Flávio Bolsonaro não escolheu uma mulher para a "sua" Chapa presidencial. O escolhido foi o senhor Alfredo Gaspar, atualmente deputado federal pelo Partido Liberal (PL) por Alagoas. A senha só foi possível graças a dois fatores principais: i) os partidos fortes e milionários do campo anti-Partido dos Trabalhadores(as), ou anti-Lula da Silva, não aceitaram fazer coligação formal com o atual Senador Flávio Bolsonaro (eles preferem aguardar; quem ganhar, terá de tê-los no meio do bolo a ser dividido); ii) o atual deputado federal e ex-Presidente da Câmara federal Arthur Lira (Progressistas) quer ser eleito Senador da República (mandato de 8 anos, com poderosa imunidade diante do sistema de justiça do Brasil). Lira é de Alagoas e Gaspar, também. Gaspar tbm quer ser um Senador, por Alagoas. Sendo Gaspar candidato a Vice-Presidente, ele deixa de ser a Senador; assim, Lira fica com nítidas chances de conseguir uma das duas vagas (a outra vaga, em tese, será de Renan Calheiros-MDB, terrivelmente inimigo de Lira).
Conheça um pouco sobre o anunciado "vice de Flávio" (vice de Flávio Bolsonaro foi denunciado por estupro...).
Assim sendo, o candidato de Flávio Bolsonaro é uma não mulher; como assim? Exatamente. É um homem, um deputado federal de perfil extremista e do PL; sendo que o filho do condenado Jair Bolsonaro queria - nas últimas semanas - era que queria "uma mulher de Vice". Por que usar (o verbo é esse, infelizmente, usar) uma mulher como peça decorativa na Chapa presidencial?
Resposta: porque há boas resistências ao nome de Flávio Bolsonaro entre mulheres, devido ao histórico fartamente agressivo, e até violento, dos homens da família Bolsonaro contra as mulheres do Brasil. Acima de tudo, contra as mulheres que lutam por um mundo melhor, mais justo e igualitário; ou seja, as chamadas "mulheres de esquerda" ou mulheres do "campo progressista". As mulheres ditas "de direita" e/ou extremistas de direita seguem os valores e princípios violentos dos Bolsonaros (machismo, sexismo, homofobia, racismo, luta anti-indígenas, negação de vacinas, da ciência das mudanças ambientais etc.). Mulheres "nem, nem" (nem lulistas e nem bolsonaristas) têm votos e estes votos seriam importantes para o candidato de Jair Bolsonaro.
Mas Flávio Bolsonaro precisava ter uma mulher na Chapa, repita-se, para produzir um efeito de sentido de reconhecimento ao papel e importância das mulheres, na política nacional. Principalmente porque, há poucas semanas, sua madrasta Michele fez vídeo contra esse enteado 01, "rasgando o verbo" e dizendo que Flávio Bolsonaro lhe trata mal, sem educação, de forma agressiva (politicamente), dizendo que Michele "não entende nada de política" e coisas assim. Em longo vídeo, acima de tudo Michele enunciou um tom de desabafo e sofrimento. Colocou Flávio Bolsonaro como algoz, como pessoa que lhe maltrata e que não a respeita enquanto "esposa" de seu pai. E mais coisas, digamos assim.
Fim e por fim, ficou esta certeza: nem mulher enquanto ser a ser respeitado, nem mulher enquanto peça decorativa para fotos e vídeos. O Bolsonaro parido Zero 1 seguirá, se nada mudar, de braços dados com outro líder político de mesmo perfil de seu pai; o restante, nem precisa ser dito.
Obs.: Estes escritos não se destinam a bolsonaristas, pois estes não gostam de ler.



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