terça-feira, 30 de abril de 2019

primeiro Primeiro de Maio da Era Bolsonaro: Trabalhadores/as se unem em defesa de Direitos Sociais e contra as Mazelas de #Bozo_Temer_Moro



Divulgação das entidades



Companheiros e companheiras, o Ato Público de Primeiro de Maio, que será realizado amanhã (organizado por sindicatos, ONG's, Associações e Cooperativas e outros organismos mobilização popular/coletiva), é de fundamental importância para o enfrentamento das mazelas criadas pelos terríveis governantes e parlamentares dos últimos anos.

Em especial a Deforma da Previdência  (deformação); é preciso que deixemos claras as  nossas indignações e nossas Reivindicações. Se não concordamos com o pacote de Jair Bolsonaro para a Educação, Saúde, Juventude, trabalho e renda, Ciência e tecnologia, Cultura, Direitos Humanos e para o nosso futuro  (Aposentadoria), se não concordamos, repito: vamos às ruas.

Além de estarmos permanentemente mandando mensagens nos e-mails e nas redes sociais aos Deputados/as de nossos estados, é claro.

É tempo de lutar, manter a histórica luta e de seguir resistindo. Sem isso, nada a comemorar no amanhã próximo.

Tod@s ao Ato de amanhã. Concentração no Sindicato dos trabalhadores/as Rurais de Igarapé-Miri (ver Convite).


Israel Fonseca Araújo (pela Coordenação do Sintepp)


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Divulgação do SINTEPP (Sindicato dos Trabalhadores/as em Educação Pública do Pará), Subsede de Igarapé-Miri.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Após insucesso de 2018, Posse do Conselho de Educação de Igarapé-Miri deverá ser amanhã (26/04)

Israel Fonseca Araújo (editor; poemeiro@hotmail.com)



Os Conselheiros/as municipais de educação de Igarapé-Miri, Nordeste do Pará, esperam para poder tomar posse de suas Funções há mais de um ano. Nomeados em maio de 2018, não foram empossados no mandato de Antoniel Miranda dos Santos, tendo à frente da Secretaria de Educação o Sr. Reynaldo dos Anjos Aguiar. A posse foi definida para junho desse ano, mas, na véspera, foi desmarcada; em seguida, veio uma uma árdua luta para que os nomeados (depois de eleitos, indicados...) fossem empossados em 2018; mas não teve jeito. Ao chegar o dia 20/12/2018 (mudança de governo dentro do mesmo governo), mais uma sensação de insucesso restou.

Dia 21/12/18 entrou em ação a gestão "Igarapé-Miri daqui pra frente", liderada por Toninho Peso Pesado (Ronélio Quaresma); em 26/12, foi definido o professor Felipe Farias Pantoja como Secretário de Educação do governo Pesado. Voltou a luta; as reivindicações se seguiram. Depois de várias Reuniões, o Secretário Felipe definiu a data da Posse: 26 de abril de 2019 (sexta, às 15h, na SEMED). Assim sendo, os indicados e os eleitos/as poderão, finalmente, exercer as funções funções, que são (nos termos da Lei Municipal 5.115/2016) de relevante interesse público.

Os Conselheiros e as Conselheiras a serem empossados são os constantes do Quadro seguinte (mas os quatro primeiro, seq. 1 e 2, são de livre escolha do Secretário Municipal de Educação; podem se mantidos, ou podem ser substituídos; os profissionais foram indicados pelo então Secretário Reynaldo Aguiar):




