quinta-feira, 23 de outubro de 2014

DILMA (PT) DISPARA SOBRE AÉCIO NEVES (PSDB): NA RETA FINAL DO SEGUNDO TURNO, A CANDIDATA PETISTA ABRE VANTAGEM

Israel Fonseca Araújo (Professor e Professor)






A publicação é do G1, portal virtual de notícias das Organizações Globo (já sabida, maior cabo eleitoral de Aécio Neves da Cunha). 

A petista tem oito pontos percentuais, nos votos válidos de diferença: 54% contra 46, do tucano, em uma sondagem de intenções de voto feita entre os dias 20 e 22 de outubro, logo: até ontem.

Quem diz é o Ibope.

Em levantamento anterior, Dilma tinha ultrapassado o mineiro (52% contra 48%), com quatro pontos de distância. A largura, como se vê, aumentou.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A PONTE NO RIO IGARAPÉ-MIRI, AS PLACAS E A (DESEJADA) REELEIÇÃO DE SIMÃO JATENE (PSDB)


Israel Fonseca Araújo - Professor e Professor



(Placa da Obra da Ponte sobre o Rio Igarapé-Miri; previsão de término é dois dias após o Natal de 2014, quando Jatene já poderá estar arrumando as malas e as varas de pescar; valor da Obra (obrigatório por lei) NÃO ESTÁ DECLARADO)


Uma das boas novelas da vida pública miriense é a construção das pontes sobre os rios Igarapé-Miri e Meruú, ambas decididas no Planejamento Territorial Participativo (PTP), durante o governo da petista Ana Júlia Carepa. As reivindicações dos movimentos sociais organizados, e lideradas por políticos de esquerda, remontam aos anos 1990. Na ocasião das plenárias do PTP, o povo da Região de Integração (RI) Tocantins fez suas reivindicações e sacramentou a decisão de o estado do Pará construção as duas citadas pontes, além da construção do Hospital Regional do Baixo Tocantins, no Trevo de Abaetetuba - Igarapé-Miri - Moju.

Conforme já apontado neste blog, assim que Simão assumiu o governo do Pará, em janeiro de 2011, essas obras (porque decididas coletivamente) foram engavetadas. Uma das práticas mais criteriosas dos governos tucanos: empurrar tapete abaixo as decisões retiradas de plenárias, nas quais as pessoas e as entidades dos movimentos sociais organizados tenham tido efetiva participação.

Assim sendo, a ponte do rio Ig.-Miri ficou bem guardadinha na gaveta, mas, para tristeza de Jatene, Ítalo Mácola estava numa pior (sentido eleitoral, claro) e Ailson "Pé de Boto" precisava de algum argumento para pedir votos para Jatene: os "45" estavam perdidos no Miri, sem ter nada para apresentar em troca de votos (promessas de votos). Acredite-se ou não, Mácola conseguiu construir o discurso da ponte e a obra começou.

Pessoas foram contratadas, a empresa chegou, a placa chegou, as informações foram covardemente omitidas (valor da obra, p. ex.) e os serviços começaram; acidente grave aconteceu (mostrava uma certa pressa para o povo “ver” a ponte a depositar os votos). Mas, como Deus é muito bom, tem os nossos peixes que se revoltam e rejeitam os pilares da ponte.

Não é que o peixe não queira a ponte, todo mundo a quer, mas acontece que de tanto ser chamado de “burro” (por certos e certas...) o povo miriense começa a ficar mais cauteloso; eu sei que o povo nada tem de “burro”, mas há pessoas que gostam de apanhar, na cara, e aplaudir quem lhes bate. Eu respeito isso, temos de respeitam.

Quantos aos votos (objetivos da ponte), sabe-se que Jatene venceu Helder em Ig.-Miri, no primeiro turno, e deverá vencer neste segundo, dia 26/10. Mas isso não muda essa realidade de desprezo pelas decisões democráticas, coletivas, e a virada de costas de Jatene para Igarapé-Miri (falamos sobre isso em “Carta aos Indecisos...”, neste blog). É claro que muita gente continuará aplaudindo Simão, nesta terra, mas a gestão dele está marcada por alguns tapas nas nossas caras:
1 – Av. Sesquecentenário esbandalhada e abandonada, com a ilusão de muita que não sabia e/ou não queria aceitam que a placa mandada por Jatene era uma peça que vinha pedir nossos votos;
2 – Ponte sobre o rio Igarapé-Miri... entre acidentes e mudanças de datas de entrega (torcemos muito por ela);
3 – PA-407, a “estrada da Vila” Maiauatá esbandalhada e abandonada;
4 – Carros pedindo votos para Ailson do Amaral, em nome de e com a voz de Jatene (em 2012) (os resultados nós os conhecemos);
5 – Carros pedindo votos para Jatene, em 2014, mostrando o “lindo” Pará das propagandas da tucanada – ou, quem sabe, dos apartamentos, postos e demais bens pertencentes às crias de Jatene.

Apenas aviso que, na minha cara, ele não bate; nem os aliados/as dele. Eu tenho uns remédios contra isso tudo: a experiência de vida, as lições de vida de meus pais e as leituras de mundo que faço, sempre que posso e/ou dou conta de fazê-las.

Tenho dito e digo mais ainda.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

CARTAS AOS INDECISOS, E ÀS INDECISAS: observações sobre as Eleições de 26 de outubro entre Dilma & Aécio, Jatene & Helder:

(Israel Fonseca Araújo. Professor na Secretaria de Educação de Igarapé-Miri, há 17 anos; concursado desde 2006; atua na Seduc-PA, como professor AD-4, concursado desde 2008; cursa Mestrado em Letras na Universidade Federal do Pará (2013-15))



Esta é uma carta, ou seja, uma correspondência. Não se destina a todas as pessoas, indistintamente. Isto é, apesar da publicação na grande “rede” nesta correspondência eu faço distinção, quando de sua concepção e construção, entre quem poderia ter interesse e quem a “jogaria de lado”. Está aberta a todo mundo, mas peço a algumas pessoas que “não percam” seus tempos sagrados com estes meus escritos. É para poupá-las de canseiras à toa, né?

Então, vamos: como estou falando de eleições para a presidência do Brasil e governo do estado do Pará, e como eleição pressupõe votos – e votos resultam de escolhas, peço às pessoas que estão decididas a votar em Aécio Neves da Cunha (PSDB) e em seu parceiro de partido, o economista Simão Robison Oliveira Jatene, que passem o mouse adiante, procurem outras leituras mais agradáveis e aproveitem o dia (carpe diem, amigos). Às vezes, uma sugerida decisão beira à intransigência e eu quero lhe poupar de uma “canseira” entre nós. Não é por deboche, acredite, mas é porque se trata de uma correspondência, entendido?


Caso sua decisão seja que o Pará continue a ser governado pelo pai de Beto Jatene e de Izabela Jatene, respeito sua decisão (e peço que faça o mesmo em relação a minha); caso sua decisão seja pelo rapaz das Minas, filho de um apoiador da Ditadura Militar e..., eu a respeito (e peço que faça o mesmo em relação a minha decisão de, jamais, apoiar o Neves da Cunha). Pobre Tancredo Neves, se estivesse vivo poderia estar morrendo de desgostos íntimos.

