O Sintepp trata a exoneração da professora Luísa Farias, pelo governo de Tailândia (PA), com muita atenção e espírito de lutas, em razão da gravidade de que se reveste o fato. Professora de Língua Portuguesa, concursada em Tailândia mantendo legalmente dois cargos de professora, mãe atípica, Luísa é formada em Letras pela Universidade Federal do Pará e tem, como professora da educação desse município, uma reconhecida história de lutas. Ela é sindicalista atuante no Sintepp (Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará), já tendo sido Coordenadora-Geral da Subsede de Tailândia e membro da Coordenação Regional do Baixo Tocantins.
Durante anos, Luísa Farias denunciou o que considera irregularidades e/ou abusos cometidos pelo governo Macarrão, ex-prefeito de Tailândia; liderou movimentos de resistência, paralisações e outras. Usou as redes sociais para divulgar, fez reiteradas visitas a escolas, buscou outras instâncias do Sintepp atrás de soluções, tudo em favor da educação pública em Tailândia, visando a qualidade socialmente reconhecida e valorização aos trabalhadores(as) da área.
REPERCUSSÃO E LUTAS. Sintepp repudia.
Segundo um dos coordenadores da Regional Baixo Tocantins-Sintepp, a sindicato manifesta "seu mais veemente repúdio à exoneração da professora Maria Luísa Ferreira Farias, formalizada por meio da Portaria nº 081, de 15 de abril de 2026, ato atribuído à Prefeitura Municipal de Tailândia, sob a gestão do prefeito Lauro Hoffmann". Segue a Nota do Sintepp destacando que se trata "de uma profissional com quase duas décadas de atuação na educação pública, reconhecida por sua postura ética, compromisso com os estudantes e participação ativa na defesa dos direitos da categoria, inclusive como ex-coordenadora deste Sindicato. Além disso, é mãe atípica e solo, cuja realidade torna ainda mais sensível e grave qualquer medida que impacte diretamente sua subsistência e a de sua família" (grifos deste Blog).
A coordenação aponta outras situações preocupantes (pois a exoneração de Luísa Farias pode ser resultado das lutas que a mesma, como dirigente do Sintepp, fazia e faz), conforme se pode ver, a seguir:
"Causa indignação e profunda preocupação o contexto em que se deu sua exoneração. Conforme amplamente relatado, a servidora vinha atuando na denúncia de problemas estruturais na rede municipal de ensino, incluindo condições inadequadas de funcionamento escolar, ausência de suporte a alunos com deficiência e questionamentos acerca da aplicação de recursos públicos. Somam-se a isso relatos de que o processo administrativo disciplinar (PAD) que fundamentou a penalidade teria sido conduzido em um ambiente de forte tensão e conflitos internos, envolvendo a gestão e coordenação escolar à época, o que levanta dúvidas quanto à necessária imparcialidade e lisura do procedimento".
Ainda segundo outra fonte do Sintepp na região do Baixo Tocantins, várias atitudes estão sendo estudadas e os diversos municípios e coordenação estadual estão mobilizados. A busca de diálogos com o atual governo municipal, em Tailândia, segue, pois a "coordenação [da Subsede de Tailândia], em sua maioria, considera importante aguardar essa possibilidade de resolução administrativa (que ainda existe)". Acrescenta-se que a assessoria jurídica do sindicato "está sendo acionada para buscar a melhor solução possível e, até o momento, nos informou que ainda há possibilidade de reversão pela via administrativa".
A seguir, trechos dos Esclarecimentos "sobre a minha demissão da Prefeitura de Tailândia"; a professora e sindicalista Luísa destaca que:
[...] No dia 09 de junho, fui surpreendida com a notificação de uma Portaria de processo administrativo (PAD) 08/2025 movido contra mim, sem eu nem saber do que se tratava, sem ter sido ouvida ou chamada para prestar qualquer esclarecimento sobre os fatos, sem nunca ter sido chamada atenção verbalmente ou por escrito nem na escola, nem na própria SEMED.
Durante o mês de junho, fui notificada para algumas audiências no mês de julho, mês das minhas férias, não podendo se quer gozar de tal direito, coisa que já aconteceu em outros anos (2019, 2023 e agora em 2025) e nunca pude gozar de tais dias.
Também considero relevante informar que durante os últimos anos e mais o período que estive afastada para tratamento de saúde, passei com psiquiatras, neurologista, endocrinologistas, oftalmologista, ginecologista, dermatologista, ortopedistas, nutricionista, imunologista, psicólogas e que comprovaram que meus sintomas físicos eram de origem emocional por conta de tanto estresse no trabalho, perseguições que venho sofrendo ao longo de vários anos na MSRL e agora na JMA, além das minhas preocupações com meus filhos por ser mãe atípica e solo. Fiz também uma avaliação neuropsicológica e fui diagnosticada pelo neurologista com TDAH combinado e TAD. Estou tomando medicação, seguindo com as orientações médicas e precisei me afastar até do sindicato.
Que mesmo diante de tanta perseguição, seguirei firme defendendo e denunciando o que precisa ser denunciado. Seguirei trabalhando gratuitamente no Cursinho Popular Ubuntu e com o projeto de aulas de Libras na EETEPA, pois sabemos que só a educação transforma a sociedade num lugar mais digno de se viver! A luta continuará na esfera jurídica e mais cedo ou mais tarde essa injustiça será revista!
Forte abraço e conto com o apoio de
vocês na luta por justiça!
Maria Luísa Ferreira
Farias
(FIM)
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Texto: professor Israel Araújo (com informações da Coordenação do Sintepp e da professora Luísa Farias)

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