Seq.
Nomes dos representantes eleitos ou indicados(as)
Órgão, Entidade, Segmento
1.       
Titular: José Maria de Carvalho Costa
RG: falta informar documentos desse indicado(a)
CPF:
Suplente: Sílvia Helena Fonseca Gonçalves
RG: 2145509
CPF: 376.420.142-87
Poder Executivo
2.       
Titular: Durval Leal Pinheiro
RG: 2676428
CPF: 399.337.092-91
Suplente: Manoel de Jesus Oliveira Quaresma
RG: 2768822
CPF: 577.704.682-72
Poder Executivo
3.       
Titular: Valdir Júnior Araújo Pena
RG: falta informar documentos desse indicado(a)
CPF:
Suplente: José Augusto Carvalho da Silva
RG: 5862917
CPF: 000.112.602-46
Câmara (Comissão de Educação)
4.       
Titular: José Moraes Quaresma
RG: 4140277
CPF: 727.188.462-91
Suplente: Gênesis da Silva e Silva
RG: 3757533
CPF: 634.768.192-72
SINTEPP
5.       
Titular: Israel Fonseca Araújo
RG: 2970596
CPF: 588.975.972-91
Suplente: Tibúrcio Farias Machado
RG: 4438262
CPF: 141.847.372-34
SINTEPP
6.       
Titular: Claudiana Quaresma Pinheiro
RG: 2925975
CPF: 577.529.902-72
Suplente: Deuzarina Corrêa Leão
RG: 3238247
CPF: 509.820.363-72
Gestores escolares
(Rede municipal)
7.       
Titular: Isaac Fonseca Araújo
RG: 4796267
CPF: 751.091.742-53
Suplente: Auricelia da Conceição Lima de Castro
RG: 3533196
CPF: 807.453.932-68
Magistério (rede municipal)
8.       
Titular: Valdeci de Jesus Vasconcelos Nonato
RG: 2640037
CPF: 430.022.342-49
Suplente: Ruth Helena de Castro Barbosa
RG: 2827552
CPF: 629.109.572-68
Magistério Municipal (Técnicos)
9.       
Titular: Josival Moraes Quaresma
RG: 3057531
CPF: 613.503.462-68
Suplente: Ângela Araújo da Silva
RG: 5930846
CPF: 001.106.072-79
Servidores de Apoio
(Rede municipal)
10.  
Titular: Alzyr Gonçalves de Melo
RG: 4376269
CPF: 782.183.902-78
Suplente: Antonio Marcos Quaresma Ferreira
RG: 3438265
CPF: 639.345.152-15
Magistério (rede estadual)
11.  
Titular: Odiléia Corrêa Costa
RG: 3832664
CPF: 669.217.832-00
Suplente: Miquéias Carvalho Pantoja
RG: 2875060
CPF: 761.073.452-72
Pais/Responsáveis
12.  
Titular: Maria Aparecida Fonseca Santos
RG: 3860475
CPF: 775.779.492-72
Suplente: não há
Estabelecimentos particulares
13.  
Titular: Gabriely Santos Monteiro
RG: 8622273
CPF: 057.366.022-02
Suplente: Tiago Martins Corrêa
RG: 8085650
CPF: 060.639.922-43
Aluno(a)
(Rede municipal e/ou rede estadual)
14.  
Felipe Farias Pantoja
(Secretário Municipal de Educação)
MEMBRO NATO



Haja lutas; #Poemeiro_do_Miri

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Igarapé-Miri: Assalto na Escola "Bom Jesus" do Rio das Flores deixou comunidade em pânico

Israel Fonseca Araújo (editor; poemeiro@hotmail.com)
Academia Igarapemiriense de Letras (AIL); Cadeira 07


Aconteceu, no começo da tarde deste dia 12, um assalto a professores(as) e alunos(as) na Escola Municipal de Ensino Fundamental "Bom Jesus", localizada na comunidade rural/ribeirinha Rio das Flores; a unidade de ensino está sediada no Distrito Maiauatá, Ilhas de Igarapé-Miri, Nordeste do Pará. Os estudantes e os trabalhadores(as) se apresentavam para mais uma tarde de estudos e de trabalho, mas foram surpreendidos por uma situação de assalto, inédita nessa em quase todas as escolas rurais de Igarapé-Miri.


DIÁRIO ONLINE SE EQUIVOCOU

Imediatamente, a grande imprensa trouxe informações sobre a questão. Na matéria intitulada Terror em escola: assaltantes roubam alunos e professores em Igarapé-Miri, o veículo do Grupo RBA (Rede Brasil-Amazônia de Comunicação) informa:



Um assalto à escola Bom Jesus, localizada na zona rural de Igarapé-Miri, nordeste paraense, deixou os moradores da cidade em pânico: muitos correram para o colégio na tentativa de proteger os filhos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil. A ação criminosa ocorreu por volta de 11h, próximo ao horário de saída dos estudantes. Segundo apurou uma rádio local, cerca de 50 celulares foram subtraídos dos alunos e professores. Não houve feridos e nenhum pertence do prédio foi levado.
Os moradores da área disserram (sic) que três criminosos invadiram a escola.
Populares foram informados do assalto e se deslocaram para a escola. Nas redes sociais, circulam áudios de mães de alunos desesperadas por causa da ação criminosa. Ao perceberem a chegada da população, os assaltantes fugiram para uma área de matagal. Moradores e policiais fazem buscas pelos criminosos(DOL; grifos deste Blog)


É preciso destacar (corrigir) algumas questões, além de informar outras:

1) o fato se deu no começo da tarde, perto de 13h; a informação foi confirmada a este Blog por uma pessoa de dentro da escola, com o pedido de sigilo feito pela mesma;

2) cerca de 04 (quatro) celulares de professores e alunos(as) foram roubados no assalto, o qual teve início e, praticamente no nascimento, foi interrompido;

3) no assalto, tinha dois rapazes (e não três), sendo que um professor que estava para trabalhar teve revólver colocado à sua frente, no ato de subtração de seu celular;

4) Um dos assaltantes foi identificado e teve nome divulgado às redes sociais: Germiniano Damasceno Valente Neto (idade não informada).