Então, já que estamos “a sós” e que o sr. (a sra.) pode estar sem decisão tomada em quem votar para Presidente e Governador do Pará, peço sua permissão para eu tentar pontuar algumas questões e colocá-las a sua mesa, que o sr. (a sra.) possa analisar e quem sabe rejeitar Jatene e dar mais uma oportunidade à Dilma Rousseff para continuar a comandar este país.

Por que peço votos para Dilma-13?As razões são muitas e a decisão de votar nela correlaciona-se intimamente com minha postura de, jamais, apoiar meus algozes (nem que eles me ameacem, me intimidem ou façam coisas parecidas), ou seja, sabendo do que fazem contra minha família e contra meus pares de trabalho, eu nunca votaria em Simão Jatene nem em um candidato de mesma linha que a dele (as razões aparecem nesta carta).

1 – Eu não voto no PSDB para governar o Brasil (e recomendo às pessoas que dão alguma credibilidade aos meus posicionamentos que não votem em candidaturas patrocinadas pelo PSDB), porque fui aluno nos anos em que o FHC governava o Brasil (no antigo segundo grau e na Educação Superior); e, depois, vi as gestões petistas (desde janeiro de 2003) e tenho como comparar os modos de ambos governarem. Eu também sei e tenho como citar uma série de investimentos dos mandatos petistas (e ausência de investimentos dos governos de FHC, claro). Mas o texto consumiria uma sessenta páginas e o sr. (a sra.) não teria como me dar mais atenção. Assim, apenas pontuo o que segue:
a) FHC não investiu na Educação Superior Pública porque sua meta era a privatização da Educação, pois seus aliados seriam beneficiados com isso e o seu partido defende que o Estado brasileiro tenha mínimas responsabilidades com as políticas públicas (a ideia de “estado mínimo”, cara ao modelo neoliberal de gestão pública/AP). Esse é o modelo de gestão educacional que Aécio da Cunha-45 quer para nosso país – e esse modelo é bem antagônico em relação aos pressupostos petistas para a AP. Para sabe como Aécio governaria o Brasil, procure informações com quem realmente o conhece: trabalhadores(as) da Educação Pública de Minas Gerais, estado governado por ele, durante oito anos. Daria para saber o que Aécio fez quando o Brasil determinou Piso Salarial Nacional para os Profissionais do Magistério Público (PSN-PMP) no país inteiro: não pagou o Piso e mandou calar jornalistas que quisessem publicar e/ou comentar isso.

b) FHC e o PSDB não têm compromisso (e não defendem que) o Salário Mínimo Nacional continue a ser valorizado e a crescer ano após ano; o sr. Armínio Fraga, que seria Ministro da Fazenda de Aécio, disse a empresários e ao país que o “Salário Mínimo está alto” demais, e que isso estaria “prejudicando” os empresários. Se o sr. ou a Sra. é membro da classe trabalhadora, pense nisso antes de decidir seu voto (apenas uma sugestão). Esse é apenas um dos arrochos que Aécio-45 imporia à nação brasileira; isso tem a ver com as “medidas impopulares” que ele diz que está pronto para adotar (p. ex. cortes nos orçamentos de programas sociais, como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida), depois de 01 de janeiro de 2015, caso seja eleito (investimentos em Saúde e Educação podem ser outras áreas de cortes). Eu quero a valorização da renda do(a) trabalhador(a), por isso não ajudo a eleger uma pessoa que poderá nos prejudicar (seja na educação pública, seja em outras áreas).

c) FHC e o PSDB (que comandam Aécio da Cunha) têm entre seus aliados defensores da DITADURA MILITAR (pós-1964), sistema de governo instituído no Brasil, que o levou a viver seus piores anos no que tange às liberdades de expressão, fechamento do Congresso Nacional e terrores praticados contra pessoas de bem; somente porque estas eram contrárias aos modos dos ditadores governarem o Brasil (isso foi visto em Igarapé-Miri, depois de 01 de janeiro de 2013...). No Pará, até hoje há pessoas desaparecidas e famílias destruídas por conta da ação do pessoal que ajudou Aécio a crescer. O pai de Aécio foi beneficiado pela CIA (dos Estados Unidos da América) para a instalação do GOLPE MILITAR DE 1964, no nosso país. Aécio, em sua juventude, levou agitada vida carioca, desfrutando desses apoios “políticos”.

d) Talvez isso explique os porquês de Aécio Neves da Cunha ser tão cruel com jornalistas que se posicionam contrariamente aos seus interesses pessoais e/ou publiquem informações que possam mostrar ao povo de Minas e do Brasil quem é, de fato, esse ator que interpreta cenas políticas e treina frases de efeito para seduzir eleitores(as) Brasil afora. É claro que, dado seu projeto pessoal de poder, há uma estrutura que deve blindar a sua imagem pessoal, já que (se as pessoas souberem de seus atos, suas crenças, seu passado e suas alianças) tudo deve ser cuidadosamente controlado (e isso implica controle sobre a imprensa, as redes sociais e os blogueiros... que não defendam suas práticas). (Um dia, eu li em um jornal uma manifestação irritada de Aécio em relação às redes sociais, e não tinha entendido a motivação da sua posição...)

e) Não voto em Aécio-45 para governar meu país, porque não posso defender e/ou apoiar (empoderar) uma pessoa, um gestor público, que tenta censurar a impressa, que quer calar as pessoas que se manifestam contrariamente a ele em blogs e espaços similares, que costurou demissões de jornalistas de redes “amigas” porque essas pessoas publicavam fatos que lhe desagradavam; mesmo que sua agremiação partidária não fosse o PSDB (maior inimigo dos professores deste país e das políticas públicas focadas nas camadas mais populares da sociedade brasileira), eu não voto nele e peço a quem queira me dar atenção para jamais votar em Aécio-45. Pois esse seria um voto contra as nossas últimas conquistas...

f) Não voto em Aécio da Cunha para governar meu país, porque ele quer adotar “medidas impopulares”, como as citadas acima. Além disso, quem apoia FHC (ou e apoiado por este) está chamando aposentados de “vagabundos”. Quem quer simplesmente criminalizar jovens negros, pobres e de periferias urbanas que se envolvem em práticas criminosas, para encher as cadeias e aumenta ainda mais o nível de bandidagem deste país não pode ter meu voto. Também por isso, Aécio never (nunca). O arrocho às pessoas que ganham apenas o Salário Mínimo Nacional (muitos milhares Brasil afora) é quase um crime contra as camadas mais pobres do Brasil. Observe que Aécio não pensa em arrochar (apertar) seus apoiadores de campanha, mas apenas apertar a vida das pessoas mais pobres. Na eleição, temos um lado ou um projeto de país a escolher. Então, o projeto aecista é o pior dos dois apresentados a nós – para a nossa digitação do dia 26.

