sábado, 21 de outubro de 2017

AGRESSÃO?: MANIFESTANTE ANTI-HELDER/TEMER É PRESA, EM CAMETÁ (PA)*


Segundo postagens que começaram a circular nos grupos de “zap/zap”, no meio-fim desta tarde, uma manifestante teria sido presa em Cametá/PA, por supostamente ter atirado um ovo contra o Ministro de Estado da Integração Nacional de Michel Temer (PMDB-SP), Sr. Helder Barbalho (PMDB-PA), filho do Senador pelo Pará, Jader Barbalho (PMDB-PA) e da genitora dele (e ex-esposa deste), Sra. Elcione Barbalho (PMDB-PA)...

A manifestação em Cametá estaria no bojo de uma conjuntura nacional profundamente séria, mais ampla, que tem a ver com as perdas históricas às quais a classe trabalhadora estaria sendo levada, segundo entendimentos de sindicatos, centrais sindicais e confederações de trabalhadores/as (independentes do “governo de Temer”, entenda-se); casos como as “reformas” trabalhista e do Ensino Médio e a tão temida (que mata muita gente só de concebê-la) “Reforma da Previdência”... Mas Helder Barbalho, que poderia ter deixado os ministérios de Dilma (PT) ou “de Temer”, acabou por se aliar a Temer e, entenda-se, ficar do lado desse, em oposição ao povo brasileiro. Poderia escolher um lado, mas escolheu outro.

Isso revoltou e ainda revolta a muita gente, inclusive quando se sabe que todos os Barbalhos (pai, mãe, filhos....) estão em campo dentro de uma espécie de pré-campanha a Governador do Pará, para que Helder pudesse ganhar. Ele perdeu de seu padrinho, Simão Jatene (PSDB), em 2014. Em 2018, Jatene e PSDB local/nacional poderiam ajudar Helder a pegar o Palácio dos Despachos, sendo que os Barbalhos e seu PMDB ajudariam Jatene a realizar seus sonhos para 2018ss, acreditam analistas da política de relações, no Pará: é esperar, trabalhar, orar e rezar.

Mas o manifestante foi preso... O Facebook “Guerreiros do Pará” mostra uma jovem que seria a manifestante que “ovou” Helder (ironia de ovacionou). Segundo a página, “Ministro Hélder Barbalho leva ovada de manifestante em Cametá. Isso, o Dol [diário online, página do Jornal Diário do Pará, na internet; veículos da família dos Barbalhos] não vai mostrar... Em visita a cidade de Cametá, o Ministro da Integração tomou um grandíssimo susto quando uma estudante socialista lançou um ovo no rosto do ministro em protesto. (...) a jovem que cometeu essa violência e falta de respeito, foi detida pela polícia, e ainda é tida como heroína por muitos (...)

O Blog Poemeiro do Miri fica se fazendo tantas e tantas perguntas; quais são os “crimes” que a estudante ou a jovem manifestante teria cometido?:

a) Por que estragar um ovo, se se trata de tão importante alimento?

b) Sendo que a jovem e toda a sociedade estão sendo violentada por Temer, Helder e companhia, por que prender, justamente, quem se indignou contra isso?

c) Se o governo viesse a violentar os policiais (mas não está Miranda eles/as...), a população (incluída essa jovem) não seria convocada a sair em defesa dos agentes de “segurança pública”?

d) Então, quer dizer que Helder Barbalho, M. Temer e outros estão acima das leis (já que nós somos agredidos/as todos os dias, nas ruas, inclusive com banhos de lama de poças d’água, sob ação de pneus aro 27 de imensos ônibus...)?

e) Como saber se a “justiça” será justa com os mais pobres?


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* Este Blog não é favorável às manifestações agressivas. Nem contra a classe trabalhadora, nem contra nossos algozes. Este texto é de fim de tarde de sábado; temos de entendê-lo (o texto, claro), pois ele tem suas razões...




terça-feira, 17 de outubro de 2017

Só na Educação, Contratação de Peso Pesado seria de "afundar" Igarapé-Miri. O que mais esperar?

Prof. Israel F. Araújo (editor; poemeiro@hotmail.com)


(Somente uma ilustração...)