FATO GEROU COMOÇÃO, MAS JÁ FOI PARCIALMENTE SOLUCIONADO

Na mesma tarde, a Polícia apresentou um dos dois, que foi capturado; a Comunidade escolar (educacional) está muito abalada, entre outros motivos em razão de que um grande número dos estudantes é composto por crianças pequenas e crianças entre 6 e 12 anos, além de adolescentes; há oferta de Educação Infantil nessa unidade; Secretaria de Educação de Igarapé-Miri (SEMED) e o sindicato da categoria, o SINTEPP (Sindicato dos Trabalhadores/as em Educação Pública do Pará), lideranças populares e a Polícia se dedicaram a ajudar a todos os envolvidos.

Mas é certo que o trauma é muito grande, sobretudo em razão de ameaças claras ou veladas que escolas públicas do Brasil todo vem sofrendo, majorado o pavor em razão do ataque à escola estadual em Suzano (SP).

Que nos próximos dias a realidade possa melhorar, com a contribuição de todos(as).


#Poemeiro_do_Miri





domingo, 7 de abril de 2019

Ato de 1º de Maio no Miri: Trabalhadores(as) nas ruas à luta por um Brasil mais justo!

Israel Fonseca Araújo (editor; poemeiro@hotmail.com)
Academia Igarapemiriense de Letras


Na última sexta-feira, dia 05.04, no horário da manhã, aconteceu a primeira de uma série de Reuniões preparatórias para o Grande Ato de primeiro de maio, o qual é realizado há bem mais de 30 anos em Igarapé-Miri, no nordeste do Pará. O Ato de primeiro de maio é resultado da articulação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Campo e da Cidade, sob a liderança de sindicatos e cooperativas, e, mais na sua origem, com forte contribuição das instâncias da Igreja Católica Apostólica Romana, no caso concreto da então Prelazia (hoje Diocese) de Cametá (PA). Nessa estrutura, sobressai a liderança do STTRIM (Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Igarapé-Miri), além de diversas Cooperativas, Projetos de Assentamentos de Agricultores/as, Associações de produtores e de moradores(as), Colônia de Pescadores Z-15 e o SINTEPP (Sindicato dos Trabalhadores/as em Educação Pública do Pará)-Subsede de Igarapé-Miri.

A Reunião do dia 05 definiu grande parte do formato do Ato Público, as entidades (a mais) que serão convidadas, a participação das entidades parceiras na organização e a instalação de uma Comissão Organizadora. Assim sendo, nas próximas semanas serão dados os rumos finais para o grande ato comemorativo e de denúncias do Dia do Trabalhador(a) em Igarapé-Miri.


Esboço de Pauta...

Não é difícil imaginar que, no Centro das falas e das denúncias a serem verbalizadas, estão as inúmeras mazelas sociais em curso e as anunciadas pelo Governo de Jair Bolsonaro (PSL), em clara continuidade no processo golpista iniciado por Michel Temer (PMDB, agora MDB) e Aécio Neves/Eduardo Cunha e parceiros dos mesmos, ao menos desde 2015.

1 - Destaque, sem dúvida, para a denúncia e os protestos contra a chamada "Reforma" (Deformação) da Previdência de Bolsonaro/Paulo Guedes. A ideia de desconstitucionalizar as mudanças no sistema previdenciário (retirar a necessidade de Proposta de Emendas à CF de 1988), retirando a necessidade de ajustes via PEC, passando para lei complementar (sem o Governo precisar de 2/3 de votos...) é uma das maiores gravidades da "proposta" de Guedes/Bolso, haja vista que significaria mexer nas estruturas da "casa": investir nas estruturas, ruir as mesmas, para que, no futuro, não houvesse mais a necessidade o Presidente do Brasil fazer mudanças nesse sistema via PEC. Eis um dos eixos de compreensão dessa realidade; talvez aí esteja a grande gravidade da situação.

2 - Outra questão são os ataques às Aposentadorias de Professores e Professoras, de trabalhadores(as) do Campo (os rurais...) e os idosos que vierem a receber o chamado BPC (Benefício de Prestação Continuada), uma espécie de amparo social à velhice dos trabalhadores/as que não conseguem, ao final da vida, mostrar que contribuíram o mínimo suficiente para a Previdência (no nosso sistema atual de repartição...), que não se enquadram nas regras de benefício de "aposentadoria especial"; por isso, recebem um Salário Mínimo vigente seco: para esses, a "reforma" Guedes/Bolso é ainda mais cruel: tais idosos, lá pelos 75 anos em diante, poderiam ter de receber cerca de 400 (quatrocentos) reais atuais como benefício.

3 - Grande meta de Paulo Guedes & Bolsonaro, sem dúvida, parece ser a introdução do sistema de capitalização (previdência complementar ou privada) como uma "opção", dizem eles, ao sistema vigente que hoje temos (muda isso, por agora, e, em seguida, sem necessidade de PEC, o Governo Bolsonaro mudaria o sistema através de lei complementar). Assim sendo, os próprios trabalhadores/as iriam poupando num fundo (administrado por empresários tais como Paulo Guedes e Cia), meses após meses, anos após anos. Ao final de dado período de décadas de "poupança" (investimentos mensais para o rentismo desses empresários), o trabalhador(a) teria a sua aposentadoria garantida. O sistema de capitalização (onde a pessoa acumula um capital para ela mesma viver sua "aposentadoria") é bem conhecido da população do Chile, onde o ditador Pinochet fez o mesmo ser implantado e, décadas depois, há muitos registros de idosos se suicidando, pois, no final da vida, não lhes sobra dinheiro para arcar com remédios, tratamentos e outras necessidades para sobreviver. Com vergonha de serem "um peso" às famílias, muitos têm se suicidado.

