quarta-feira, 21 de junho de 2017

SINTEPP QUER PCCR PARA GRUPO DE APOIO DA EDUCAÇÃO MIRIENSE (Gazeta Miriense)

 Saiu no Blog Gazeta Miriense; importante matéria sobre a luta do Sintepp em prol dos Servidores/as da Educação Pública Municipal. Confira:


O Sindicato dos Professores em Educação Pública em Igarapé-Miri vem travando intensa luta para contemplar os funcionários do GRUPO DE APOIO DA SEMED com um Plano de Cargos e Salários.
Os professores tem seu PCCR, os da Saúde também foram contemplados durante a gestão Roberto Pina.
E nos últimos anos a luta do Sintepp ganhou certa aceitação para o debate público, mas depois parou no Palacete Senador Garcia.
Agora pedem que o Governo Pesado dê encaminhamento para que se torne um Projeto de Lei Municipal.
Vejam o inteiro teor do ofício feito pelo Sintepp:

Ofício nº 040/2017               
Igarapé-Miri (PA), 20 de maio de 2017
Da: Coordenação da Subsede
Ao: Prefeito de Igarapé-Miri (PA)
Exm. Sr. Ronélio Antonio Rodrigues Quaresma
Palacete Senador Garcia, 252, Centro, Igarapé-Miri, Pará
ASSUNTO: Encaminhamento (FAZ) – Minuta de Plano de Carreira para os Trabalhadores/as do Quadro de Apoio da rede de ensino de Igarapé-Miri (em construção)