g) Não voto em Aécio-45 para governar meu país, porque não quero ver meu país de “pinico na mão” diante do FMI (Fundo Monetário Nacional), tomando empréstimos, como nos tempos de FHC. Quem não lembra disso, saiba que foi o petista Lula da Silva que nos ajudou a superar essa mazela histórica.

h) Não voto em Aécio-45 para governar meu país, porque quem agride mulher e usa seu poder e suas relações para silenciar o caso (e ele não ser punido por essas práticas criminosas), quem não quer cumprir as leis do país, não pode presidir o Brasil, quem se recusa a fazer o que tem de ser feito diante de autoridades (em blitz de trânsito, p. ex.) não merece e nem pode governar nosso país.

i) Não voto em Aécio-45 para governar meu país, porque quem não pagou o PISO salarial nacional dos Profissionais do Magistério Público (ou seja, não quer cumprir as leis do país) não pode governar nosso país. Assim, perceba, ele juraria, diante da Constituição, que cumpriria as leis, já sabendo que não quer cumpri-las e não vai cumpri-las.

2 – Por saber disso tudo (e mais um pouco sobre os modos aecista e tucano de governar) é que Eu voto e recomendo voto em Dilma-13, não por ela ser petista, mas porque o projeto que temos, além do projeto de FHC/Aécio, é o projeto de governo sob a responsabilidade de Dilma, gestora que ajudou a revolucionar o Brasil (embora, às vezes, não queiramos discutir sobre isso: um direito nosso). Lula da Silva e Dilma criaram programas sociais (em diversas áreas, como infraestrutura, habitação, educação (Pronatec e Ciência sem Fronteiras, ampliação exponencial do número de bolsas para pesquisa e pós-Graduação, cursos de Mestrado e Doutorado não apenas nas capitais; expansão da Educação Superior, criação de mais de dez universidades). Ampliaram a realização de Concursos Públicos para o serviço público federal (as vagas eram mínimas nos governos de FHC; no Pará, Almir Gabriel e Simão Jatene são exemplos vivos dessa maneira de governar).

a) São petistas os governantes que, no geral, mais respeitam as leis; basta comparar uma gestão petista (Igarapé-Miri e Abaetetuba, p. ex.) a uma do PSDB (Abaetetuba e Moju, p. ex.) e ver como é que são tratados os servidores públicos nesses mandatos. Quantas nomeações via concurso público são feitas e verificar o quantitativo de vagas ofertadas, as empresas que realizam os concursos em cada caso. Essas diferenças mostram, no geral, quem é mais atrasado do quem no modo de governar. E respeitar as leis do país não é uma questão de gosto ou paixão (preferência), mas um dever do governante: quem não quer se submeter às leis, não deve entrar a governança...

b) É nos governos petistas que os casos de Corrupção mais aparecem: mesmo entre quadros petistas havendo menos servidores corruptos e/ou corruptores do que em outros quadros (podem crer), o fato de a gestão petista ser mais atenta aos preceitos legais faz com que os casos sejam investigados em maior monta e mais servidores sejam julgados e demitidos a bem do serviço público. Quando FHC governava tinha mais corrupção do que nos 12 anos de gestão petista, mas lá as coisas eram bem “ajeitadas”, os tapetes eram grandes e, dizem, o Ministério Público (fiscal da lei) atuava de maneira diferente, entendem?
O resultado: muito pouco aparecia, pouco era investigado e as punições eram em número bem menores. O que sabemos sobre Marcos Valério e Roberto Jefferson e a corrupção nos mandatos tucanos? O que sabemos sobre Paulo Roberto Costa, da Petrobras, e suas relações dentro dos mandatos tucanos? Por que quase nada sabemos?

c) Talvez seja porque a mídia mais poderosa deste país, a TV GLOBO, é ferrenha defensora dos tucanos e inimiga declarada dos petistas e demais agentes partidários “de esquerda”. Assim, o que mais se houve por aí (e se repete por aí) é o que a Globo diz. Nas suas publicações, claro, as escolhas são feitas conforme os critérios dela, tendo em vista seus objetivos “profissionais”.
Além disso, a Rede Globo tem problemas de sonegação fiscal (calote no país): a emissora deve e não quer pagar muitos milhões de reais ao Brasil. Se a GLOBO pagar essa dívida, imagine o que se pode fazer em prol de nosso povo. Quantas creches, escolas de ensino fundamental, postos de saúde, veículos para o transporte escolar e outros bem poderíamos ter, a mais, para melhorar nossa qualidade de vida?

3 – Quanto ao Simão Jatene, vale o mesmo que se diz sobre Aécio (com a diferença, talvez de Aécio ser mais violento, ou ser muito violento contra as mulheres que ela namora; eu jamais apoiaria Jatene porque é um destacado inimigo dos trabalhadores(as) da Educação Pública (o economista já prendeu professores/as na sede da Seduc (Rod. Augusto Montenegro), proibindo a entrada de água e alimentos (assim, eles/as teriam de deixar o prédio e desistir da defesa de seus direitos). A polícia de Jatene, com ordens superiores, claro, usou spray de pimenta para agredir trabalhadores(as) da Educação nesse ato.
a) Não se trata de não votar em Jatene por ele ser uma criação de Jader Barbalho, mas porque ele parece ser muito pior do que Jader nesse aspecto (segundo me dizem professores mais experientes do que eu). Sem ele um técnico, profissional renomado em sua área, deveria ser um ótimo governador. Mas, transformou-se em um caso mal explicado e exemplo de insucesso administrativo.

b) Jatene não respeita decisões de plenárias, tomadas pelo povo dos territórios do Pará (já que seu partido, PSDB, não suporta os movimentos sociais organizados); não tem moral (nem a mínima) para atirar pedras em seu criador, porque está provado que MORALIDADE é um princípio constitucional que está revogado na sua Constituição: seu passado e seus filhos, só por existirem, já explicam tudo.

Dados mínimos sobre o tratamento de Jatene aos trabalhadores(as) da Educação Pública do Pará:
  • Cancelou o processo de eleições diretas nas escolas, iniciado na gestão da petista Ana Júlia Carepa (assim, ele pode ajudar seus aliados a manterem os “currais” eleitorais, com indicações de diretores para as escolas estaduais);
  • Enrolou docentes quanto à implementação da hora-atividade garantida em Lei aos docentes (PCCR, 2010);
  • Não efetivou a lotação por Jornada, com horas-aula e horas-atividade;]
  • Abandonou à própria sorte as escolas de Igarapé-Miri (Dalila Afonso Cunha, em Vila Maiauatá, com uma reforma de ficção, que nunca sai; Manoel Antonio de Castro e Enedina Sampaio Melo, ambas na cidade, com destaque para a Enedina, que ficou sem proteção alguma (muro caiu e nada fora feito) e com os desejos de conseguir a quadra para a prática poliesportiva;
  • Está enrolando pessoas desinformadas com um comercial de “PACTO PELA EDUCAÇÃO” do Pará, uma vez que as decisões sobre o que fazer ou não fazer, em governos tucanos, são tomadas em pequenas salas, sem a participação da população (odeiam reuniões, plenárias, democracia). O Sintepp e demais educadores(as) da luta classista foram excluídos de decisões sobre investimentos em educação. Quem fez “pacto” com os representantes dos trabalhadores/as de nossa educação? Foi às escondidas? Quem estava lá?

