O argentino Lionel Messi parece ser o "hermano" mais amado no Brasil; isso não é pouca coisa. Brasucas e argentinos não mantém boa convivência, nem no futebol profissional, nem em outras relações. Nada parecido com as guerras que vemos pela TV, enfim. Mas Messi é gênio da bola, ponto de referência em gestos humanos, inteligências e humildades. Um ídolo a seguir. Se alguém pudesse reivindicar a "tese" da plena reverência, poderíamos enunciar que Lionel é mito (sem sarcasmos, claro). Depois de Pelé, Maradona, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Nazário de Lima e tantos outros, o que ainda endorfina nossas emoções é ter um Messi para andar, bailar e maestrar, em campo.
Se tem futebol, Copa do Mundo e paixão às mãos, esquece: o futebol da depressão só se curva a Lionel Messi (e, hoje, ele fixa 200 jogos por sua Seleção). Só Bolas de Ouro ele tem 8, não é mesmo? (Curiosidades, clique AQUI).
O norueguês Haaland super conquistou parte de nossa população; nem precisamos de pesquisas e medições para fazer tal afirmação. Mas vale à pena consultar os espaços legitimadores destes tempos: a internet. Basta ver jogos, via You Tube e outros espaços, olhar centenas de cortes (vídeos curtos) nas redes sociais e fazer outras sondagens que vamos ter mais convicção... O "Haalandinho" está no centro dos corações brasileiros. E mais que isso, amigo leitor(a): se o que lhe convence é, unicamente, números e medições, então vai ver os dele. Ponto final.
O francês Mbappé não é tão querido quanto os dois anteriores, coitado. O "Tartaruga Ninja" é relembrado e apresentado, inclusive, sob tons depreciativos, mas quem entende de futebol, sabe de suas qualidades. Dá até para ter certas reservas quanto ao sucessor de Zidane na 10 da França, mas deixar de reconhecer o que esse cara é, aí já é demais. Seria uma insanidade (e quem entende de futebol, não tem esse direito). Quantos gols o atual 10 da França ainda anotará, em Copas do Mundo?
Vejamos: Mbappé já estreou com dois tentos, hoje; "Haalandinho" fez dois, oficialmente, mas vimos o último gol da Noruega como sendo dele. Daqui a uns 13 minutos, Messi entra em campo e pode marcar.
O que seria desta Copa, profundamente marcada pelo desapego ao futebol (prática de dirigentes e políticos dirigentes, homens de negócios etc.), visceralmente engolida pelo desprezo aos direitos humanos - coisa do governo de Trump (EUA), símbolo de rendição dos esportes a um capitalismo cancerígeno? Seria coisa de pleno desencanto e desalentos, claro, respeitadas as ressalvas e pontos de vista divergentes; mas ainda temos esse trio.
A depressão, não esqueçamos, pode estar somente dando-nos um até breve, pois, em 2030 (o capitalismo estará mais cancerígeno) já teremos apenas dois dos três.
Lionel já não estará mais em campo, humanamente, eticamente, profissionalmente, poeticamente; poeticamente, pois Messi é poesia em campo.
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Estes trechos são nosso tributo ao 10 da Argentina.

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