal.
(f) que o maior partido político da América Latina (PT) continue a ser e seja, no Pará, uma espécie de "puxadinho" dentre do projeto político barbalhista (desde que as negociações com o atual Senador Beto Faro (presidente do PT) sejam bem eficientes);
(g) que grandes forças políticas/popular de outrora, PSDB à frente, continuem morrendo aos poucos, engolidas pela extrema-direita, e não tenham meios de prejudicar os pilares dessa intrincada engrenagem;
(i) que...
Chega, muito obrigado. Feliz Semana Santa 2026.