Ora, se ainda assim a sua decisão for votar em Jatene em Aécio Neves, dia 26 deste, eu respeito sua escolha, mas devo dizer que foi isso o que se deu em Igarapé-Miri, em 2012: havia dois projetos apresentados ao povo; a maioria deste rejeitou o melhor projeto (que era o único viável naquele momento) e votou pela entrada em campo do pior. O resultado são choros e ranger de dentes, mas isso não deve ser dito aqui.

Eu ainda perderia sua amizade.





domingo, 19 de outubro de 2014

PAYSANDU (PA) DEVERIA TER SIDO MAIS EFICIENTE: EU SÓ ACHO, SÓ ISSO

Israel Araújo - Professor


Ontem à tarde, jogando no Mangueirão super lotado, o Paysandu de Belém do Pará (ou da Curuzu, como dizem as multidões) deixou de sair de campo com uma vitória no padrão 2 a zero ou até com três gols marcados, mas (como sempre nossos times do Pará vem confirmando ano após anos) acabou deixando o Tupi (MG) se fortalecer na partida e marcar um gol - em uma saída errada do goleiro, aliada a uma bobeira da defesa bicolor.

O resultado dessa ineficiência, pouca determinação e menor competência dos bicolores, aliado à força do time mineiro (que estavam invictos há 13 jogos, que soube segurar a fúria do Papão e o consequente resultado apertado em favor dos paraenses) é que o Paysandu poderá perder o acesso à Série "B" 2015 caso perca por um a zero, em minas, dia 25 deste.

Seria ruim demais para uma equipe que chegou à classificação com todas as ajudas possíveis e que agora pode morrer na praia. Mas estou torcendo para que os garotos da Curuzu façam bonito e deixem o Tupi no tucupi, dia 25. Que o Papão volte das alterosas com a mala fortalecida com a vaga na Série "B" - 2015.

Vamos torcer.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

TIROS PEDAGÓGICOS

(Israel Araújo)

O casal passou, união à mostra, como quem passa sem ter ali estado.
A observação, esta letal, fora feita. Ali mesmo.
(...)

Dia depois, a passagem; pela união, os tiros:

"Pohhhh"
"Pohhhh"
__ Tu tá andando com gente errada.

Duas pernas, caminhos de amor,
inertes
incapazes de seguir avante.

Tá ensinado, à prova de carne e de (des)afeto.
                                                        
                                                        (17 de out 2014)


NETO NAHUM ASSUMIRIA A VAGA DE VER. DE "NENCA" (PMDB), POR ALGUM TEMPO...


Israel Araújo (Professor)


(Neto Nahum, com sua irmã Auciene Nahum).

A conversa surgiu no dia de hoje, pelas ruas de Igarapé-Miri, e dá conta de que o jovem Neto Nahum, ex-candidato a vereador nas eleições de 2012, assumiria a vaga de "Nenca", em função de este ter de assumir interinamente a Prefeitura de Igarapé-Miri - depois da cassação de Ailson e Edir, dia 09 passado.

Nahum é detentor de grande simpatia no seu círculo de amizades e, sobretudo, entre os trabalhadores(as) da pasta da Saúde, onde já atou juntamente com Francisco Pantoja (ex-refeito de Igarapé-Miri).

Caso a notícia se espalhe, resta saber que "renovação" nós teríamos naquela Casa de leis.

Tenho dito e digo mais ainda.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

"PÉ DE BOTO": DEPOIS DE UMA GOLEADA POR 7 A 0, UMA GOLEADA FOLGADA (4 A 2) A SEU FAVOR



Em um dia, pode haver conquistas ou derrotas; em outro, derrotas ou conquistas.
E em matéria eleitoral, no Brasil, isso fica mais embolado ainda.

Mas, vamos dando as nossas espiadinhas, né?


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TRE LIVRA PÉ DE BOTO DE NOVA CONDENAÇÃO
(Gazeta Miriense)

Os processos envolvendo o Prefeito Pé de Boto contaram hoje com novas surpresas.
Depois do TRE ter condenado na semana passada, por unanimidade de votos, o atual prefeito de Igarapé-Miri, por abuso de poder econômico, hoje o placar foi diferente em matéria envolvendo o mesmo tema.
Ontem ocorreu troca de advogados de Pé de Boto e hoje mudança de entendimento do relator do caso, o Dr. João Batista Vieira dos Anjos, que entendeu não ter provas de abuso de poder econômico na Ação de Impugnação de Mandato Eletivo 469. Hoje ele também se despediu do TRE, pois terminou seu mandato como juiz substituto.
Mas ocorreu divergência, que foi inaugurada pelo Dr. Antônio Castelo Branco, que foi acompanhado pela Dra. Eva do Amaral Coêlho. Eles preferiram manter a coerência com o julgamento na Ação Eleitoral 30295 que apurou distribuição de combustível ilegal para eleitores.
Assim, por 4 a 2 foi mantida a decisão pela improcedência da ação eleitoral.
Ainda cabe recurso no TRE e depois ao TSE.
Enquanto isso, já foi oficiado ao Juiz Eleitoral de Igarapé-Miri para que adote providências para a posse de Nenca como Prefeito Interino, decorrente do julgamento anterior (AIJE 302-95).
E não se sabe por quanto tempo, já que Pé de Boto pode conseguir liminar para voltar ao cargo. E de outro lado ainda falta ser regulamentada nova eleição, caso Ailson Amaral não consiga reverter a cassação que lhe foi imposta pela Justiça Eleitoral.


LULA DA SILVA SOBRE O PLAYBOY DAS NOITADAS CARIOCAS: “como alguém que se recusa a fazer o teste do bafômetro vai governar o país"?


