quinta-feira, 30 de abril de 2026

1º de maio em Igarapé-Miri: Sintepp faz Ato com chamado à categoria da educação pública (#973)

Arte: Divulgação da Subsede do Sintepp em Igarapé-Miri (PA)

Nesta sexta, 01/05, o Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Educação Pública do estado do Pará (Sintepp) faz Ato Público em alusão ao Dia Internacional do Trabalho. Em uma coincidência histórica (não ter havido mobilização conjunta de sindicatos, associações, cooperativas e outros para o tradicional Ato Unificado), a organização municipal do Sintepp - Subsede - faz um momento estilo Plenária Ampliada para o qual convida todos e todas que trabalham na educação pública municipal e rede estadual, quer sejam filiados(as) ao sindicato, quer não o sejam. E repetindo que estão todos convidados(as), a coordenação da Subsede destaca que o ato se destina a profissionais docentes e não docentes, haja vista que sustenta a pauta histórica de lutar e defender toda a base da categoria que faz a educação acontecer: em cada escola, creche e outros locais de trabalho.

Pauta: dentre os principais pontos de reflexão, discussão e proposições, estão as lutas por Plano de Carreira/PCCR Unificado; Hora-Atividade; Educação Especial/Inclusiva; Transporte e Alimentação Escolar; condições de trabalho.

Com café da manhã, roda de conversa, formação e outras estratégias, o Evento acontecerá na sede própria do sindicato, na terra do açaí: à Rod. Moura Carvalho, 138, bairro do Perpétuo Socorro. Ao encerramento do Evento, como de praxe, serão tirados sugestões e encaminhamentos para a continuidade das ações sindicais no município de Igarapé-Miri.

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sábado, 18 de abril de 2026

Professora Luísa Farias: lutar por educação pública versus exoneração, em Tailândia-PA (#972)

O Sintepp trata a exoneração da professora Luísa Farias, pelo governo de Tailândia (PA), com muita atenção e espírito de lutas, em razão da gravidade de que se reveste o fato. Professora de Língua Portuguesa, concursada em Tailândia mantendo legalmente dois cargos de professora, mãe atípica, Luísa é formada em Letras pela Universidade Federal do Pará e tem, como professora da educação desse município, uma reconhecida história de lutas. Ela é sindicalista atuante no Sintepp (Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará), já tendo sido Coordenadora-Geral da Subsede de Tailândia e membro da Coordenação Regional do Baixo Tocantins.


Professora Luísa Farias, do Sintepp em Tailândia (PA)

Durante anos, Luísa Farias denunciou o que considera irregularidades e/ou abusos cometidos pelo governo Macarrão, ex-prefeito de Tailândia; liderou movimentos de resistência, paralisações e outras. Usou as redes sociais para divulgar, fez reiteradas visitas a escolas, buscou outras instâncias do Sintepp atrás de soluções, tudo em favor da educação pública em Tailândia, visando a qualidade socialmente reconhecida e valorização aos trabalhadores(as) da área.

REPERCUSSÃO E LUTAS. Sintepp repudia.

Segundo um dos coordenadores da Regional Baixo Tocantins-Sintepp, a sindicato manifesta "seu mais veemente repúdio à exoneração da professora Maria Luísa Ferreira Farias, formalizada por meio da Portaria nº 081, de 15 de abril de 2026, ato atribuído à Prefeitura Municipal de Tailândia, sob a gestão do prefeito Lauro Hoffmann". Segue a Nota do Sintepp destacando que se trata "de uma profissional com quase duas décadas de atuação na educação pública, reconhecida por sua postura ética, compromisso com os estudantes e participação ativa na defesa dos direitos da categoria, inclusive como ex-coordenadora deste Sindicato. Além disso, é mãe atípica e solo, cuja realidade torna ainda mais sensível e grave qualquer medida que impacte diretamente sua subsistência e a de sua família" (grifos deste Blog).

A coordenação aponta outras situações preocupantes (pois a exoneração de Luísa Farias pode ser resultado das lutas que a mesma, como dirigente do Sintepp, fazia e faz), conforme se pode ver, a seguir:

"Causa indignação e profunda preocupação o contexto em que se deu sua exoneração. Conforme amplamente relatado, a servidora vinha atuando na denúncia de problemas estruturais na rede municipal de ensino, incluindo condições inadequadas de funcionamento escolar, ausência de suporte a alunos com deficiência e questionamentos acerca da aplicação de recursos públicos. Somam-se a isso relatos de que o processo administrativo disciplinar (PAD) que fundamentou a penalidade teria sido conduzido em um ambiente de forte tensão e conflitos internos, envolvendo a gestão e coordenação escolar à época, o que levanta dúvidas quanto à necessária imparcialidade e lisura do procedimento".