A situação de gestão pública, de governança em Igarapé-Miri, tendo em vista quase que somente a "pasta da Educação", se mostra estarrecedora. Senão, vejamos.

Segundos dados oficiais, encaminhados pela atual gestão da Educação de Igarapé-Miri ao TCM-PA (Tribunal de Contas dos Municípios), aos quais este Blog teve acesso, a Folha de Servidores Contratados(as) do Quadro da Secretaria Municipal de Educação de Igarapé-Miri (SEMED) contava, com vínculos até 30 de junho de 2017, 1.216 servidores (isso, mesmo: um mil, duzentos e dezesseis profissionais contratados/as). Trata-se de um quantitativo, entendido a princípio e sem uma análise mais aprofundada, excessivamente exorbitante; para se ter uma ideia e ajudar na reflexão, em outubro de 2015 a Folha de contratados(as) da SEMED apresentava 612 (seiscentos e doze) profissionais. Em fins de 2016, término da gestão Roberto Pina Oliveira (PT), havia (segundo fontes deste Blog) em torno de 407 (quatrocentos e sete) contratados, mas, segundo uma fonte da equipe de transição do governo Pesado, em fins de dezembro/2016 haveria um quadro de temporários(as) na casa de 490 (quatrocentos e noventa).

Uma rápida análise feita por dirigentes do SINTEPP (Sindicato dos Trabalhadores(as) em Educação Pública do Pará), ouvidos pelo “Poemeiro do Miri”, indicaria que um número razoável para a Folha de contratados(as) da SEMED, para 2017, ficaria entre 300 e 450 (quatrocentos e cinquenta já “estourando a Folha”, no limite de uma postura responsável); uma postura responsável tem a ver, entre outras coisas, com o fato de contratar de acordo com as determinações constitucionais e regras legais/normativas, caso do excepcional interesse público.

Diante das expectativas de transferências de recursos federais para a educação pública igarapemiriense (2017), com a indiscutível necessidade de preservar direitos já adquiridos e no limiar de uma política de respeito e valorização dos profissionais da Educação, bem como de todas as áreas, e considerando que os gestores públicos são obrigados(as) a respeitar e cumprir a Constituição Federal de 1988, leis, normas, diretrizes..., era de se esperar que a gestão de 2017 a 2020 tivesse o devido cuidado com a gestão de todas as áreas e, no caso da Educação, com suas verbas rubricadas (alimentação escolar, transporte escolar, FUNDEB...), a necessária responsabilidade no ato de contratar, de licitar, de tomar as medidas a que tem direito... “Contratar cerca de 1.000 servidores(as) para a área educacional, possivelmente sem possibilidade de pagá-los, em dia e na forma da lei, nos levar a pensar em quê?”, questionam as fontes do Sintepp.

Desse montante profundamente assustador, e considerando que os registros “consolidados” e informados ao TCM-PA (com vigência até 31/12/2016) chegam a um montante de 1.611 (um mil, seiscentos e onze servidores), mesmo que haja duplicação de contratos etc., ainda assim a contratação de Carlão e Tonhão Peso Pesado (PMDB) mostra alguns dados de alarmar. Mesmo sem poder saber de que mês se trata a relação “consolidada”, ainda assim é possível encontrar nesse documento oficial, “digitalmente assinado”:

A) Uma professora contratada que recebeu mais de 9.000,00 (nove mil reais);

B) Uma Vice-diretora (contratada, o que a Lei 4.995/2010, o “PCCR” do Magistério, veda) recebendo mais de três mil reais a mais do que a Diretora da mesma escola... isso, mesmo;

C) Na categoria “APOIO SEMED” (quem não está lotado em escolas, em creche...), há 56 VIGIAS (isso, mesmo, no prédio da Secretaria de Educação, na sede, à Rua 7 de Setembro...; haveria 56 vigias trabalhado na SEMED/sede, o que soma 28 vigias por noite); além destes, há Agentes administrativos, Auxiliares de Serviços Gerais e outros;

D) Dos mais de 1.600 profissionais contratados(as), há registros de:
(i) 715 professores, sendo 537 (quinhentos e trinta e sete) PEB I (profissionais contratados como Nível Médio, sendo que vários deles/as têm Nível Superior...), 178 são prof. PEB II (contratados de Nível Superior);
(ii) 374 (trezentos e setenta e quatro) Auxiliares de Serviços Gerais;
(iii) o total de “Apoio SEMED” tem 116 (cento e dezesseis) profissionais contratados(as)...;
(iv) o total de Vigias da relação de Contratados(as) de Carlão/Tonhão é 211 (duzentos e onze); ou seja, os vigilantes do “Apoio SEMED” somam mais de 25% desse montante...