Do msn.com


No Pará, Lula cita episódio em que Aécio teve habilitação apreendida [em 2011]
(Fonte: http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/no-par%C3%A1-lula-cita-epis%C3%B3dio-em-que-a%C3%A9cio-teve-habilita%C3%A7%C3%A3o-apreendida/ar-BB9pRIe)


Em um discurso cheio de indiretas ao candidato tucano à presidência, Aécio Neves, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva questionou “como alguém que se recusa a fazer o teste do bafômetro vai governar o país". Ele citou um fato de abril de 2011, quando Aécio foi parado em uma blitz, no Rio de Janeiro, se recusou a fazer o teste e teve a habilitação, que estava vencida, apreendida. A declaração foi feita em comício na cidade de Ananindeua, no Pará, na noite desta quarta-feira.
Lula disse que não ia atacar a imprensa e preferiu não ser muito direto ao citar Aécio. O ex-presidente conclamou jovens e também candidatos eleitos ou derrotados a não fecharem os comitês eleitorais para que ajudem a eleger Dilma, pedindo um "presente de aniversário" (ele completa 69 anos no dia 27, o dia seguinte ao segundo turno). Lembrou que na gestão dele e de Dilma as classes sociais menos favorecidas conseguiram ter acesso a automóveis, casa própria, curso superior e alimentação.
O ex-presidente defendeu as regiões Norte e Nordeste — recentemente alvos de ataques racistas e xenofóbicos nas redes sociais por terem dado a Dilma a mais expressiva votação do Brasil -, lembrando que essas regiões nunca receberam tantos investimentos como no governo dele e da atual presidente.
A visita ao segundo maior colégio eleitoral paraense foi feita em apoio ao candidato ao governo Helder Barbalho (PMDB), filho do senador Jader Barbalho, que apoia Dilma no Estado. A agenda é estratégica: faz parte de uma série de visitas aos estados onde haverá segundo turno com aliados do PT ou onde a presidente teve menor votação. Ao lado de Lula, Jader partiu para o ataque num tom agressivo contra o concorrente, Simão Jatene (PSDB), o chamando de "vagabundo" e "preguiçoso", sendo vaiado por um pequeno grupo de oposição.
Já Lula apoiou Helder e defendeu que ele não iria dividir o Pará (rumor espalhado pela oposição), dizendo que ele era jovem, mas experiente e competente político.
— Não votar em Dilma e Helder é retrocesso para o Estado e para o País. Lembrem-se, não é só a inteligência dos generais que ganha uma guerra, é também a força e disposição dos soldados — concluiu Lula.
O senador Jader Barbalho, ao citar o nome de Simão Jatene, afirmou que o primeiro cargo que o tucano recebeu, foi ele (Jader) quem ofereceu.
— Os primeiros cargos públicos, foram dados por mim. Todos dados por mim, senão ele ainda estaria tocando violão — afirmou o senador, em tom de revolta. Ainda muito alterado, o peemedebista destacou que foi deputado estadual e federal mais votado no Estado por quatro vezes e senador da republica por duas vezes.
— Eu pergunto aos funcionários públicos qual foi o melhor governador desse Estado? Quem foi que criou o Estatuto do Magistério para os professores desse Estado? Eu! Quem deu mais título de terra para na região urbana para mais de 50 mil famílias? Fui eu! Não comparem este preguiçoso, este governador da preguiça — discursou Jader — Disseram, Helder, que você queria me esconder. Esconder de quem? Que político desse Estado, que tem o currículo que eu tenho?

(...)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

VANDERLEY LUXEMBURGO É DILMA 13: ATÉ ELE?


Israel Araújo



Fiquei surpreso com a força-tarefa de pessoas de muitos segmentos sociais que estão empenhadas em não deixar a tucanada voltar a desmontar e vender o Brasil.

Reitores de universidades, artistas de vários ramos (incluindo muitos contratados da TV Globo, o que poderá lhes render demissão!!!), desportistas e, dentre estes, me surpreendi com o técnico do Flamengo-RJ (Vanderlei Luxemburgo).

Ele dizer aos quatro ventos que é petista, "há muitos anos", poderia até fazer com que a TV Globo e suas afiliadas passassem a boicotar seu trabalho.

Parabéns, "Luxa". Sua coração e defesa das conquistas dos últimos 12 anos nos motiva a gostar mais de seu trabalho, do futebol e do país.

IGARAPÉ-MIRI: UMA “CASA” ABANDONADA

Israel Fonseca Araújo (Professor e Professor)



(Há semelhanças?)


Ver. Rufino Leão Neto (PP) (foto abaixo) esteve, hoje, na Tribuna da Câmara, de onde se pronunciou também atuando como Presidente “em exercício” dessa Casa, pois José Roberto "Nenca" (PMDB) deverá assumir a Prefeitura de Igarapé-Miri, em virtude da cassação de Ailson do Amaral (DEM) e Edir Corrêa (PSD), por determinação da justiça eleitoral. Mas, quando “Nenca” assumirá? Dizem que ainda falta a publicação da decisão do TER-PA, que cassou aqueles dois. Enquanto isso, nosso amado Igarapé-Miri fica (continua ficando) sem prefeito(a).





Secretarias estão quase paradas, muitas sem titular atuando, além de o Decreto 034/2014 – PMIM ter determinado expediente interno nas secretarias municipais POR SESSENTA DIAS. Isso mesmo; pasmem, sim, por 60 dias. As exceções são Saúde, Educação e Assistência Social.

É determinação de “Pé de Boto”, depois que voltou para Igarapé-Miri, dia 07 de outubro. Foi cassado no dia 09 seguinte, mas sem o “Nenca” assumir o que se vê é um “governo Pé de Boto” que funciona sem nunca ter existido e trabalha sem nada fazer: caos, já anunciado por nós desde meados de 2013. Era esperar para comprovar e, agora, comprovado está.



(Lixos se espalham pelas ruas de Igarapé-Miri)



Ainda há indagações por toda a cidade se “Nenca” faria um governo(?) aliado de Ailson, com o secretariado deste (da confiança dele), ou se governará segundo as diretrizes do PMDB local, partido ao qual “Nenca” é filiado (já que o mandato que ele exerce pertence ao PMDB) e que deveria estar afastado de Ailson. Os blocos partidários instalados em Igarapé-Miri, atualmente e até prova em contrário, têm PMDB junto com o PT, o que afasta qualquer possibilidade de se ter Ailson junto desse bloco. Até prova em contrário, não há possibilidade de Roberto Pina e seu algoz político estarem “de mãos dadas”.

A manhã de hoje, na Câmara Municipal, foi marcada por discursos que insistem em dizer que Igarapé-Miri está passando por um momento "muito difícil", alguém chegou a confessar, nos bastidores, que o Hospital Santana não tem sequer uma agulha. O município ainda está sem prefeito e a instabilidade e a incerteza são grandes.

Mas devo dizer, pois vereadores são pessoas que nos devem satisfação e devem trabalhar por nós, pois são investidos no cargo para “substituir” cada miriense, já que os mais de 60 mirienses não podem atuar como vereadores (quem os pagaria?). Devo dizer: desculpem, excelências, mas a última vez que tivemos prefeito atuando foi dia 30 de dezembro de 2012; depois disso, só dia 18 de setembro passado é que Edir veio assumir, mas saiu na segunda, 06/10. Caso tivéssemos um prefeito(a) atuando e a Câmara investigando as contas públicas, instituindo CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) ainda em 2013, não teríamos chegado a esse ponto – mas, como só três vereadores/as se manifestavam contrariamente às ações de Ailson, tentavam investigar e propor medidas, e como nessa Casa as decisões são regimentais e tomadas conforme voto da maioria, sempre o Povo de Igarapé-Miri perdia por 10 a 0.