SENHOR PREFEITO,
Ao cumprimentar V. Excia, sirvo-me do presente para, com extrema satisfação, encaminhar à apreciação de Vossa Assessoria Jurídica e submeter a vosso juízo, uma Minuta de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração para os Profissionais do Grupo de Apoio (não-docentes), também conhecido como PCCR DE APOIO, o qual resulta de esforços históricos deste Sindicato, inclusive resulta de pauta da Greve Nacional da Educação de 2011, de construção entre Sintepp e representantes de governos anteriores, com especial atenção para as mobilizações de 2015 e 2016 (inclusive Paralisação em nov. 2015), discussão entre Vereadores(as), Coordenação local do Sintepp e Membros do governo Roberto Pina Oliveira (2015, 2016). Decorre de esforços concentrados e estudos técnicos, com produção escrita entre dez. 2015 e abril 2016. Foi protocolada pelo então Secretário de Educação Janilson Oliveira Fonseca, em abril de 2016, junto ao Gabinete do Exm. Sr. Prefeito de Igarapé-Miri, em formato de PCCR Unificado.
Ocorre que, decorridos mais de 13 meses e sem a Minuta de 2016 ter sido encaminhada ao Poder Legislativo para instituir um Plano de Carreira Unificado (Magistério e Apoio), e analisando as dificuldades financeiras pelas quais passa o Município de Igarapé-Miri, em especial quanto aos repasses do FUNDEB à Secretaria de Educação desta terra, optamos por, neste momento, oferecer um proposta que cria um Plano de Carreira para o Grupo de Apoio da Educação (não-docentes), acima de tudo porque este Sindicato reconhece, há décadas, que os “educadores” não são somente os Professores/as; temos certo que, no conjunto do processo educativo, TODOS E TODAS que atuam nas unidades escolares e noutros espaços são, de fato, Educadores/as. O ato de educar, em termos de escolaridade oficial, já o sabemos, não se resume ao trabalho dos Professores(as), muito nobre trabalho.
Portanto, Excelência, os Agentes de Portaria e Ag. Administrativos, também são educadores (as); os Assistentes Administrativos, Auxiliares de Serviços Gerais, os Vigilantes, os Zeladores(as) e todos os demais trabalhadores não-docentes são, indiscutivelmente, educadores(as). É também por isso que municípios como Abaetetuba têm em seus Quadros de Pessoal da rede de ensino os Auxiliares de Serviços Educacionais (em lugar de Auxiliares de Serviços Gerais) e têm os Motoristas do Transporte Escolar e Assistentes Administrativos Educacionais, entre outros. Os atuais cargos seriam, logo, transformados em outros, e outros mais poderiam ser criados.
Este nosso pleito, que é pleito de toda uma Categoria, se justifica pela urgente necessidade de se combater a discriminação, praticada historicamente, contra os profissionais da Educação não-docentes; e contra essa discriminação vem lutando este Sintepp há décadas. Conquistamos um PCCS (Plano de Cargos e Salários), em 2006, e um PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração), em 2010, mas sempre somente para o Grupo Magistério (Gestores, Coordenadores Pedagógicos e Professores/as); os profissionais de Apoio (não-docentes) sempre estiveram excluídos da possibilidade legal de ter uma Carreira, de melhorar nos aspectos de Formação/Aprimoramento, combinado com a elevação gradual na Remuneração. A isso, Excelência, chamamos de gravíssimo erro histórico e este Sindicato não vê nem sombra de ferimento à legislação, caso Igarapé-Miri venha a ter, aprovado, sancionado e em vigor, um Plano de Carreira para o nosso Quadro de Apoio.
Entendemos que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) de nº  9.394/1996, de 20/12/1996, em seu Art. 3º, VII (“valorização do profissional da educação escolar”), já consagra esse direito. De outra parte, reconhecemos, sem nenhuma possibilidade de erro de interpretação, que a nossa recente legislação municipal, ao tratar das Metas para a educação pública em Igarapé-Miri, na década 2015-2014, no Plano Municipal de Educação de Igarapé-Miri (Lei 5.098/2015, de 19/06/2015), consagra esse direito aos profissionais da educação não-docentes, conforme sege:
META 15 – Valorizar os (as) profissionais do magistério da rede pública municipal da educação básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos (as) demais profissionais com escolaridade equivalente, e assegurar o Plano de Carreira para os profissionais da Educação básica, tomando como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal até o final do 5º (quinto) ano de vigência deste PME (Metas e Diretrizes do PME-Igarapé-Miri, 2015-2024, grifado).
É sabido de V. Excelência que os “profissionais da Educação Básica” são todos os servidores e não somente os do Magistério.
Por fim, Excelência, é sabido que os profissionais do Magistério Municipal têm um Plano de Carreira, que os profissionais da Saúde também o têm e que há várias movimentações de Categorias distintas destas que almejam, com razão e amparadas na justiça, a criação de Plano de Carreira. Nesse sentido, temos a possibilidade de legar a todos esses profissionais os respectivos planos de carreira, mas respeitadas as especificidades e atentando-se para as prerrogativas de cada Categoria, suas áreas de atuação, a especificidade da Progressão, da elevação de escolaridade (acredita-se, distinta para cada caso), a possibilidade de implantação de programas de formação e outras. Não é possível, Excelência, que concebamos a atuação de Servidores/as de Apoio como se fossem uma categoria só, assim como sabemos (por exemplo) das especificidades historicamente construídas entre a categoria de Professores(as) da Educação Básica (Educação Infantil, Anos e Séries Iniciais/Finais, Educação do Campo, Educação Especial, de Jovens e Adultos…) e a de Professores da Educação Superior.
Esperamos contar com a manifestação de V. Excelência, dentre outros motivos, ALÉM DO FATO QUE QUE APRESENTAMOS UMA PROPOSTA EM CONSTRUÇÃO, nos colocamos à disposição para a realização de reuniões com sua equipe técnica, caso haja essa DISPOSIÇÃO DE ENCAMINHAR, EM BREVE, um Projeto de Lei de criação deste PCCR à Câmara Municipal de Igarapé-Miri. Não havendo essa disposição de mais brevemente reparar essa discriminação e esse erro histórico, então nosso proposição é pelo PCCR Unificado, conforme apontado acima.
É o que se apresenta para o momento.
Atenciosamente,
Prof. M.Sc. Israel Fonseca Araújo
Coord.-Geral / Subsede de Igarapé-Miri