É possível discutir essa relação, esse montante (que pode ser menor ou até maior), desde que a gestão de Peso Pesado aceite os ditames do “jogo” democrático, as imposições constitucionais (o Art. 37 da Carta constitucional de 1988 determinou a obediência, pelos administradores públicos, aos princípios da Publicidade, da Legalidade e Eficiência, para citar três dos explícitos), isto é, que os governantes aceitem reunir com os órgãos que representam as categorias, que o Titular da SEMED apresente as Folhas ao Sintepp, aos Vereadores(as) e ao promotor de Justiça Titular de Igarapé-Miri (ou, na pior das hipóteses, ao Juiz da Comarca), enfim, que a gestão aceite provar a quem de direito que esses números não são verdadeiros e não foram apresentados pelos próprios governantes... Que fique claro: este Blog, seu editor e o Sintepp (acredita-se) não são contra a contratação de profissionais para as respectivas áreas, enquanto o tempo não permitisse que o governo realizasse o devido Concurso Público (Sintepp já acionou o Ministério Público sobre este); "o que não dá é pra contratar e deixar de pagar, o que significa uma humilhação ao trabalhador, à pessoa, ao eleitor, às famílias,  ao povo miriense", insiste a fonte do Sintepp local.

Ora, por fim, ontem mesmo o maior de todos os Blogs de Igarapé-Miri, o Gazeta Miriense (https://gazetamiriense.wordpress.com/), apresentou o problema sabido de todos do não-pagamento, pelo atual governo, de meses devidos aos profissionais contratados(as), para citar apenas o caso da Educação:

Um vereador informou ao GM que escutou do próprio Secretário de Educação que terá que escolher entre pagar o mês de dezembro ou o décimo dos servidores efetivos. Dos temporários nem expectativa existe para quitar os meses em atraso até o fim do ano. Este ano não tem verba extra de repatriação. Mas algumas entidades que representam os prefeitos, como a FAMEP e CNM, tem feito pressão para que o governo federal faça um repasse a maior em dezembro, justamente para aliviar as prefeituras que estão em débito. Essa disputa entre SINTEPP e SEMED ainda promete outros rounds, pois o governo Pesado quer fazer o que bem entende, não negocia com a categoria e muito menos aceita recomendação do Ministério Público” (GM).

Será que a situação de (des)governança está greve?

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E agora, o que mais diremos?

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Durante Defesas de TCC, Polo Universitário de Igarapé-Miri é assaltado novamente

Prof. Israel Araújo (editor - poemeiro@hotmail.com)


(Coordenadora do PARFOR/Igarapé-Miri, Elvira Ferreira de Castro, com discentes do Curso de Letras; antes do assalto de hoje; foto de Facebook)


Na tarde deste dia 05/10, em pleno "aniversário" da Constituição "Cidadã", nossa Carta Política ou Lei-mãe, a Coordenação do Polo Universitário UEPA/UAB de Igarapé-Miri estava realizando Sessão pública de Defesa de Trabalhos de Conclusão de Curso de Letras (PARFOR/UFPA) de discentes da Turma de 2012.

E o que ninguém queria que acontecesse, nem sequer por imaginação, aconteceu. Mais um assalto em plena luz do dia, onde um grupo de três ou quatro homens (armados de revólver) invadiram o Auditório desse espaço acadêmico e praticaram terror psicológico contra todos/as. Três professoras/pesquisadoras, Júlia Maués, Francisca Carvalho e Nair Sauaia Vansiler, estavam compondo uma Banca (presidida por Júlia), e tiveram essa "recepção" em Igarapé-Miri.