Pelos menos, ainda não sabemos de reprovação de contas de Amaral, nem de abertura de CPI para investigá-lo e levá-lo a impeachment. O que sabemos é que apenas a Polícia Civil do Pará, o Ministério Público em Igarapé-Miri e o Ministério Público do Pará realizaram ações que lhes competia realizar e somente por conta disso e por algumas ações de pessoas ameaçadas (ou de pessoas que se manifestam de alguma forma) é que alguma coisa vem sendo feita para tentar reverter essa realidade.

Ao menos desta vez, temos de reconhecer que a Polícia estadual e o MP realizaram e estariam realizando seu trabalho.

Mas, fica uma pergunta: o que os representantes do Povo miriense fizeram em relação às atrocidades cometidas contra este povo (na saúde, educação, limpeza pública etc.)? Saíram em defesa do Povo, usando a Tribuna da Câmara, ficaram do lado dos mais necessitados ou não?

O que o Povo está pensando (e penando), isso está bem sabido de todo mundo.


Que venham os anos seguintes e que a história possa ser consertada, ou repetida – caso o povo queira viver isso tudo, de novo.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

FRAUDES EM PESQUISAS ELEITORAIS?: Edir Veiga (UFPA), cientista político, pede penas pesadas contra fraudes



Diário online; Segunda-Feira, 13/10/2014


As eleições deste ano, colocaram, mais uma vez, no centro do debate, a credibilidade dos Institutos de Pesquisa. A maioria absoluta deles apontou resultados completamente diferente do revelado após a abertura das urnas. A exceção ficou por conta do Iveiga, instituto criado pelo cientista político Edir Veiga. Desde o início, Veiga apontava a liderança do candidato da oposição, Helder Barbalho, enquanto todos os outros davam ao candidato à reeleição ampla margem de vantagem, indo na contramão dos resultados eleitorais. Na entrevista a seguir, Edir comenta esses resultados díspares, explica como são feitas as pesquisas eleitorais e revela: sofreu pressão para mudar resultados.


P: As pessoas sempre se perguntam, como é possível, ouvindo cerca de mil pessoas, saber como estão as intenções de voto em um Estado com o número de eleitores do Pará. Qual a mágica?

R: Não é mágica, é metodologia científica. É a mesma metodologia que permite que você, tirando uma gota de sangue, possa ter uma visão geral de todo os 5 litros de sangue do corpo humano. Ou seja, você não precisa examinar os cinco litros de sangue para descobrir se uma pessoa está com uma virose, um ataque bacteriano, etc.
Assim para conhecermos as tendências eleitorais de uma cidade, de um estado ou de um país, não precisamos ouvir todos os cidadãos. Basta termos uma amostragem estatisticamente representativa e que seja o “clone” em miniatura de toda a sociedade.
De acordo com os preceitos legais, uma amostra representativa deve reproduzir uma série de segmentações sociais como por exemplo: Caso optemos por uma pesquisa com margem de erro de 3% para mais ou para menos, devemos entrevistar 1.200 pessoas e a escolha aleatória destas pessoas deve reproduzir todo as segmentações sociais apuradas pelo IBGE, como por exemplo: a proporção entre homem-mulher, a proporção correta de jovens, homens maduros e idosos. Reproduzir as faixas etárias dos eleitores. Níveis educacionais, analfabetos, ensino fundamental, ensino médio e ensino superior e assim por diante.
Caso consigamos construir com todo rigor esta amostragem, estamos credenciados a acertar, dentro da margem de erro o resultado da eleição. Note bem, o maior segredo do acerto está em tornar a coleta dos dados o mais aleatório possível, ou seja, o mais “espalhado” possível, para evitar “enviesamento” na coleta de dados, do tipo: “penetrar” sem querer em áreas de voto concentrado deste ou daquele candidato. Caso não haja este cuidado, aquele instituto é candidato a errar os resultados das eleições.

P: O que garante resultados de qualidade em uma pesquisa?
R: O planejamento da pesquisa, a construção do questionário, evitando perguntas indutivas ao eleitor. Realização do pré-teste com até 5% dos entrevistados. O treinamento dos pesquisadores de campo. Coordenação atuante em atividade de campo. Rigor na busca de “espalhar” o máximo possível a coleta dos dados. Realizar uma checagem da coleta de dados, de forma rígida e representativa. Criticar os dados para corrigir possíveis enviesamentos. Nestas eleições detectamos e corrigimos enviesamentos em vários locais, anulamos as coletas e repetimos a pesquisa.

P: Desde as eleições para prefeito, há dois anos, seu instituto, bastante jovem, em relação aos demais, vem se destacando por conseguir se aproximar dos resultados das urnas e apontar tendências ainda no início do período eleitoral. Como isso tem sido possível? 
R: Não temos compromisso com tática de nenhum candidato. Temos compromisso com nossos achados científicos. Nestas eleições todos os institutos davam vantagem ao candidato Jatene e a Iveiga encontrava dados totalmente divergentes do Ibope, Sensus, Doxa, BMP e Perspectiva. Recebi pressões imensas. Fui acusado de “vendido”. Não entendi a lógica de meus algozes, afinal, se quisesse me vender, o endereço não seria a oposição. Este mesmo assédio moral sofri em 2010 quando apontei a vitória da oposição, representada pelo PSDB e Jatene, contra o PT e a ex governadora Ana Júlia. E digo mais, já recusei muita mala preta para mudar resultados de pesquisa.

P: Como o senhor avalia os resultados díspares nesta eleição? Os institutos não usam a mesma metodologia? Não deveriam chegar a resultados próximos? 
R: De fato, se os institutos usam a mesma metodologia deveriam chegar ao mesmo resultado. Mas tem fatores que podem alterar a perspectiva na aproximação dos resultados, como o momento da coleta dos dados ou sair da margem de erro prometida. Este erro é possível, na medida que qualquer pesquisa tem a probabilidade de erro total de até 5%. Ou seja, as pesquisas, metodologicamente corretas, caso repetidas 100 vezes, tendem a acertar 95% das vezes e errar 5% delas. Parece que todos os demais institutos caíram nesta margem de erro absoluto de 5%.


P: O senhor acredita que houve manipulação dos dados?
R: Não tenho elementos palpáveis para responder a esta pergunta.

P: O Ibope é um dos institutos mais antigos e mais conhecidos do País, mas no Pará tem cometido sucessivos erros de avaliação. O que pode explicar isso na sua opinião?
R: A explicação mais plausível é que institutos nacionais como Ibope, Vox Populi, Sensus, não mandam seus técnicos para recrutar, treinar e coordenar as pesquisas de campo. Estes institutos nacionais terceirizam estas coletas de dados, e geralmente são institutos da região ou do estado que fazem este trabalho. Daí que, as elites políticas locais têm grande chance de buscar contaminar estes dados.


P: É possível um instituto errar tanto?
R: Parece que sim, pelo menos tem sido assim no Pará, desde as eleições de 2004.

P: As pesquisas ainda conseguem influenciar o voto do eleitor?
R: Não creio. As pesquisas científicas ainda não chegaram a uma conclusão pacífica sobre esta questão. As pesquisas sempre retratam um momento específico da campanha, e sempre é um retrato retrospectivo, nunca prospectivo. Mas uma coisa parece certa, as pesquisas levantam ou rebaixam a moral das tropas de ruas dos principais contendores eleitorais, daí o desespero de sempre aparecer na frente nas pesquisas eleitorais.

