domingo, 22 de março de 2026

Precatórios FUNDEF: esperanças, infs falsas e indefinições, em Igarapé-Miri (PA) #969

Professores(as) de Igarapé-Miri (PA andam ansiosos em razão dos "precatórios FUNDEF". Para quem não sabe, em resumo trata-se do seguinte: no tempo de vigência do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), o governo federal repassou menos dinheiro às prefeituras e governos estaduais do Brasil do que o real valor devido. Quando essa situação fora percebida, o Ministério Público (MP) acionou a justiça. A "onda" começou lá por São Paulo, via MP, e prefeituras seguiram a reboque. Igarapé-Miri também correu atrás de seus prejuízos. Precatórios são uma forma de o governo pagar seus débitos a quem de direito.

Acontece que vários municípios do Brasil já receberam, o governo do Pará tbm está recebendo (o dinheiro entrou nas contas) e repassando a professores(as) que trabalharam entre abril/1999 e dezembro/2003; há municípios onde os valores entraram nas contas, mas as lutas políticas, as táticas de governantes e as manobras na justiça ainda não deixaram a Categoria receber.

IGARAPÉ-MIRI: esperanças, indefinições, informações falsas

O município de Igarapé-Miri ainda não teve, sequer, as primeiras informações de "quando o valor poderá chegar às contas da Prefeitura", o que pressupõe ainda longo caminho a percorrer (pois, assim que for anunciado e assim que entrar nas contas, ainda assim não é rápido para desenrolar as paradas).

A categoria que é representada pelo Sintepp (Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) está, com razão, ansiosa, esperançosa e cobrando uma solução. Mas o que muita gente não sabe, igualmente, é que não se trata de ação judicial do Sintepp; a demanda judicial é da Prefeitura Municipal, pela simples razão de que o sindicato não órgão do Poder Executivo/governo. É, somente, ferramenta de luta da classe trabalhadora. Nesses casos, por atuar em defesa de uma categoria, o Sintepp torna-se Amicus curiae (expressão latina que seria sinônimo de "amigo da corte" e vem a designar o terceiro que ingressa no processo para colaborar, contribuir com o órgão julgador).

VALOR INCONTROVERSO. O município de Igarapé-Miri, titular da demanda, tem até banca de advogados/as atuando, em Brasília (DF), em busca de soluções para os primeiros recebimentos. Acontece que há muitas questões, quando o assunto são esses recursos: há uma cobrança de municípios (p. ex.), que dizem que o valor é "xis", já o governo federal (União), pode contestar e dizer que o valor é menor. Então, uma parte menor do que a cobrada por uma Prefeitura e assumida, em tese, pelo governo federal é incontroversa (não há controvérsia sobre esse montante).

O valor incontroverso, claro, deve ser menor do que um município ou estado está cobrando. Ainda há questões que surgem por determinações de leis, decisões de Tribunais (por exemplo, um tribunal, no Pará, fez determinações, no finalzinho de 2025...), casos de TCM no Pará e TCU (Tribunal de Contas da União) etc.; em regra, acreditem: os tribunais gostariam que todos os bilhões de "precatórios Fundef" fossem para as contas das prefeituras, sem rateios (divisões) entre professores e professoras. Esses tribunais "se esquecem" de que o dinheiro que veio a menor era, justa e centralmente, para assalariar tais professores(as).

Algumas informações, da parte de advogado que acompanha o caso de Igarapé-Miri

O editor deste Blog buscou informações com advogados(as) que podem ter conhecimentos fidedignos em relação ao caso da "terra do Açaí". As informações mais seguras dão conta de que se trata de ação judicial que está “em trâmite, na Justiça federal", em Brasília/DF; que já "houve uma deliberação para que o valor incontroverso fosse quitado, a partir de um precatório – que seria inserido neste ano para ser pago no ano que vem, mas em todo o Brasil foram suspensos esses pagamentos por conta de uma decisão do CNJ [Conselho Nacional de Justiça]".

Segundo essa decisão do CNJ, a União só deve pagar quando forem vencidos os últimos recursos [judiciais], em todas as instâncias [ou seja, quando alcançar o trânsito em julgado]. Então, o processo está suspenso e, ainda, sem uma definição de quando vai sair, quando será pago”, conclui a nossa fonte. Continua o advogado: “o caso ainda está na esfera de primeiro grau, aguardando a tramitação de um dos agravos da União" [poder executivo, governo federal], que tramita na justiça de primeiro grau, em Brasília.