Graças a Deus, não houve tiros contra nós (este editor também foi vítima...), mas bem ao lado do Auditório teve muitos tiros (troca de tiros). A Polícia Militar, na pessoa da responsável pelo ostensivo de hoje (Sargento Rosilda), chegou em cerca de cinco minutos. Uma resposta muito louvável da instituição, diga-se de passagem. Possivelmente, no momento da entrada do banda seria 14:30h ou até 14:40h.

Como sugestão deste Blog, mesmo sabendo-se que se trata de uma vergonha para todo nosso Povo, lembramos que uma demanda como essa de hoje poderia ser levada (antes) ao Auditório da SEMED ou em outro espaço... Vergonhoso enunciar isso, mas a realidade de Igarapé-Miri nos leva a isso.

De acordo com a nossa Fé, só dizemos Graças a Deus.


(Profª Dr. Júlia Maués/UFPA, orientadora dos TCC's, com discentes do Curso de Letras; antes do assalto de hoje; foto de Facebook)






segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Sindicalista do STTRIM fala em "cartel" e "monopólio" sobre preço do Açaí, em Igarapé-Miri: pode(ria) estar havendo manobra empresarial contra os pequenos produtores(as)

Em tom de desabafo e na linha de orientação, conclamação à classe trabalhadora produtora de Açaí, em Igarapé-Miri, o Presidente do STTR conclama lideranças e produtores(as) mirienses para enfrentar possível "cartel" praticado por empresários.

Seriam sinais evidentes de uma inevitável luta de classes, em prol dos trabalhadores e do Açaí de Igarapé-Miri (PA)? Há unidade na classe trabalhadora que permita construir essa e outras frentes? Aproveitadores/as, digamos nós, não estão faltando para crescer às custas e às costas de nossos irmãos trabalhadores(as) rurais. 

Confira a publicação, a seguir:


COMUNICADO À SOCIEDADE MIRIENSE

Em virtude da brusca desvalorização do preço do açaí inatura, ocorrido na semana passada, sem nenhuma justificativa e, compreendendo a necessidade de oferecer resistência a uma suposta formação de cartel envolvendo empresas compradoras deste produto, nós, entidades abaixo assinadas, convocamos nossos associados e associadas a interromperem a coleta e venda do açaí, até que normalize tal situação, estendemos também este apelo a todos os demais produtores e produtoras deste município, que sabem o custo de produção do produto açaí tão bem como sua importância na economia local. Não podemos ficar refém desse monopólio, onde a indústria paga quanto quer, o atravessador trabalha com margem de lucro restando ao produtor arcar com todas as despesas de produção como manejo, limpeza da propriedade e colheita do produto. Informamos também que interpelaremos junto às autoridades, para que sejam tomadas todas as medidas judiciais cabíveis.
“Açaí com Preço Justo, Garantia de Qualidade de Vida!”
Assinado:

Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Igarapé-Miri (STTR)
Federação das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidaria do Baixo Tocantins (FECAFES).
Associação Mutirão de Igarapé-Miri.
Cooperativa dos Empreendedores Populares de Igarapé-Miri (CAEPIM)
Cooperativa de Desenvolvimento de Igarapé-Miri (CODEMI)
Associação de Assentamento Agroextrativista Emanuel do Município de Igarapé-Miri (FIM)


(Eliézer Souza dos Santos; Presidente do STTR - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Igarapé-Miri, via Facebook)

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E vamos dizendo mais e mais.


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

NA IGREJA CATÓLICA ROMANA, A DIOCESE DE CAMETÁ (PA) TEM NOVO BISPO

Prof. Israel Araújo (editor; poemeiro@hotmail.com)


(Rádio Vaticana, na web)

A Igreja Católica Apostólica Romana, maior denominação religiosa atuante nestas bandas (e no Mundo todo), instalada na região tocantina sob responsabilidade e gerenciamento da Diocese de Cametá (PA), "acordou" com seu novo Bispo, no dia 27/09/2017, depois de nomeação pelo Papa Francisco. A notícia correu mundos e, rapidamente, se espalhou (ou se espraiou) por todas estas bandas paraenses. É que, há meses, essa decisão era aguardada, depois que Dom Jesus Maria foi transferido de Cametá para Bragança (PA), ficando em seu lugar um Administrador Apostólico, Pe. João Timóteu.