P: Como esses erros recorrentes, o senhor não acha que a tendência é de que o peso das pesquisas sobre a decisão do eleitor diminua?
R: Creio que sim. Acho que a tática central dos candidatos competitivos, mas que estão atrás nas pesquisas, é justamente esta, apresentar resultados divergentes com as pesquisas que lhe colocam atrás, justamente para levar o eleitor ao descrédito no entorno de todas as pesquisas em curso. As pesquisas na verdade devem ser tratadas com seriedade, porque é o único instrumento que o eleitor possui para saber como os outros eleitores pensam em votar, para que sua escolha individual tenha maior peso no voto agregado.

P: No meio desse mar de pesquisas eleitorais, o eleitor fica meio perdido sem saber em quem confiar, o que o senhor recomenda?

R: Maior rigor na legislação que organiza a realização de pesquisas eleitorais. Deveria ser criada uma auditoria profissional vinculado ao TRE para que todas as pesquisas, obrigatoriamente, passassem pelo crivo científico especializado, e que fossem criadas penalidades “pesadas” para autores de fraudes em pesquisas eleitorais, para que os custos da fraude induzissem a classe política e os institutos a terem um comportamento republicano.
(Diário do Pará)


PROFESSORES(AS) DE IGARAPÉ-MIRI SÃO CHAMADOS DE “VAGABUNDOS”: PENSEM SOBRE NISSO


Israel Fonseca Araújo (Professor e Professor)



("Professor Raimundo", personagem de Chico Anysio, caricatura que denunciava a desvalorização salarial de docentes)


Calma, gente amiga. Quem disse isso não foi, e jamais poderia ter sido, eu. Não seria eu pois eu não estaria aqui “conversando” com vocês caso professoras e professores não tivessem me ajudado a aprender a ler (depois da minha mãe, claro); a escrever os pequenos e pouco aprofundados textos. Mas me ajudaram. Depois vieram as pessoas que deram continuidade a essa formação, como poderia destacar os/as queridos/as Joana Rita Aguiar (que me fez ler o primeiro livro, na escola), a Mônica Pinheiro, a Crisálida, o Adamor Barbosa, a Amélia Corrêa, a Izete Gonçalves, Ana Lygia Cunha, Marcos Dantas, Benilton Cruz, Renilda Bastos, Thomas Massao, Fátima Pessoa, Myrian Cunha, Socorro Araújo (a primeira) – e por aí vai. O certo é que elas, depois de mamãe, me deixaram aqui.


(Professor Israel Araújo, editor deste Blog, e Professora Silvany Santa Costa, durante ação na Escola Enedina Sampaio Melo, em Igarapé-Miri/PA)


Jamais eu poderia e/ou seria capaz de dizer isso (que professores são “vagabundos”), porque sei o quão é importante esse trabalho técnico, profissional e político que professores e professoras fazem mundo afora. Pensem comigo: sem esse trabalho, como nos defenderíamos dos opressores/as, já que não haveria advogados no mundo?

Sem esse trabalho, que nada tem de “missão”, “dom” ou coisa parecida, como seriam curadas nossas doenças, agudas e/ou crônicas?, como os partos seriam feitos, e as cirurgias?, como a sociedade arrumaria os juízes, promotores, delegados e investigadores de polícia? E os auditores fiscais, que realizam tão importante ação profissional? E a formação de líderes religiosos, seria possível?

E os profissionais de nível técnico, que auxiliam médicos e demais profissionais, sem eles, como a saúde do Brasil estaria? O que mais indagar e “conversar” com vocês?

Vejam, eu jamais diria isso; e não diria isso sobretudo porque acredito (mas acredito o que não quer dizer “faço de conta que acredito”) que esses profissionais que realizam a educação nas escolas e/ou fora delas são dos mais importantes para o bom funcionamento da sociedade. Sem essas pessoas, como sobreviveria a sociedade? Como lutaríamos por justiça?

Na minha opinião, professores e professoras merecem uma maior valorização, em todas as partes do Brasil, mas em especial em Igarapé-Miri. Aqui, entre 2006 e 2012 tivemos avanços nessa área, sobretudo entre 2009 e 2012. Isso é comprovável, há fatos que provam isso, inclusive dados sobre renda média dos professores/as e técnicos, até o ano de 2012. De 2013 até hoje, as perdas financeiras são pequenas, mas as conquistas são quase invisíveis.

Foi em setembro de 2013 que um “agente” público disse (em rádio da cidade) que os professores/as de Igarapé-Miri são uns “vagabundos”, que não querem trabalhar, porque estava começando uma Greve na educação de Igarapé-Miri, coordenada e apoiada pelo Sintepp.

As principais motivações dessa Greve (durou menos de 20 dias) eram: desconto do valor devido ao INSS, nos contracheques dos trabalhadores(as), sem repasse ao próprio INSS; ausência prolongada de alimentação escolar (Merenda) nas escolas municipais; reajuste salarial; implantação de Eleição Direta para direção das escolas municipais; criação de Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCR) para trabalhadores de apoio (ainda não têm carreira garantida em lei); cortes nas jornadas de trabalho, especificamente sobre alguns docentes ligados ao Sintepp (para citar somente alguns).

Mesmo assim, com essa fundamentação toda, professores e professoras de Igarapé-Miri foram chamados de “vagabundos” (talvez uma forma de copiar da ação de FHC, que chamou aposentados de “vagabundos”, quando ele era presidente do Brasil). Depois disso, ação do governo “De mãos dadas com o povo”, na justiça, visando tornar ilegal a Greve, se referiu aos trabalhadores/as de Educação atuantes em Igarapé-Miri de “ínfimo grupo político ligado ao ex-prefeito” de Igarapé-Miri; pessoas que faziam (dizia o governo) “piquetes violentos” na porta das escolas, para impedir que outros professores dessem aula. A justiça concedeu ação desfavorável a esse governo municipal.

Ora, não seria melhor valorizar esses trabalhadores/as da Educação municipal e colher como frutos o reconhecimento dos mesmos?

Tem gestor que prefere isso a ficar marcado na história como inimigo dos educadores(as).

Felicidades pra nós, professores e professoras deste país.

Tenho dito e digo mais ainda.



Vox Populi mostra empate entre Dilma Rousseff e Aécio Neves

(R7.com)


Com 45% da preferência, petista aparece numericamente à frente do tucano, que tem 44%






Pesquisa Vox Populi, encomendada pela TV Record, Record News e R7, indica que a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e o candidato Aécio Neves (PSDB) estão tecnicamente empatados na corrida ao Palácio do Planalto. A petista, porém, aparece um ponto percentual à frente do tucano, segundo o levantamento divulgado nesta segunda-feira (13).

