Havia muitas dúvidas sobre táticas das elites no sentido de impedir, ao máximo, a classe trabalhadora de votar nestas eleições de hoje; acima de tudo, digo votar para Presidente do Brasil. Foi, exatamente, o caso deste dia 25 de outubro. Em várias cidades, com destaque para Salvador (BA) e São Paulo (SP), cerca de 30% de ônibus (transporte coletivo) de veículos de transporte coletivo não estavam circulando.
Por que brecar ônibus, ou seja, transporte coletivo em algumas cidades do Brasil? Acontece que o povo mais pobre costuma usar transporte coletivo e, em várias partes do Brasil, vota, majoritariamente, em Lula da Silva (PT). Leia-se cidades tais como São Paulo, a capital paulista, e Salvador, a baiana. As grandes faltas de transporte coletivo têm a ver com a responsabilidade direta de prefeitos/as e afetam, repita-se, quem usa transporte coletivo (ônibus); inclusive, em várias cidades, com passagem gratuita para a população.
Quem entende de estratégias e/ou táticas de guerra não se assusta com essa manobra feita por prefeitos(as) Brasil afora; entendidos(as) em política sabem que, nos dias prévios à votação e nas horas de votação, no Brasil, até bois costumam nadar e voar. Em décadas anteriores, até pessoas falecidas (mortas) votavam e elegiam coronéis da política regional/nacional; havia a prática dos votos de cabresto (lideranças das regiões, das cidades, dos bairros faziam parte de suas populações votarem nos candidatos dessas lideranças - donos de fazendas, de engenhos, fábricas etc.) e outras práticas até mais horrendas. Então, pensam os criminosos estrategistas das campanhas, neste momento é melhor fazer parte desse povo mais pobre não conseguir votar. Assim o fizeram.
(...)
Portanto, e por fim: as eleições para Presidente do Brasil, deste dia, não terminaram. Estamos vivendo, neste presente da História ou História do presente, um golpe líquido, continuado, um golpe nas estruturas da democracia brasileira. Esta tinha nas eleições e nas urnas eletrônicas uns de seus maiores patrimônios, mas a elite política e grande parte de autoridades das cortes supremas do Brasil deram um golpe "na cara dura".
A tendência é que haja enormes instabilidades, a partir desta tarde de 25/10, nas cidades brasileiras por conta desses problemas com transporte escolar. Tais instabilidades têm nas autoridades eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seu maior ponto de (ir)responsabilidade. (O fato de ter decisão de prorrogação da votação para até 19h de hoje e desdobramentos dela torna-se, em alguma medida, letra morta)
Tomara que um caos não esteja se instalando, ou já instalado, em nosso Brasil, desde esta tarde.
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