Inclusive, havia indagações se um dos membros do Clero, nesta Diocese de Cametá não seria chamado ao bispado à mesma. Forte engano de que assim se lançou a refletir; e a rezar/orar. A decisão de Sua Santidade foi por um padre acreano, "José Altevir da Silva, C.S.Sp.", nascido "em 30 de novembro de 1962 em Ipixuna, Diocese de Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre" (radiovaticana.va). Segundo a divulgação oficial da Igreja, o futuro Dom Altevir:


Estudou Filosofia no Seminário Interdiocesano de Manaus (1983-1984) e Teologia no Seminário Maior de São Paulo (1987-1989; 1992). Além disso, foi missionário na Nigéria (1990-1991). Emitiu os votos perpétuos em 18 de novembro de 1989 na Congregação do Espírito Santo e foi ordenado sacerdote em 6 de dezembro de 1992.
No decorrer do ministério sacerdotal, desempenhou os seguintes cargos: serviço pastoral em Belo Horizonte e Vilhena (1993-2002); Formador dos estudantes de Filosofia e Teologia na comunidade “Padre Laval” no Jardim Planalto, São Paulo (2002-2008); Secretário-Executivo da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Episcopal Brasileira (2008-2012). Desde 2 de fevereiro de 2012, é Superior Provincial da Província da Congregação no Brasil. (idem)


Fontes ligadas à Paróquia de Sant'Ana, em Igarapé-Miri (PA), logo passaram a replicar um resumo do que seria o Currículo do Sr. Altevir, como segue:


Curriculum Vitae do Bispo eleito de Cametá:


José ALTEVIR (...) iniciou sua caminhada com os missionários espiritanos, sendo o primeiro seminarista em Cruzeiro do Sul-AC, dando início o Seminário Espiritano naquela cidade, pois até então, não havia Seminário na Região. Os estudos filosóficos foram iniciados em Manaus, concluindo-os na PUC-MG, em Belo Horizonte. Fez o noviciado em Ceilândia- DF, no ano de 1986.

Em 1987 iniciou seus estudos teológicos, no ITESP, em São Paulo/SP. Fez os votos perpétuos na Congregação do Espírito Santo, aos 18 de novembro de 1989, em São Paulo-SP. Fez o estágio missionário na Nigéria, West Africa, por um período de dois anos. Foi ordenado presbítero no dia 06 de dezembro de 1992, em Cruzeiro do Sul-AC, pelas mãos de Dom Luiz Herbst, CSSp.

Em 1993, estudou Psicologia na PUC-MG, e foi vigário paroquial na Paróquia Divino Espírito Santo, em Contagem-MG. De 1994 a 1998, foi vigário na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Vilhena-RO. Trabalhou com os agricultores e na cidade. Acompanhou de perto o massacre de Columbiária, em RO, sendo o ponto de referência em apoio às vítimas do massacre, na Diocese de Jipará-ROEm 1999, foi para o Rio de Janeiro, onde fez o CETESP (Centro de Estudos e Espiritualidade para a Vida Religiosa), por um período de seis meses. Participou de vários Simpósio de Missiologia, entre eles, Teologia para uma missão pós-conciliar a partir da América Latina hoje. (grifos nossos)

Foi formador por nove anos. Sendo três como formador na Filosofia e seis como formador na Teologia na Congregação do Espírito Santo, em São Paulo-SP. De 2007 a 2012, foi assessor da dimensão missionária, na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e secretário Nacional do Conselho Missionário Nacional – COMINA e assessor da Comissão da Missão Continental.
Em 2012, foi eleito provincial da Província Espiritana no Brasil, e reeleito para a mesma missão em 2015. Línguas: português,  Inglês e Espanhol.
Na área da Espiritualidade, é orientador de retiros
Formado em Fotografia.

Junto à CRB, em São Paulo, foi assessor do JUNINTER e NOVINTER na área da missiologia. De 2012 a abril de 2017, foi coordenador da União das Circunscrições da América Latina – UCAL – formados por Grupos e Províncias dos espiritanos na América Latina.