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A "confusão" sobre Miriam Leitão: se foi agredida ou não, o certo é que pode ser bem analisada a questão das violências

Acompanhe esta fundamentada reflexão do Prof. Dr. e Pesquisador da UNB, Luís Felipe Miguel:


"Antes que saquem a carta de gênero, não custa lembrar que, com o retrocesso nos direitos, as mulheres trabalhadoras são as primeiras vítimas do golpe que Leitão contribuiu, no limite das suas forças, para produzir. Então vamos pensar no tamanho da violência sofrida, entre a jornalista da Globo no avião e a operária, a balconista ou a camponesa, e calibrar nossa indignação de acordo".


Eu não queria mais falar do affair Míriam Leitão, mas há algo que está incomodando demais. É a epifania que o episódio gerou em alguns, a visão de que há uma "selvageria" que a esquerda precisa a todo custo extirpar. Com argumentos delirantes e um bom-mocismo de gelar os ossos.

Primeiro, muita gente ignora um fato central: a tal agressão provavelmente nunca existiu. Há as incongruências do relato dela, há o timing estranhíssimo, há os depoimentos, vários, que a contradizem. Daí eu leio gente dizendo que não se pode duvidar da vítima. Isso, me perdoem, é uma demência. Há uma falha lógica. Se não houve agressão, não há vítima, então não há porque deixar de duvidar...

A regra de aceitar a denúncia da vítima como ponto de partida nasceu no contexto do descaso generalizado das polícias diante de casos de violência sexual. É uma regra muitíssimo razoável. Mas não implica negar a possibilidade de denúncia falsa, muito menos estabelecer um dogma de que qualquer pessoa que acuse outras de uma violência sempre merecerá crédito irrestrito e a despeito de quaisquer evidências contrárias.

Parece que o que sobra são algumas cantorias esparsas contra a Rede Globo em momentos isolados do voo, algo pouco educado, talvez, mas que nem de longe justifica tamanho auê. Muito menos que se compare com linchamento, amarrar em poste etc. É o tipo de discurso que evoca um clássico da minha infância, sempre útil para encerrar a discussão: apelou, perdeu.

Caso a agressão tivesse se desenrolado de fato da maneira como Leitão a narra, caberia discutir a gravidade dela. Eu, pessoalmente, acho que o escracho é algo sério, que deveria ser reservado para circunstâncias igualmente sérias. Acho, sobretudo, que é necessário pesar seu resultado líquido: escrachar um torturador tem certamente um resultado diferente de escrachar uma jornalista reacionária. O torturador é desnudado; a jornalista pode posar de mártir da liberdade de expressão. Portanto, o escracho no avião teria sido provavelmente uma besteira, um exercício mal direcionado de agressividade, uma catarse politicamente mal calculada. Mas está longe de ser um crime de lesa-humanidade. Li também gente dizendo que não se podia escrachar Leitão porque ela é reacionária mas "sempre defendeu os direitos humanos". Com que conceito de "direitos humanos" se está trabalhando, em que a proteção ao trabalhador e a garantia da velhice digna, por exemplo, não entram?

O meu incômodo, afinal, está nisso. Tanta indignação porque, aparentemente, está faltando finesse do nosso lado. Enquanto isso, a opressão cotidiana das maiorias continua normalizada. Antes que saquem a carta de gênero, não custa lembrar que, com o retrocesso nos direitos, as mulheres trabalhadoras são as primeiras vítimas do golpe que Leitão contribuiu, no limite das suas forças, para produzir. Então vamos pensar no tamanho da violência sofrida, entre a jornalista da Globo no avião e a operária, a balconista ou a camponesa, e calibrar nossa indignação de acordo. Esse bom-mocismo é a marca de uma esquerda que tem medo do embate político, que vê o conflito social como diletantismo, que está focada na admiração de suas próprias qualidades.