Acreditamos que o povo igarapemiriense e do Brasil, de modo geral, não vai querer isso para nossos idosos. Não é, mesmo? Por isso, no Ato de primeiro de maio e em todos os dias de nossas vidas, estejamos às ruas para dar um não à essa Deforma da Previdência.


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Sigamos!

quarta-feira, 13 de março de 2019

Por Reuniões, Sintepp Igarapé-Miri foi à Câmara Municipal; Secretário de Educação compareceu em seguida

Prof. Israel Araújo (editor; poemeiro@hotmail.com)


Na manhã deste dia 13 de março, os dirigentes do SINTEPP (Sindicato dos Trabalhadores/as em Educação Pública do Pará) estiveram ocupando a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Igarapé-Miri, com a finalidade de conseguir, por meio dos Vereadores/as, realizar reuniões com o Secretário de Educação (Felipe Farias Pantoja) e equipe e poder dialogar com o Governo Peso Pedado (MDB) sobre a Pauta de Lutas / 2019, já apresentada em janeiro último. Acontece que somente uma Reunião sobre os pontos de luta, destacadamente pagamentos de dezembro, novembro e décimo/2019 fora realizada (dia 04.01); mais duas Reuniões se deram sobre Portaria de Lotação 2019 (que tinha de estar editada, publicada até 31.12.18). Mas, apesar das tentativas, não houve acordo sobre a proposta da SEMED para lotação dos Professores/as do SOME (Sistema de Organização Modular de Ensino): nem o Sintepp e professores/as acataram a proposta/SEMED, nem a gestão da educação acatou a proposta/SINTEPP, nesse aspecto. Não se sabe, ainda, da definição da dita Portaria, que é uma norma, uma legislação, informam os membros do sindicato.

Depois de tentar reunir "com a SEMED" e com o Prefeito Peso Pesado, segundo o sindicato, restou apelar (buscar apoio) junto aos Vereadores de Igarapé-Miri. Assim, o sindicato que defende a educação pública e seus profissionais pediu espaço na Tribuna Popular, para a Sessão de hoje, para apresentar suas demandas e pedir que os vereadores/as ajudassem a "fazer o secretário sentar" com os sindicalistas. Eis trecho do Ofício Sintepp:

(...) vem, com o acatamento de estilo até V. Excelência solicitar espaço na Tribuna Popular na Sessão da Câmara do dia 13.03.2019, para que a Coordenação do Sintepp/Igarapé-Miri possa apresentar suas demandas (Pauta de Lutas/2019, cópia em anexo), tendo em vista que este sindicato solicitou reuniões com o Sr. Secretário de Educação (ofícios de nº 005 e 008, de 21/01 e 06/02/2019), sem resposta, inclusive tendo requerido ser recebido pelo Exm. Sr. Prefeito Ronélio Quaresma (Of. 009/2019), também sem resposta.
Sendo o que se apresenta para o momento, esperamos confirmação de vossa parte. É o que se apresenta para o momento.



Depois das exposições verbais dos coordenadores José Moraes Quaresma e Israel Fonseca Araújo, este último passou a informar, via redes sociais, que o Secretário de Educação foi à Câmara (possivelmente "convocado amigavelmente" por algum/a Vereador/a) e fez uma fala na dita Tribuna Popular (mesmo sem ter sido inscrito, mesmo sem ter sido convocado).  Entendendo o jogo político existente entre os poderes, a Direção do Sintepp pediu ao Presidente da Casa de Leis (Ver. Toninho do Murutinga, PSB) que a marcação de Reunião (se fosse acontecer) fosse negociada entre Sintepp e o próprio Secretário Felipe. Esse pedido é porque a Câmara, dessa maneira (sem convocar uma Audiência pública, p. ex.), acaba "blindando" um lado da questão, o do Governo, já que o Secretário passou a discursar para toda a população que o ouvia, mas os dirigentes do Sintepp não tinham mais o espaço da Tribuna para darem suas versões sobre a fala de Felipe Pantoja: e o objetivo não era o debate nos microfones da Câmara; era, tão somente, conseguir que o Secretário de Educação recebesse a representação sindical para discutir os problemas e buscar soluções para os mesmos.

O Secretário se pronunciou, fez esclarecimentos sobre alimentação escolar e outros assuntos. Mas, ao que pareceu, a fala não agradou a parte dos sindicalistas.