Pe. José Altevir da Silva, CSSp, é conhecido por Padre ALTEVIR. (FIM)

Trata-se, portanto, de um líder religioso "estudado", como dizemos Nós, os povos "cabocos" do interior do Pará. Sua formação acadêmica e a indicada condição de poliglota dão o tom de uma autoridade, também, acadêmica (o que este editor considera muito importante para a atuação dos/as líderes, em todas as áreas de atuação, laicas ou eclesiais). Uma carreira religiosa, acadêmica e de missão muito elogiável. Mas o povo destas bandas ainda não conhece sua atuação de liderança pastoral.

Está informado, acima, nesse Curricullum, que Pe. Altevir "trabalhou com os agricultores" e que acompanhou "de perto o massacre de Columbiária, em RO, sendo o ponto de referência em apoio às vítimas do massacre, na Diocese de Jipará-RO", dados que enchem o povo católico (e outros, cremos) de esperança, pois a antiga Prelazia de Cametá (hoje, Diocese) sempre esteve ao lado do povo pobre, sofrido, despojado pelas elites ricas/latifundiárias/políticas destas bandas. No sofrimento causado por elas (que perdura até hoje...), essa Igreja aqui instalada sempre esteve ao lado dos "pequeninos de Jesus", trabalhando para que todos tenham vida "e a tenham em abundância": e, nestes tempos tão sombrios, a Saúde Pública, a Educação e a segurança públicas (para citar apenas essas) estão matando tantos de Nós. Que Altevir, junto a tds e todas, nos ajude a viver melhor - pois rezar e orar já o sabemos bem.

Rapidamente, claro, a notícia correu a Web, conforme apontado a seguir:


(Print Blog Poemeiro)



domingo, 10 de setembro de 2017

Parceria poética: INVERNO NOSSO, OUTONO DELES (Dina Miranda)

INVERNO NOSSO, OUTONO DELES
Dina Miranda

O inverno ainda não passou
A colheita foi tão fraca
E quase não vimos frutos esse ano
Talvez não façamos a colheita tão cedo
Nossas dispensas estão tão vazias
Nossas crianças choram
De fome e tremem de frio

O inverno está tão intenso
Tão forte esse frio que chega
a doer na pele
Nossas crianças não têm cobertor
Elas tremem de frio
Pedem que as abracemos
Para tentar com o calor de nossos corpos
Aquecê-las
É difícil aquecer todas

São muitas que tremem de frio
Que choram de fome
Aqui em baixo
Não para de chover

Enquanto olho pro alto
E lá parece que o outono não passa
A colheita deles é sempre incansável
Todo dia vejo suas árvores fartas de frutos
Esses frutos não caem aqui
Não caem aqui
Sempre vejo suas crianças sorrindo
e comendo os frutos de suas árvores
Parecem não sentir nunca frio
Parece que nunca chove lá
Parece que o inverno
É somente nosso
E o outono somente deles
Aqui embaixo ouço choros
Sempre de crianças


De cima
As gargalhadas soam tão alto
Que os choros de nossas crianças
Ficam sem som para eles
O outono deles parece quentinho

Suas crianças parecem tão aquecidas
Até parece que vivemos em um mundo
Com apenas duas estações
E elas... que nunca acabarão?
Que continuarão a dividir dois Povos:
O de cima e o de baixo.

O outono é deles de cima,
E o nosso sempre é o inverno…

sempre é O INVERNO.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

DESFILE: "Comentários" de locutor de Peso Pesado podem ter gerado protesto de Banda "da Enedina"

Prof. Israel Araújo (editor; poemeiro@hotmail.com)


O último dia de Desfiles da "Semana da Pátria" 2017, realizada pela Secretaria de Educação de Igarapé-Miri (PA), trouxe uma bonita demonstração de indignação da parte de uma das maiores bandas destas bandas (se não a maior/mais tradicional); a chamada "Banda da Enedina", ao final do Desfile da citada escola estadual, momento em que já era uma tradição o povo presente aos desfiles assistir às belíssimas apresentações de uma das bandas marciais mirienses mais respeitadas fora do Miri, em outros municípios, outros estados; várias vezes campeã.