Minha linha divisória não está nas boas maneiras; é quem quer a democracia e a garantia dos direitos contra quem não quer. Do lado de cá, tem gente rude, tem gente que perde a cabeça, tem gente que xinga, tem gente com uma visão política que acho limitada. Discordo, muitas vezes, às vezes posso até me exasperar, mas discordo estando do mesmo lado. O caso de Míriam Leitão, mesmo que fosse verdade, estaria longe de justificar tamanha revolta moral. Afinal, estamos falando de política, do futuro de milhões de pessoas de carne e osso e do envolvimento muitas vezes apaixonado com causas e ideais. E no Brasil. Não estamos falando de um baile a fantasia em alguma Noruega mítica.

(FIM)






quarta-feira, 14 de junho de 2017

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO, "CARLÃO", TENTANDO DESTRUIR O TRABALHO DE IMPLANTAÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Saiu no Blog Gazeta Miriense:



Blog GAZETA MIRIENSE; junho 13, 2017

Esta semana foi quente na SEMED. Além das tantas broncas já divulgas, ainda tem mais uma que tá no forno. A tal criação do CONSELHO DE EDUCAÇÃO.
A SEMED travou e não aceita negociar se não tiver a maioria dos membros. Ou seja, não quer uma escolha livre entre as entidades, apenas colocar seus apadrinhados e apoiadores. Essa disputa promete, pois nem o representante do Ministério Público conseguiu resolver o caso hoje.
Vejam a matéria sobre essa situação:
Segundo o Sintepp, Secretário Professor Carlão não aceitou negociar sobre o Conselho de Educação