Infelizmente, dizem, dessa forma, o Conselho de Alimentação Escolar (responsável por fiscalizar, participar do processo como um todo) fica sem ter como trazer o seu ponto de vista para o debate, dizem. "A gente só pode lamentar, mesmo, neste momento", garantiu um dos coordenadores.


Sobre o transporte escolar, Secretário Felipe informou que estão sendo feitos os levantamentos das milhagens (estudo das distâncias) para poder definir as rotas das embarcações, entre outras informações. Ele garantiu que o transporte escolar rodoviário já "está ok".


SOBRE A REUNIÃO COM O SINTEPP

Felipe Pantoja informou aos presentes que a Reunião com o Sintepp será realizada dia 19/03, às  14h, na SEMED. No caso, ele não deixou claro se irá negociar com o Sintepp a data resolver Reunião, pois disse que encaminhará documento ao sindicato informando e que convidará a Câmara (entenda-se, representação) para tomar parte. Em outras palavras, dizem os dirigentes sindicais, "caso os dirigentes do Sintepp não possam estar presentes, então não terá Reunião"; ou não teria a reunião. "Infelizmente, a população não ficou sabendo dessa falta de diálogos; ou seja, os lados da população, dos servidores, dos sindicalistas não ficaram publicizados. Bom, mas a política é a política. E o Sintepp não foge das lutas", finalizam.


ASSEMBLEIA DA CATEGORIA

Dia 15/03, às 08:30h, acontecerá a Assembleia-Geral, na sede do Sintepp.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Reflexão: A INTERNET, A POSIÇÃO CIDADÃ, OS LADOS: OS SEMPRE-TEMPOS DE ESCOLHA!

Prof. Israel F. Araújo (editor; poemeiro@hotmail.com))


Sem dúvida alguma, estamos vivendo o pior momento de nossa história democrática (??); nem os tempos de Ditadura Militar (anos 1960 até anos 1980) apresentaram um cenário tão desafiador quanto este, ou estes, de hoje: uma das (marcas dessas) diferenças deste momento em relação aos citados, ditatoriais, está nas redes sociais, nas interações (e veiculação de discursos, posicionamentos) que a internet nos permite.

Por meio do Facebook (sobretudo), mas também do WhatsApp e Twitter, é possível conversar, interagir, dialogar, debater teses, ideias/ideais, posicionamentos, espraiar e estilhaçar ideologias, mas também é o lugar por excelência da destilação de discursos de ódio e de intolerância; é o lugar de produzir e de compartilhar aos milhões as notícias falsas, é o lugar ideal para caluniar e difamar; é o lugar de deixar de ser "vc", mas ser "vc" de outra forma (os perfis falsos, "fakes"): com a internet, quem está do lado do "mal" tem um porto-seguro desse perfil.

Aqui, o banditismo pode encontrar o melhor espaço para seu empoderamento (roubos de dados, compras em nome de outrem, invasão de sistemas etc.); mas tbm tem o banditismo das pessoas consideradas "de bem"; muito mais claramente, em termos de vivência da Cidadania, aqui é o lugar da escolha dos lados; Mas aqui, tantas e tantas vezes, é terreno de selva.

Enfim, não fiz (aqui/agora), não faço a apologia entre o "bem" e o "mal", mas podemos ver, pragmaticamente, que aqui podemos ser e podemos escolher: muito serenamente, é tempo de escolhas.

Quando vemos um Chefe de Estado-Nação montando operações, usando as forças do Estado brasileiro (polícias, equipes técnicas e de inteligência), para destruir o que há de melhor em um País (a Educação e a ciência públicas), quando assim enxergamos, aí vemos a prova material (mas seria líquida, fluida, tbm!) de que temos de escolher, com urgência, o nosso lado.

Quarta de Cinzas na fé católica, 06 de março de 2019

Prof. Israel Araújo


P.S.: Inscreva-se no Meu Canal no You Tube (Prof. Israel_Poemeiro TV); curta e compartilhe os vídeos, fortaleça essa frente de resistência (link: https://www.youtube.com/channel/UCNqeiei6B7v79A1s8WsaDuA)

sexta-feira, 1 de março de 2019

Crueldade: em Igarapé-Miri, populares encontram corpo despedaçado de criança abandonado na rua

Prof. Israel Araújo (editor; poemeiro@hotmail.com)


Corpo de uma criança, encontrada morta em Igarapé-Miri, com sinais de mutilações; Img das redes sociais foi editada por este Blog)


Na manhã deste dia 01/03, populares do chamado bairro do Tucumã (em verdade, bairro Cidade Nova),  se depararam com uma realidade assustadora, revoltante; isso para dize rum mínimo: uma criança recém-nascida foi encontrada na rua, próximo à Rua 7 de Setembro, na cidade de Igarapé-Miri, nordeste do Estado do Pará. Populares afirmam que o corpo foi abandonado ainda durante a noite/madrugada e que, quando descoberto, o corpo já apresentava sinais de que "cachorro tava comendo a criança", informou uma fonte deste Blog.