Em relação às intenções de voto, Dilma Rousseff tem 45% e Aécio Neves aparece com 44%. Os brancos e nulos são 5% do total, enquanto que os eleitores indecisos também somam 5%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, os dois candidatos estão empatados tecnicamente.
Considerando apenas os votos válidos, ou seja, sem as intenções votos em branco e nulo e os eleitores que não sabem em quem vão votar, outro empate técnico: Dilma aparece com 51% e Aécio totaliza 49%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em 147 cidades de todas as regiões do País entre o sábado (11) e domingo (12). A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-01079/2014.
(Fim da matéria)







segunda-feira, 13 de outubro de 2014

45 MOTIVOS PRA NÃO VOTAR EM AÉCIO NEVES, NEM EM SIMÃO JATENE, NESTAS E EM OUTRAS ELEIÇÕES

Israel Fonseca Araújo – Professor


1 – Os tucanos (peessedebistas) são inimigos dos Professores e das Professoras (tratados à base de arrocho salarial, censura e spray de pimenta), bem como dos trabalhadores/as de Apoio e Serviço Escolar; são manipuladores quando se trata de preencher as vagas no Serviço Público (odeiam o Concurso Público, determinado pela Constituição Federal de 1988), utilizam-se de terceirizações (na “amizade” com empresários e demais apoiadores de campanha) para não preencher vagas via concursos e, quando fazem concursos públicos (por ações do MP, justiça do trabalho etc.), nomeiam quase nada do total de vagas (comparem Almir Gabriel e Jatene, no Pará, 12 anos de mandato, e a petista Ana Júlia Carepa, em 4 anos de mandato, e veja quanto de nomeações cada um desses grupos fez; em Moju e Abaetetuba, no Pará, essa regra é a lei dos “donos” das prefeituras).

2 – Entre investir em Saúde, Educação e Segurança Pública, eles sempre investem em propagandas, com disfarces de governamentais, na TV, no rádio e em outros espaços, pois através delas os gestores tucanos constroem imagens pessoais de excelência administrativa e (se precisarem) jogam a sociedade contra servidores públicos/as. O alvo preferencial desses governantes são os professores e as professoras, pois trabalham com a formação e a politização de crianças e jovens: é por isso que, vira e mexe, os jornais impressos (pertencentes a grupos empresariais aliados) mostram um ótimo governo, “comprometido” com a educação, e de outro lado os professores “brigões” (na luta por direitos roubados) e “intransigentes”. Jatene, Zenaldo, Manoel Pioneiro, Francinette Carvalho e Almir Gabriel exemplificam muito bem esse fato.

3 – Membros do “45” vivenciam a ideia de que empresas públicas e serviços públicos devem passar para as mãos dos empresários (privatização), a preços camaradas, pois odeiam políticas públicas e não querem que o Estado brasileiro tenha forte atuação na defesa dos direitos humanos das classes menos favorecidas (historicamente) socioeconomicamente. É por isso que são contra programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

4 – São deslavadamente enganadores(as) e dissimulados quando se trata de capturar votos: “amorosos” em extremo em vésperas de eleições, são frios e indiferentes depois de eleitos/as; essa dissimulação (fingimento) é perceptível quando se trata de falar, p. ex., em Segurança Pública (na hora de capturar seu voto dizem que iriam proteger nossas fronteiras e acabar com o narcotráfico no país, na Amazônia, mas os fatos mostram o que eles fazem nessa área da “Segurança” Pública: o Pará, governado por tucanos há 16 anos, tem um dos piores índices do Brasil nesse quesito; em São Paulo, em 20 anos dessa gestão, a bandidagem está tentando exterminar os bons policiais...).

5 – A gestão dos mesmos é covardemente celetista: se precisar eles deixam um município sem nada, e investem em outros, somente para prejudicar um prefeito que seja de partido não aliado do PSDB. Vejam o caso de Igarapé-Miri: quando a petista Ana Júlia governou ela destinou recursos para a “estrada da Vila” Maiauatá, construiu dois trapiches (um na Vila e um na cidade), reformou 7 ponte na estrada “da Vila”, asfaltou inúmeras ruas na cidade miriense (seja com Dilza Pantoja, seja com Roberto Pina prefeito(a)), reformou a Escola Enedina Sampaio, construiu delegacia nova etc.; quando Simão Jatene (do PSDB) entrou para governar (2011) deixou Igarapé-Miri sem quase nada (2011, 2012), pois o prefeito era um petista (Roberto Pina), apenas viaturas da PM e uma equipe de policiais sobraram por aqui; mas Abaetetuba, que era governada pelo PSDB desde 2009, recebeu inúmeros serviços de asfaltamento, seja na cidade, seja na estrada de Beja, no trecho da PA que acessa a cidade “do Miriti”, reforma no hospital “Santa Rosa” etc.: isso leva à constatação de que um governo tucano, no Pará ou no Brasil, deixaria o Pará e Igarapé-Miri sem nada (o mesmo vale para outros municípios).

6 – Querem a educação pública cada vez mais sucateada. Por isso é que FHC, em oito anos, criou quase nada na educação; já os petistas Lula e Dilma (em 10 anos) criaram e fortaleceram bem mais de 10 (dez) universidades públicas; o objetivos dos tucanos é sucatear para depois “explicar” ao povo que a saída é privatizar... quem quiser, que engula isso.

7 – Odeiam os movimentos sociais e a organização classista de trabalhadores/as; por isso, Jatene não construiu o Hospital Regional do Baixo Tocantins (no Trevo do Moju), pois o mesmo foi decidido em plenárias regionais (grandes reuniões abertas, com a participação das pessoas opinando sobre os temas relacionados ao bem-estar do povo do Pará); nessas plenárias, os cidadãos e as cidadãs definiam as prioridades para a gestão governamental: Jatene destruiu essas conquistas por elas terem sido conquistas democraticamente. Tucanos decidem o que querem fazer em gabinetes, sem que o “povão” possa interferir, e de lá mandar as ordens para os territórios governados. A imprensa, as redes sociais e os blogs devem ser severamente vigiados e punidos em seus mandatos; nada pode interferir em seus projetos pessoais de poder.

8 – Têm nojo dos programas sociais criados depois de 2003, somente porque se originaram em uma gestão petista: o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o Pronatec são dos mais odiados por eles – e deveriam ser “mofinados” aos poucos, na gestão de Aécio, sem que o povão percebesse a mudança logo de cara.

9 – Não suportam o programa Mais Médicos; lutaram arduamente contra essa iniciativa, no Congresso Nacional, mas foram derrotados lá: imaginem o que seria de municípios como Igarapé-Miri e outros até mais pobres e castigados, no Nordeste, p. ex., sem os médicos que chegam a essas cidades bancados enviados pelo governo federal – em Igarapé-Miri, depois de 2013, em muitos momentos o povo só tinha esses “estrangeiros” à disposição.


Agora, dê peso 5 para cada um desses itens e terá o assustador número 45.


Pense em que país, que estado você (o sr., a senhora) quer pra si e para seus entes que ainda virão. Sua escolha é decisiva para construir ou para DESTRUIR conquistas.

Essa é uma manifestação minha, eu respeito a sua.