A situação de gestão e, por conseguinte, situação política do atual governo vai de pior a muito pior. Já não bastassem a necessidade de Vereador entre com pedido de CPI para fazer frear processo “licitatório”, na verdade DISPENSA DA LICITAÇÃO sem reais motivos justificados, de contratação (por mais do um milhão de reais) de empresa de Lixo (CPI do Lixo Milionário), de várias representações já estarem em curso no Ministério Público (via Promotoria de Justiça de Igarapé-Miri, recebidas pelo Promotor de Justiça Titular, Daniel Menezes Barros), não bastasse o caos nos transportes escolares (principalmente aquaviários) e ausências prolongadas de merenda escolar, com visível desrespeito à lei que trata da “merenda escolar regionalizada”, não bastasse isso tudo e as denúncias de cerca de 900 Servidores contratados, talvez perto de mil…
Não bastasse isso tudo, no dia 13 de junho, dia do santo “casamenteiro” (Santo Antonio), o Secretário de Educação de Igarapé-Miri, Raimundo Carlos Castro, decidiu por não aceitar proposta do Sintepp, em reunião mediada pelo Promotor Daniel Barros, no que tange a continuar a implantação do Conselho Municipal de Educação de Igarapé-Miri. Segundo o sindicato, já foram escolhidos, em assembleias devidamente convocadas e realizadas, nos dias 16/12/16 e 21/12/16:
representantes do Magistério municipal (Isaac Fonseca Araújo, professor, atua na Educação do Campo em Igarapé-Miri, Mestre em Sociologia/UFPA; Valdeci de Jesus Vasconcelos Nonato, pedagogo e filósofo, Professor na rede de Igarapé-Miri e Especialista em Educação na Seduc-PA);
representante dos Gestores escolares municipais (Rosilda dos Santos, pedagoga, atua na Escola Caetano Leão, Vila Suspiro, há vários anos, primeira gestora escolar eleita da história de rede municipal de ensino de Ig.-Miri);
representante do Magistério estadual (Alzyr Gonçalves de Melo; pedagogo, historiador, atua na Escola Dalila Afonso Cunha, em Vila de Maiauatá);
representante do Quadro de Apoio (não-docentes) (Josival Moraes Quaresma), servidor concursado no Quadro da SEMED (cada membro eleito tem seu Suplente, segundo o Sintepp, na ordem: Auricelia da Conceição Castro, Alcinete Silva, Antonio Marcos Quaresma Ferreira e Ângela Araújo da Silva)
Além desses, informa ainda o Sintepp, a Comissão de Educação da Câmara de Igarapé-Miri escolheu Titular e Suplente (Vers. Valdir Jr./PT do B e Guto da Comunidade/PV) e o Sintepp elegeu seus Titulares e Suplentes (Israel Fonseca Araújo e José Moraes Quaresma; Gênesis da Silva e Silva e Tibúrcio Farias Machado). Solicitado pela Comissão de Implantação do CME para indicar seus dois Titulares e dois Suplentes, o Titular da SEMED não respondeu o Ofício 003/2017 da Comissão (06/2/17).
Já em início de janeiro/2017, o Secretário de Educação teria recebido robusto Relatório da primeira etapa de implantação do Conselho, com cerca de 20 páginas, detalhando o processo de escolha dos representantes das quatro categorias, e propondo sugestões. Documento assinado pelos membros da Comissão, definidos em 2016.
Logo cedo, à tarde, o coordenador do Sintepp soltou Nota, em tom de indignação. Confira:
“Em uma rápida reunião, depois de propor ao Titular da SEMED a finalização do processo de implantação do Conselho Municipal de Educação de Igarapé-Miri, sob mediação do Promotor Daniel Menezes, o prof. Carlão não aceitou. Como o Sintepp não aceita ser desrespeitado em seu trabalho (realizado de modo organizado, técnico, em 2016) e não deita em redes mal amarradas, decidimos por parar de discutir o assunto e deixar o Promotor seguir suas intervenções. O Sintepp seguirá suas intervenções. Temos assessoria jurídica e um histórico que falam muito bem de nossa entidade. Secretário Carlos tbm informou que trouxe de volta a Semed a professora Sílvia Helena, que a mesma está fazendo o Fórum Municipal de Educação funcionar. Sintepp respeitará a ação discricionária e atuará em seguida. Como está atuando hj e ontem. Estamos mais preocupados, a gestão está piorando, mas estamos fortes. Não são derrotas. Prof. Israel” (Grupo do Sintepp no WhatsApp)
ENTENDA MAIS O CASO
Para a implantação do Conselho, na verdade escolha dos 13 membros Titulares e 13 Suplentes, foi criado um grupo de trabalho (chamado de Comissão de Implantação), via Decreto-GP 027/2016, de 12/12/2016, com responsabilidades definidas e duração de 04 (meses) para conclusão dessa etapa de escolhas. O GT tinha 02 membros da SEMED e 02 do Sintepp – Subsede de Igarapé-Miri, cujos efeitos legais seguiram até 11/04/2017, uma vez que “não houve destituição da Comissão de implantação”, garante Israel Araújo, professor, Mestre em Letras, coordenador local do Sintepp em Igarapé-Miri. Mas, apesar dos sugeridos esforços da Comissão, em 2016 (quando somente membros que são servidores efetivos foram eleitos), os trabalhos não seguiram em 2017, pois o Secretário de Educação não indicou o dois Membros da SEMED à Comissão.
Para finalizar o processo de escolha dos 13 membros (além do assento nato do Secretário de Educação) está faltando, assegura Araújo, a indicação de dois representantes do Executivo municipal e eleição de: um aluno, um pai de aluno e um membro de estabelecimentos particulares com sede no município.
(...) FIM


_____________________


E é claro que o Sintepp não se calará diante de mais esse caso de abuso. Questão de omissão diante do dever de fazer (demandado pela Carta Política de 1988, que obriga a fazer por haver determinação legal), abuso de poder e outras práticas.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Pré-Lançamento do CD "Voz de Poesia", de Israel Araújo e Antonio Marcos Ferreira (2017)