De fato, pode ser constatado que há mutilações nos membros do bebê: braço e perna direita estão sem uma parte, cada. Também pode ser visto o cordão umbilical da criança...

O fato é muito raro, talvez inédito para essa população urbana do bairro da Cidade Nova, em Igarapé-Miri e está gerando, além de muita indignação, comoção entre populares. Em um momento em que tanta gente procura uma criança para adotar e mesmo as filas de adoção legal estão imensas, uma realidade dessa abre as portas do terceiro mês de 2019, na "terra de Sant'Ana".

A Polícia local, em Igarapé-Miri, foi acionada.

O Blog Poemeiro do Miri deseja forças a tds as pessoas envolvidas.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

“Lava Jato” no MEC: Sérgio Moro, #Bozo e um projeto de precarização e de Privatização na Educação Pública

Prof. Israel Fonseca Araújo (poemeiro@hotmail.com); editor

Oi, se inscreva em meu Canal no You Tube Prof. Israel_Poemeiro TV; curta os nossos vídeos, compartilhe; dê forças para essa frente de lutas. É importante resistir, lutar!!



(passapalavra.info)


Desde o ano de 2018 que o Brasil passou a dar uma guinada, no sentido da realidade educacional pública, para um lugar bem ruim (para um não-se-sabe-o-quê), quando tratamos de escolas e universidades públicas (e outros espaços públicos de debate e de formação de pensamentos livres, de construção de pluralidade de ideias e de concepções democráticas). Trata-se de um cenário de todo muito preocupante, para muitos excelentes profissionais da educação pública, trata-se, mesmo, de um cenário de terror. Não é somente de 2018 essa realidade; ela é bem mais anterior a 2017, 2018, mas estamos oferecendo um corte, para fins de análise, de compreensão.

Estamos falando da fúria de aliados do então candidato a Presidente Jair Bolsonaro (PSL), de inúmeros "profissionais" de You Tube (da estrutura de apoio a Bolsonaro), de pré-candidatos a deputado(a) estadual, a deputado(a) distrital, deputado(a) federal, a Governador, Vice-Governador, a Senador(a) da República (da estrutura de apoio a Bolsonaro) e, acima de tudo, a própria estrutura de campanha de Bolsonaro. Muito pior que isso: o próprio Jair Messias deu claros sinais de que não trataria de modo republicano (de modo ético-político, como um Chefe de Estado-Nação) os professores e as professoras do Brasil. O quadro se agrava quando, após eleita, uma professora de Santa Catarina vai às redes sociais para ameaçar professores(as) de seu estado, sendo imediatamente apoiada por Jair, que faz vídeo e o divulga nas redes, dizendo a aluno(a) que grave, sim, os professores e ...

Qual seriam o grande rumo que essa imensa estrutura (Bolsonaro e os/as seus/suas) gostaria de dar, de produzir para a Educação Pública brasileira? Em resumo, é produzir narrativas para que a sociedade, em sua maioria, venha a aderir às posições, às "teses" de Bolsonaro e os seus, no sentido de apontar questões como:

a) Investe-se dinheiro muito na educação pública brasileira (essa tese é apresentada nos ilides de campanha de Bolsonaro), que o que se investe no Brasil chega(ria) a ser mais do que o que se investe em países que têm resultados (índices) bem maiores do que os nacionais (assim, se apaga os dados de historicidade de nossa educação, informações técnicas sobre densidade populacional, remuneração/valorização de docentes, condições de estrutura de locais de ensino, programas nacionais para a educação, políticas públicas, planos de formação, caso do PARFOR, entre outros)): uma das estratégias dessa construção ideológica é produzir esses apagamentos, esvaziar a discussão, visando "iludir" a população para que, ao depois, venha a defender a privatização da Educação (a privatização interessa(ria) direta e centralmente aos empresários da educação, os quais, dizem bons analistas políticos, estariam muito próximos do "posto ipiranga", Sr. Paulo Guedes);

b) Professores/as do Brasil dão péssimo rendimento (consequência direta da "tese" anterior); alunos aprendem mal e pouco; isso "prejudica" o futuro do Brasil;

c) Investe-se mais nas Universidades do que na Alfabetização: é preciso ver a armadinha desse argumento, pois é nas universidades que mais se pesquisa (mais do que na Educação Básica) e, por exemplo, é nas Ciências Humanas e Sociais onde mais se problematiza um estado-Nação, as contradições sociais, a pobreza, a miséria, as desigualdades entre regiões e outras discussões (apagar ou tentar apagar essa discussão é tão importante quanto criminalizar a atividade política, ou seja, jogar às fezes a construção coletiva-democrática de uma Nação);

d) Seria preciso investir contra "corrupção" na Educação, nos governos anteriores a Bolsonaro: aí está o centro da estratégia política, ideológica de Bolsonaro, Sérgio Moro e os seus.


E SE FOSSE O CASO DE ATACAR A CORRUPÇÃO?