Informações Falsas. Recentemente, circulou pelas redes sociais uma página de texto em PDF, mostrando uma lista de 16 municípios do Pará que iriam "receber os Precatórios do Fundef em 2026". Essa página (sem assinatura alguma, sem brasão etc.) trazia Igarapé-Miri com cento e sessenta e cinco milhões, setecentos e dois mil, duzentos e dezenove reais e cinquenta e cinco centavos. Acontece, como vimos acima, que não existe definição de que Igarapé-Miri vá receber tais valores, em 2026, e nem é assim que essas "coisas" acontecem. Não é uma definição de sair os recursos e eles caírem nas contas; é longa a caminhada.

Caso Igarapé-Miri fosse receber o tal valor incontroverso, seria algo na faixa de R$ 85.000.000,00 [oitenta e cinco milhões], mas ainda teria uma correção monetária; esse valor poderia ter sido anunciado neste ano, repita-se, mas a decisão do Conselho Nacional de Justiça fez travar a coisa. Se fosse anunciado o valor de 86 milhões, o mesmo seria parcelado, pelo governo federal, em 03 (três) vezes e seriam feitos trâmites administrativos e legais no município para, ao fim dos mesmos, a primeira parcela começar a "cair na conta" de quem tem direito.

Quem tem direito? Há legislação nacional determinando quem pode receber e há decisão, por ex., do Tribunal de Contas do Municípios (TCM-PA) excluindo quem, na vigência do Fundef, trabalhou apenas da Educação Infantil.

O que concluir? Não há dúvidas sobre uma coisa: é seguir acompanhando, lutando, fiscalizando e sabendo que, no caso miriense, ainda serão de bom tamanho. Por pouco, o valor de quase noventa milhões não é anunciado para se aproximar do Miri, mas o CNJ barrou tudo.

sexta-feira, 13 de março de 2026

RJU: após resistência de sindicatos, prefeito Pina sinaliza abertura aos diálogos (#968)

O governo municipal de Igarapé-Miri quer reformular o famoso RJU (Regime Jurídico Único) ao qual se submetem todos os Servidores Públicos(as) de Igarapé-Miri. De autoria do Executivo municipal, sob liderança de Roberto Pina Oliveira (PT), o Projeto-de-Lei 015, de 01 de dezembro de 2025, foi para a Câmara Municipal, tendo sido lido em Plenário dia 11 de fevereiro de 2026. O assessor jurídica da Casa de Leis, advogado Amadeu Corrêa, contactou o Sintepp (Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Educação Pública no Estado do Pará) e demais sindicatos e os convidou para Reunião com a Comissão de Justiça, Legislação e Redação de Leis.

De plano, a Coordenação-Geral do Sintepp reuniu-se com integrantes do SindSaúde Igarapé-Miri e, juntos, pediram ao Presidente da Câmara, Toninho do Murutinga: que ele não ponha em votação, de modo rápido, o referido e temido PL. Na Reunião citada, realizada em 10 de março, vários Vereadores(as) manifestaram-se no sentido de que não há urgência em tramitar e votar o PL das mudanças no RJU (o PL 015/2025 do Executivo). De igual modo, foi a posição de Amadeu. O SISPIM (Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Igarapé-Miri) juntou-se à mesma demanda de resistências.

Após longos debates no dia 10 de março, em reunião com a citada Comissão, sindicalistas dos três sindicatos de servidores(as) públicos atuantes em Igarapé-Miir (Sintepp, SindSaúde e SISPIM), o Sintepp-Subsede de Igarapé-Miri emitiu a seguinte Nota à Categoria:

No dia 10/03, lideranças do Sintepp (Israel, Rosimeire e José Jr.), do SindSaúde (Benedito/Pretito, Alex Nahum, advogado Walter - assessoria estadual) e Sispim (Jefferson Alves) estiveram na Câmara Municipal em Reunião com Vereadores/as, em especial da Comissão de Justiça - Fabio Ferreira e Marenilson Pureza, além de Ver. Prof. Antônio Marcos, Ver. Miellem Figueiredo, Ver. Cléia Campelo e Ver. João Zinho, mais o assessor jurídico da Casa de Leis (Amadeu Filho) e o procurador municipal Thiego Jr.; discutiram a Proposta de alterações no RJU (governo municipal mandou para a Câmara, no final de 2025)...