Um primeiro Poema, de nossa autoria, lançado em formado de áudio-poesia; integra a Coletânea de 27 Poemas, de Antonio Marcos e Israel, reunidos no CD "VOZ DE POESIA: Poemas em Contrastes", desses poetas (Estúdio JM). Confira: 

Lançamento: Prosa-Poema "Bancários" (discussão sobre quem tem grana) - Israel Araújo

quinta-feira, 8 de junho de 2017

TEXTO MUITO SÉRIO: Sobre o Julgamento (no TSE) que poderá cassar a Chapa Dilma/Temer (2014); ou que poderá livrar Temeroso da perda do Mandato (que não é dele):

 
RECURSOS ILÍCITOS CONTAMINAM OS LÍCITOS E AS DOAÇÕES LEGAIS NÃO PURIFICAM AS ILEGAIS:


Foi isso que o Ministro H. Benjamin (do Tribunal Superior Eleitoral - TSE) disse? A discussão feita por ele (Benjamin), contra a qual os ministros indicados por M. Temer e Gilmar Mendes tanto tentam minorar, é brilhante. Quase que, no mérito, Benjamin afirma que o "Caixa Dois" é suficiente pra cassar; não importa se os recursos vem de modo legal ou ilegal. Sendo Caixa Dois, deve haver cassação.

Agora, peripécias:

1 - Gilmar Mendes, em 2015, tinha de defender a cassação da Chapa D/T, pois sonhava com eleições nas quais Aécio Neves (PSDB) pudesse (sonhava Mendes) se tornar presidente eleito e ter, de volta, o PSDB na liderança do governo federal; atualmente, ele precisa livrar Michel Temer da cassação, mas seus argumentos de 2015 falam contra ele, Mendes; por isso, Benjamin (em brilhante atuação) tanto se reporta ao voto e ao Acórdão decorrente desse Voto de Mendes, em 2015; Mendes continua com as calças arriadas;


2 - H. Benjamin usa argumentos para defender que fatos "novos" devem ser considerados; Luix Fux (levado ao STF pelo PT; está no TSE por ser do STF...) é favorável à posição de Benjamin; Rosa Weber, presidente do STF e tbm Membro de TSE, segue nessa linha; Gilmar Mendes (eterno aliado do PSDB, mas que agr precisa ir contra a demanda inicial do PSDB-----) conta, até agr, com 03 Ministros que o seguem, dando a entender que conseguirão livrar Michel Temer da degola;


3 - Benjamin joga o tempo td com a posição de Gilmar Mendes (em 2015) para tentar conseguir chegar ao objetivo de conquistar maioria para a sua (de Benjamin) posição: assim, a chapa D/T seria cassada e, Temer, coitado----- mas Gilmar Mendes precisa evitar isso; a estratégia discursiva de Benjamin é excelente, aliada à indescritível cobertura que a Mídia faz e que as redes sociais dão;


4 - A Rede/TV Globo, capitã do Golpe à Democracia no Brasil (o Golpe de 2015-16) quer rifar Michel Temer, pois NÃO PODE continuar atrelada, deitada às costas desse "governo" (se continuar defendendo um golpista que tem 3% de aprovação, com as crises de baixas a que a emissora/empresa tem se submetido, já viu!!!!); mas a emissora precisa que haja eleições indiretas, pois alguém do PSDB (como Tasso Jereissati) poderia levar, ou FHC, ou João Dória?????. Se tivesse Eleições Diretas......


5 - Esse Julgamento está sendo bem discutido em seus méritos, sobretudo pelo competentíssimo Luiz Fux (carreira dele é de matar a gente de inveja) e pelas falas de H. Benjamin, mas é (o Julgamento do TSE), acima de tudo, JULGAMENTO POLÍTICO; Gilmar Mendes e seus seguidores precisam livrar Michel Temer dessa perda possível derrota;


6 - Questão de, ao depois, ainda ter embargos de declaração... é coisa de ao depois.