Ainda segundo outra fonte do Sintepp na região do Baixo Tocantins, várias atitudes estão sendo estudadas e os diversos municípios e coordenação estadual estão mobilizados. A busca de diálogos com o atual governo municipal, em Tailândia, segue, pois a "coordenação [da Subsede de Tailândia], em sua maioria, considera importante aguardar essa possibilidade de resolução administrativa (que ainda existe)". Acrescenta-se que a assessoria jurídica do sindicato "está sendo acionada para buscar a melhor solução possível e, até o momento, nos informou que ainda há possibilidade de reversão pela via administrativa".

A seguir, trechos dos Esclarecimentos "sobre a minha demissão da Prefeitura de Tailândia"; a professora e sindicalista Luísa destaca que:

[...] No dia 09 de junho, fui surpreendida com a notificação de uma Portaria de processo administrativo (PAD) 08/2025 movido contra mim, sem eu nem saber do que se tratava, sem ter sido ouvida ou chamada para prestar qualquer esclarecimento sobre os fatos, sem nunca ter sido chamada atenção verbalmente ou por escrito nem na escola, nem na própria SEMED. 

Durante o mês de junho, fui notificada para algumas audiências no mês de julho, mês das minhas férias, não podendo se quer gozar de tal direito, coisa que já aconteceu em outros anos (2019, 2023 e agora em 2025) e nunca pude gozar de tais dias. 

Também considero relevante informar que durante os últimos anos e mais o período que estive afastada para tratamento de saúde, passei com psiquiatras, neurologista, endocrinologistas, oftalmologista, ginecologista, dermatologista, ortopedistas, nutricionista, imunologista, psicólogas e que comprovaram que meus sintomas físicos eram de origem emocional por conta de tanto estresse no trabalho, perseguições que venho sofrendo ao longo de vários anos na MSRL e agora na JMA, além das minhas preocupações com meus filhos por ser mãe atípica e solo. Fiz também uma avaliação neuropsicológica e fui diagnosticada pelo neurologista com TDAH combinado e TAD. Estou tomando medicação, seguindo com as orientações médicas e precisei me afastar até do sindicato.

Que mesmo diante de tanta perseguição, seguirei firme defendendo e denunciando o que precisa ser denunciado. Seguirei trabalhando gratuitamente no Cursinho Popular Ubuntu e com o projeto de aulas de Libras na EETEPA, pois sabemos que só a educação transforma a sociedade num lugar mais digno de se viver! A luta continuará na esfera jurídica e mais cedo ou mais tarde essa injustiça será revista!

Forte abraço e conto com o apoio de vocês na luta por justiça!

Maria Luísa Ferreira Farias

 (FIM)


OUTRO LADO. Este espaço segue aberto para a Prefeitura Municipal de Tailândia (PA) para, querendo, apresentar sua manifestação relativa ao caso em tela; basta mandar texto em formato .doc (Word) para o nosso e-mail poemeiro@hotmail.com !!

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Texto: professor Israel Araújo (com informações da Coordenação do Sintepp e da professora Luísa Farias)

Precatórios FUNDEF: Pará ainda poderá receber cerca de R$ 887 milhões (#971)

O estado do Pará já fez repasses de valores dos chamados "Precatórios FUNDEF" a professores(as) e demais detentores desse direito; caso de herdeiros de professores(as) já falecidos e nosso estado ainda poderá receber, em breve, cerca de R$ 887 mi (oitocentos e oitenta e sete milhões de reais), desde que cumpra com exigências ou pendências administrativas. A divisão dos recursos, quando acontece(rá), alcança quem tem direito e desde que tenham atuado na rede estadual de ensino entre abril de 1999 e dezembro de 2003 (uma média de 57 cotas ou per captas); infelizmente, é bem menos do que o real período de vigência do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. Outro "infelizmente", ainda que repetitivo: trata-se da realidade administrativa da rede estadual de ensino, cuja administração é da Seduc-PA (Secretaria Executiva de Educação do Pará).

Esse valor calculado em 887 milhões está no bojo de um montante bem maior, na casa de três bilhões e setecentos milhões de reais, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A notícia de O Globo, a seguir, é mais elucidativa; confira:

STF autoriza liberação de R$ 3,7 bi de precatórios do Fundef a estados

Valores beneficiam Bahia, Pernambuco, Ceará e outros estados; Pará ainda precisa cumprir etapa para receber repasse

O Globo, na internet (Por Mariana Muniz, Brasília)

 O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a liberação de cerca de R$ 3,7 bilhões [três bilhões e setecentos milhões de reais] em precatórios do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) a estados, em decisões assinadas nesta semana pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Os despachos destravam valores já pagos pela União e que aguardavam apenas a etapa formal de levantamento pelos entes federados.

Os recursos decorrem de [06] seis ações em que o STF reconheceu que houve repasses a menor por parte da União durante a vigência do fundo, em razão de erro no cálculo do valor mínimo anual por aluno. Com isso, a Corte determinou a recomposição financeira, com destinação obrigatória para políticas de educação e valorização do magistério.

Foram contemplados, nesta rodada, Ceará, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte. Somados, os valores ultrapassam R$ 3,7 bilhões, com destaque para a Bahia, que concentra mais de R$ 1,3 bilhão, seguida pelo Pará e Pernambuco. 