Caso houvesse um compromisso político da parte de Bolsonaro, Sérgio Moro e os seus de combater a Corrupção, aí, sim, seria o caso de se animar, de comemorar. Mas o modelo de Sérgio Moro, seus atos profundamente discutíveis, a questão toda envolvendo Lula da Silva, as super relevantes suspeitas que pesam sobre Moro no que tange a, ainda como Juiz, ter negociado cargo de Ministro "da Justiça" no Governo Bolsonaro (e, também, de ter recebido diretores da empresa de armas Taurus).

Considerada por especialistas como uma tática de guerra contra adversários políticos e, sobretudo, contra o Partido dos Trabalhadores, a chamada "Operação" Lava Jato causa horror a militantes políticos de esquerda, lideranças de Movimentos Sociais (principalmente MST e MTST) e viria a simbolizar experiência de Estado de Exceção na atual realidade brasileira. E essa investida de Bolsonaro, Sérgio Moro e os seus pra cima da gestão educacional pode dar, justamente, esse sentido (de perseguição a supostos adversários políticos).

É nessa conjuntura que o Governo Bolsonaro, através do "Ministro de Estado" da Educação, V. Rodriguez, vem lançar uma operação pra cima do MEC, o Ministério da Educação, batizada (creio eu ironicamente) de "Lava Jato da Educação". A tática é muito eficiente, pois leva a uma disputa de narrativas no seio da comunidade educacional (até uma deputada federal já saiu falando coisas a esse respeito, embora seja uma deputada do PSL, partido de Bolsonaro...).

De uma lado, defensores da educação pública, laica, de qualidade, com investimentos e programas educacionais querem as escolas e universidades públicas fortalecidas; querem boas políticas de fundo e programas de formação inicial e continuada para os profissionais do Magistério e não-docentes; esses querem investimentos para a Educação Básica e Superior públicas, gestão educacional democrática, fortalecimento de conselhos escolares e equivalentes, ampliação e fortalecimento do Sistema Universidade Aberta do Brasil, querem 10% (dez por cento) do Produto Interno Bruto/PIB para a educação pública, garantia de funcionamento dos sindicatos e similares (nos termos constitucionais), entre outras reivindicações. De outro, os defensores do privatismos na educação. É justamente a esses, no nosso modo de ver, que se presta uma estratégia política desse perfil (de perseguição) de "Operação" contra governos anteriores a Bolsonaro. Assim, poderia ser alcançado o centro dos governos petistas de Lula da Silva (muitos dizem que foi condenado sem provas por Sérgio Moro, na "Operação" Lava Jato, em um processo que, dizem, deveria estar na alçada da justiça federal de São Paulo, por conta do Triplex do Guarujá, SP).

Para esse segundo grupo, investir mais na educação pública é erro; seria preciso investir mais nas empresas privadas de educação. Antes disso, seria preciso (dizem os integrantes de movimentos sociais, sobretudo) precarizar mais a educação pública e vencer narrativas. Assim, precarizando mais, seria mais fácil convencer setores da sociedade de que a educação pública "não presta", que (dizem eles...) é preciso militarizar mais a educação pública e privatizar mais.

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Moro se une a Vélez em ‘Lava Jato da Educação’ (e Bolsonaro comemora)


Estão na mira o Sistema S, concessão de bolsas do ProUni e Pronatec e irregularidades nas universidades federais


Thaís Reis Oliveira, Rev. Carta Capital; fonte: https://www.cartacapital.com.br/politica/moro-velez-lava-jato-educacao-bolsonaro-comemora/

Os ministros Sérgio Moro, da Justiça, e Ricardo Vélez, da Educação, darão início a uma ampla investigação para apurar indícios de corrupção no MEC. O acordo foi firmado na tarde desta sexta-feira 15 e, segundo ministro da Educação, será uma espécie de “Lava Jato” da pasta.
O MEC afirma que o objetivo é “apurar indícios de corrupção, desvios e outros tipos de atos lesivos à administração pública” das gestões anteriores. Estão na mira o Sistema S, concessão de bolsas do ProUni e Pronatec e irregularidades nas universidades federais. A orientação é obra de Jair Bolsonaro.

A iniciativa faz parte do plano de 100 dias do governo Bolsonaro. Ao anunciar a novidade em seu perfil pessoal no Twitter, o presidente celebrou o início de “uma Lava Jato na Educação” como “apenas o primeiro passo”.


LIBERDADE DE CÁTEDRA

Professores/as gozam de liberdade para ensinar, para pesquisar, para divulgar o saber (e para construir, coletivamente, saberes), para trabalhar com seus alunos(as). São garantias constitucionais, via Carta Política de 05.10.1988) e decorrentes da Lex-Mater nacional, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.304/1996). Nem o Presidente da República, nem Ministros do Supremo Tribunal Federal, nem deputados, senadores e governadores, nem autoridades dos Ministérios Públicos, nem autoridades policiais; enfim, nenhuma autoridade de investigação, da gestão ou da "Justiça" pode jogar às fezes essas garantias.