Acontece que, no final do Desfila da Escola Estadual de Ensino Médio "Enedina Sampaio Melo", a Banda não se apresentou (há explicações de bastidores que seguem em duas direções: uma em razão de que a mesma não teria conseguido apoio para se organizar da maneira que a mesma merece e, assim, abrilhantar o público com um show à parte: e assim eram seus shows, sempre; a outra explicação seria em razão de orientações da gestão municipal, para que as Bandas não se apresentassem ao final dos desfiles das escolas, que apenas puxassem as instituições, e que no final deste setembro teria uma rodada pública de apresentações)...

Com base nessa segunda possibilidade de explicação (o que, de certa forma, está afirmado em discurso de redes sociais do Gestor da Enedina, Carlos Alberto Castro) não teria havido um protesto; mas aí entra  em cena (repetiu-se muito as vezes) a figura de um dos locutores do Governo Peso Pesado (PMDB) Sr. José Roberto Franco (ex-Secretário de Assistência Social de Peso Pesado em 2015), que fez comentários à Banda, em tom pesado, de críticas, a exemplo de "puxão de orelha" de pais em filhos.

Diante dessa realidade, a Banda acabou por fazer uma apresentação em frente ao Palacete "Senador Garcia", mostrando a força de seu trabalho (da Banda, pois o "Palacete" é sede do governo municipal, que tem como Prefeito o mesmo Peso Pesado/Ronélio Quaresma).

Analisando posicionamentos diversos, nas ruas, entre servidores públicos, em transportes coletivos, é possível afirmar que essas falas de Franco podem ter inflamado os ânimos dos líderes e integrantes da Banda "da Enedina". Os mesmos podem ter se sentido ofendidos. Uma fonte deste Blog chegou a afirmar, em bom tom, com ares de aborrecimento: "O Zé Roberto tem sido UM CÂNCER onde ele tá" (Franco é um dos que respondem a processos judiciais, juntamente com Peso Pesado, em razão da gestão deste, entre janeiro e junho de 2015; foi o locutor oficial da Campanha eleitoral em 2016, vencida por Peso Pesado e estaria, agora, na unção de Assessor de Comunicação Social do citado Governo). O comentário da fonte se refere à passagem do locutor pelos governos de Roberto Pina (PT), no qual era locutor de eventos e, depois, ferrenho lutador na campanha à prefeitura, em 2012; depois, à atuação como Secretário de Assistência Social (2015) e, logo, na campanha de Peso Pesado (PMDB) à Prefeitura, nesse ano, e, depois, em 2016, na campanha à Prefeitura (vitoriosa para Pesado e Antoniel / PMDB-PEN).

E outras possibilidades de explicação para esse importante ato democrático da Banda ainda podem existir. Houve muitas manifestações de apoio e/ou críticas à atuação (ou seja, não atuação) da citada Banda. Uma das professoras mais conceituadas da Escola Enedina, pela qual se aposentou anos atrás, Maria Alexandrino Corrêa, desabafou: "ESAM [Enedina Sampaio Melo] o meu respeito a muitos! Mas o meu repúdio a banda particular dessa Escola que não respeitou o seu público!", via Facebook.

Em comentário nas redes sociais, um dos fundadores/as da Banda da Enedina assim se manifestou:

Eu coordenei e instruí a banda do Ginásio durante exatos 22 anos durante os quais passaram pelo poder 5 governos estaduais e 5 governos municipais que nem sempre concordava. Nunca incentivei ou permiti que no nosso grupo houvesse esse tipo de desrespeito. Um ato simplesmente desnecessário pois existem mil formas de protestar sem tentar atingir alguém com atos pessoais. Isso decorre em parte por culpa de algumas direções de escola que terceirizam autonomia de algumas responsabilidades que são ou deveriam ser exclusivas da Instituição escolar representada no ato do desfile. Professora Alexandrino minha amiga e parceira, sentimos esse filme de longe.
(Gelffson Lobo, Secretário de Governo de Peso Pesado)

E teve, ainda, protestos contra o próprio prefeito Pesado Pesado, no Desfile em Anapu, Vila Menina Deus. Aluno do Médio saiu às ruas com um CARTAZ "FORA PESADO", informando que o povo não é "besta". E não é, mesmo.

Só resta saber se os governistas lidarão com essas manifestações de modo democrático ou não, pois os meses de 2017 estão assustando muita gente em Igarapé-Miri.

É isso; INDEPENDÊNCIA OU MORTE (da Democracia).