No caso do Pará, Fachin determinou a intimação do estado para apresentação de dados necessários à viabilização da transferência, etapa ainda pendente. A expectativa é que, uma vez cumprida essa exigência, o valor, de cerca de R$ 887 milhões, também seja liberado. [...]


Rede Municipal de Ensino, caso de Igarapé-Miri (postagem nossa, pode ser lida Aqui)

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Hana govenadora, no projeto Barbalhos de poder e dominação (#970)

Hana Tuma assume o governo do Pará, hoje. A vice-governadora, que tem notações sanguíneas igarapemirienses, é a segunda mulher a se tornar governadora do estado do Pará. Antes dela, mas eleita nas urnas, a então senadora pelo Partido dos Trabalhadores(as) Ana Júlia Carepa venceu o pleito de 2006. Venceu, com apoio da oligarquia Barbalho - oligarquia Barbalho significa símbolo de poder econômico, territorial e político que se faz no estado do Pará, desde tempos de Ditadura, com apoio de suas estruturas, rádios, TV e jornal Diário do Pará à frente. A "guerra" política dos anos 1990 e início de 2000 era PSDB contra Barbalhos, Grupo Liberal contra Barbalhos; nos dias atuais, o PSDB foi engolido, no Pará, pela política barbalhista, as Organizações Rômulo Maiorana (ORM) já não batem muito na família Barbalho. Repita-se: Ana Júlia foi eleita pelo voto da maioria dos eleitores(as) que foram às urnas e deram votos válidos, vencendo o PSDB.

Voltemos. Hana Ghassan Tuma (16/01/1968, Auditora Fiscal paraense aposentada, há poucas semanas, com salários integrais) foi elevada a vice-governadora ao vencer as disputas de 2022, ao lado do filho mais poderoso, politicamente, de Jader Barbalho: o ex-Vereador de Ananindeua, ex-deputado estadual, ex-prefeito de Ananindeua e ex-tri Ministro de Estado do Brasil Helder Zahluth Barbalho (18/05/1979, Helder é formado em Administração pela UNAMA, com MBA Executivo em Gestão Pública pela FGV). O pai, Jader Barbalho é ex-deputado, ex-Senador, ex-deputado e atual Senador, ex-governador e ex-Ministro (por mais de uma vez, em vários dados desses aí); por mais de uma vez, repita-se; é o patriarca do que chamamos de barbalhos.

Hoje, 02/04/2026, Helder Barbalho abre mão do restante do mandato de governador e deixa Hana Tuma em seu lugar. Na história do Pará, apenas Jader Barbalho tinha sido eleito e largado o comando político do Pará, exatamente em 1994, para tentar outro cargo político. Seu filho e maior herança do projeto de poder político da família Barbalho, Helder vai concorrer ao cargo de Senador da República (mesma estratégia de dezenas de governadores/as Brasil afora, desde os idos de 1994); sabemos, entendidos da política, que o objetivo-geral do projeto político do pai de Helder Filho era conquistar o cargo de Vice-presidente do Brasil, neste ano, mas a extrema-direita não tá afim de permitir isso; conclusão: Helder Barbalho será Senador pelo MDB. Não há dúvidas se ele será eleito.

Divulgação do Repórter 70, O Liberal, no Instagram

Hana Tuma é tema-título destas breves linhas, neste Blog, é uma mulher e profissional de carreira, a segunda governadora da história do Pará etc. e tal; mas, infelizmente, esse dado histórico é floreio que dá verniz superficial às escamas de um emaranhado fálico de poder e dominação. O projeto resume-se ao seguinte:

(a) que Helder Barbalho seja eleito Senador (possivelmente, com Jader Barbalho de primeiro Suplente; se o Senador assumir um Ministério, esse Suplente vira Senador);

(b) que sua profunda aliada Hana ganhe o governo do Pará;

(c) que Elcione (mãe de Helder Barbalho) seja eleita, com poderosa votação, deputada estadual, no Pará, e seja o braço forte do sonhado gov. Hana;

(d) que Jader Filho, ex-Ministro do governo Lula da Silva, seja eleito deputado federal "na vaga" de Elcione";

(e) que Helder Barbalho possa ser Ministro de Estado, novamente, e/ou entre de cabeça nas decisões centrais da política em Brasília (DF), nos comandos do MDB nacional e no Senado Federal.

(f) que o maior partido político da América Latina (PT) continue a ser e seja, no Pará, uma espécie de "puxadinho" dentre do projeto político barbalhista (desde que as negociações com o atual Senador Beto Faro (presidente do PT) sejam bem eficientes);

(g) que grandes forças políticas/popular de outrora, PSDB à frente, continuem morrendo aos poucos, engolidas pela extrema-direita, e não tenham meios de prejudicar os pilares dessa intrincada engrenagem;

(i) que...

Chega, muito obrigado. Feliz Semana Santa 2026.