Mas, por tudo o que vemos, a estratégia do Governo Bolsonaro, em relação à Educação Pública (logo, em relação à gestão do MEC, às políticas educacionais e, acima de tudo, à distribuição de recursos)... Investigação "lava jato" junto à educação pública pode ser, justamente, uma possibilidade de fortalecer o ataque às liberdades mais caras aos sujeitos que fazem a educação funcionar. Atingir a autoestima dos professores(as) é fundamental, nesse contexto. Sobre as liberdades de que devem gozar esses profissionais da educação pública, vejamos as seguintes exposições, que podem ajudar a entender essa questão da liberdade de que devem gozar os professores/as do Brasil:


A EDUCAÇÃO DE HOJE: O QUE DIZ A LEI SOBRE A LIBERDADE DE ENSINAR? PERGUNTAS E RESPOSTAS A PARTIR DE SITUAÇÕES PRÁTICAS

(Alynne Nunes)

(Fonte: https://naya773.jusbrasil.com.br/artigos/644530489/a-educacao-de-hoje-o-que-diz-a-lei-sobre-a-liberdade-de-ensinar-perguntas-e-respostas-a-partir-de-situacoes-praticas?ref=topic_feed)


O papel da educação tornou-se objeto de disputa. Sob o argumento de que os professores e as instituições de ensino têm agido para doutrinar os alunos, emergiram projetos de lei que pretendem coibir a suposta prática. O objetivo consiste em sufocar o pensamento divergente, crítico e mesmo aquele baseado em fatos notórios. Em tempos de predomínio das redes sociais, o próprio conceito de verdade foi relativizado em prol de determinada pauta política, autoritária e excludente.
No entanto, há regras a serem seguidas. A educação não é um campo desregulado que funciona segundo a simplista lógica do livre mercado, em que basta pressão do conjunto de consumidores para transformá-la em seu objeto personalizado de consumo. Há, na verdade, um extenso conjunto normativo que naturalmente precisa ser observado por toda a sociedade.
A Constituição Federal de 1988 foi a primeira a designar um capítulo próprio para tratar da educação pública e privada. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394/96), também conhecida por “Lei Darcy Ribeiro”, regulamenta as etapas do ensino, destacando seus objetivos, como a formação crítica e a formação para o trabalho. Além disso, há as regras e programas específicos do Ministério da Educação, como a Base Nacional Comum Curricular, bem como os Conselhos de Educação, que também possuem função regulatória, a nível federal, estadual e municipal. Trata-se, por isso, de setor fortemente regulado, fundado na liberdade de expressão, na liberdade de cátedra e em valores democráticos. (...)
A estrutura da educação não é designada por moralistas, mas sim por técnicos. Na educação básica, os profissionais da Pedagogia e aqueles que cursaram licenciatura (como os cursos de História, Matemática, Letras, entre outras áreas, que habilitam o profissional a dar aulas) definem o conteúdo a ser ensinado com base nas diretrizes pedagógicas e regulatórias.
No entanto, as instituições de ensino não são ambientes fechados em si mesmos. Por sua natureza, devem contar com a participação dos alunos e de seus responsáveis em determinadas atividades. O grau de participação, na educação básica, varia de escola para escola, cujas atribuições estão previstas em seu respectivo Regimento Escolar. No caso da educação pública, não há uma regulação uniforme a esse respeito, pois não houve a regulamentação do princípio da “gestão democrática do ensino público”, previsto no Art. 206, VI, da CF [1988].

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A LIBERDADE DE CÁTEDRA E OS DIREITOS DO PROFESSOR EM SALA DE AULA EM TEMPOS DE PERSEGUIÇÃO
(Arnon Amorim)

(Fonte: https://arnonamorim123.jusbrasil.com.br/artigos/643878293/a-liberdade-de-catedra-e-os-direitos-do-professor-em-sala-de-aula-em-tempos-de-perseguicao?ref=topic_feed)

  
Nessa semana uma deputada federal eleita acusou os professores brasileiros de “doutrinarem ideologicamente” os alunos durante as aulas e diante disso criou um canal para que seja feita denúncias aos professores. Muito se fala que os professores, em todos os níveis de ensino, do infantil a graduação, possui liberdade de cátedra para atuação. Mas de fato, o que é isso?
A liberdade de cátedra ou liberdade de ensino nada mais é que um princípio que assegura a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, arte o saber, enfim, é a liberdade plena que os professores possuem de discutir diversos assuntos que entendam importante para o ensino em sala de aula e em seus grupos de pesquisa ou estudos.
A Legislação brasileira, garante a liberdade de cátedra dos professores, veremos:

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III – pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; (…).”


Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n. 9.394/96:
“Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III – pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância; (…).”


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Mas Bolsonaro, Sérgio Moro e os seus (o que inclui muitos professores/as de escolas públicas e alguns gatos mais pingados de universidade) parecem não estar de nosso lado; não é, mesmo?