Foi uma longa Reunião, na qual o governo foi muito questionado - em razão da falta de diálogo prévio com as Categorias; vários pontos foram avaliados (caso de readaptação funcional, percentuais para insalubridade e periculosidade etc.) Ao final do encontro, foi destacado pelos sindicatos que esperam do Prefeito Roberto Pina que faça retirar o Projeto de Lei da Câmara, visando abrir diálogos com as Categorias, além de Vereadores/as.

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Em seguida, os sindicatos voltaram a reunir, avaliaram as falas do governo e dos Vereadores(as) e repensaram suas estratégias. Consequência da Reunião na Câmara, a Asjur do Executivo dialogou com o prefeito Roberto Pina e ouviu deste que o PL do RJU será retirado da Casa de Leis. Assim, informou aos sindicatos um dos procuradores municipais: "o Executivo vai pedir a devolução do PL para adequação textual, após conversas com os sindicatos". Dessa forma, as lideranças sindicais seguem dialogando com suas bases, avaliando e reavaliando os pontos centrais do RJU (o atual é de 2010, ele revogou o RJU de 1991, sem diálogos com as categorias).

Os três sindicatos buscarão o governo Pina para dialogar sobre as proposições do RJU, as quais a gestão municipal enviou para a Câmara no apagar das luzes de 2025. Obviamente, havendo a retirada do PL que está na Câmara...

#sintepp

#sispim

#sindsaude

#RJU

#igarapemiri

quinta-feira, 5 de março de 2026

Sintepp fará "CAFÉ COM AS MULHERES DA EDUCAÇÃO", nesta sexta (06), em Igarapé-Miri

Divulgação. Café com as Mulheres da Educação
Arte - Divulgação da Subsede do Sintepp

As mulheres que trabalham na Educação, em Igarapé-Miri, estão sendo convidadas para participar do evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher (08 de março). Organizado pela Subsede de Igarapé-Miri, o "CAFÉ COM AS MULHERES DA EDUCAÇÃO" acontece nesta sexta (amanhã), a partir das 16:30h, na sede do Sintepp - Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará, à Rod. Moura Carvalho, 138.

Com a temática central concernente à Representatividade feminina nos movimentos sociais, as atividades envolvem acolhidas, dinâmicas, momento cultural/poético, palestra sobre a Saúde da Mulher e Homenagens às mulheres que inspiram, "que são agentes de transformação que superam desafios, promovem inclusão e iniciaram a luta sindical em nossa Subsede, seja historicamente ou na atualidade, essas mulheres dedicam suas vidas à construção de um futuro melhor" - diz a Coordenação da Subsede no seu Convite.

Quem pode participar?

Mulheres da educação que trabalham em Igarapé-Miri, sejam filiadas ou não ao Sintepp; destaque-se que todas estão convidadas. Também o convite foi estendido às mulheres Vereadoras da Terra de Sant'Ana.

Lideranças convidadas

Dentre as lideranças convidadas, estão as professoras Doutora Sílvia Letícia Oliveira (Sintepp Estadual/Belém; ex-Vereadora de Belém), a Mestra Waldira Calado Dias (Abaetetuba e Coord. Regional Baixo Tocantins), Cristina Rafaela Pereira (Bujaru e Coordenadora-Geral Baixo Tocantins), Lindalva Melo (Barcarena, uma das fundadoras do Sintepp), a professora e poeta Vanilza Moraes Ferreira e a psicóloga Ana Carolina Fortes.

Principais itens da Programação

Boas-Vindas da Coordenação-Geral

Dinâmica de Acolhida às Mulheres (Cordel das Mulheres Sindicalistas)

Roda de conversa com as Mulheres Sindicalistas (temática: A importância da mulher nos movimentos sociais)

Momento Cultural: Tributo à Professora Benoca (in-memoriam) (Cordelista Vanilza Moraes)

Palestra sobre Saúde da Mulher. Temática: "Saúde mental e Psicológica: a pandemia silenciosa na Educação: Burnout, depressão e ansiedade entre as Trabalhadoras da Educação"

Palestrante: psicóloga Ana Caroline Fortes Oliveira

Homenagem às mulheres trabalhadoras da Educação

Sorteio de brindes e Encerramento (lanche)

Organização: Coordenação-Geral, Coordenação de Secretaria de Formação, Coordenação de Secretaria de Eventos Culturais e Lazer

Local: Sede do Sintepp em Igarapé-Miri

Os homens sindicalistas do Sintepp, igualmente, podem participar.

Texto: Israel Araújo, a partir de informações de Ruth Helena Castro