Será que a Corte máxima de Justiça Eleitoral do Brasil (TSE) fará história ao julgar Ação tão importante, mas usando argumentos para boi dormir, em troca de agradar a uma determinada estrutura política deste achincalhado Brasil?


Cruz Credo, se limpem, Excelências.


Prof. Israel F. Araújo


quarta-feira, 7 de junho de 2017

TRISTE NOTÍCIA: "Funcionários da Seduc e empresária são presos" (Diário online)

Pois é, a Polícia está prendendo a gente aliada a Simão Jatene. Será que este mundo está mudando:


Na manha de hoje, 07/05/17, foi dado cumprimento a 04 mandados de busca e apreensão e 04 mandados de prisão preventiva na Operação Policial Tardatus. As investigações têm por objeto apurar desvios de recursos públicos na SEDUC (Secretaria de Educação do Estado do Pará, onde existe um esquema criminoso coordenado por associação criminosa em que se fraudava o recebimento de mercadorias pela SEDUC e desviava os recursos para pagamento da citada aquisição. Foram presos nesta fase da operação NORMA COELI MIRANDA DE ALMEIDA DE MOURA, GLEICIANE NASCIMENTO GAMA, LUIS MIGUEL GALVÃO QUEIROZ e SÔNIA MARIA DE SOUZA, que atuavam ativamente no esquema defraudador.

A fraude contra a administração pública consistia em forjar aquisição de produtos por meio de procedimentos licitatórios em que pessoas de dentro da SEDUC atestavam o recebimento da mercadoria, que na verdade nunca fora entregue, e posteriormente com notas falsas e atestou falsos recebiam da Secretaria os valores referente aos materiais licitados.

 Até o momento foram identificados mais de 600 mil reais que seriam desviados dos cofres públicos, mas se acredita que o total desviado daquela Secretaria chegue a vários milhões. 

Dos presos, três são ligados à SEDUC (NORMA COELI MIRANDA DE ALMEIDA DE MOURA, diretora da URE Castanhal; LUIS MIGUEL GALVÃO QUEIROZ, Assessor da Secretária de Educação e SÔNIA MARIA DE SOUZA, chefe do almoxarifado) e uma é empresária GLEYCIANE NASCIMENTO DA GAMA. 

As investigações são da Delegacia de Repressão a Defraudações Públicas - DRDP, vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado- DRCO. As prisões e Buscas judiciais foram expedidas pelo Juiz Jackson José Sodré Ferraz, juiz de Direito da 2ª vara penal de Icoaraci, Belém-PA.

As ordens judiciais foram cumpridas por equipes da DRDP e da DRCO, da POLINTER e da SUPERINTENDÊNCIA DE CASTANHAL. Os presos serão interrogados e seguirão para o Sistema Penal-SUSIPE, onde ficarão à disposição do Judiciário, detalha o delegado Carlos Eduardo Vieira, titular da DEFRAUDAÇÕES, que preside as investigações.

(Grifos deste Blog)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

PROJETO "TRAVESSIAS": Escola "Dalila Afonso", em Vila Maiauatá, dá início a Aulas de Reforço preparatórias ao Enem 2017

Israel F. Araújo (editor/responsável; poemeiro@hotmail.com)


(Divulgação)

A Escola Estadual de Ensino Médio "Professora Dalila Afonso Cunha", unidade escolar da Seduc-PA, sediada em Vila Maiauatá, cerca de 16 Km da cidade de Igarapé-Miri, deu início (em 03/06/2017) a Projeto de extensão, de iniciativa de um grupo de professores(as), com apoio de grande parte da comunidade escolar. Trata-se do Projeto "Travessias": AULAS DE REFORÇO, PREPARATÓRIAS PARA AS PROVAS DO ENEM 2017, iniciativa que levará reforço à preparação que a mesma já faz, para que o alunado inscrito no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017, através de "aulas" ao sábados (de 07:45 às 11:50h), gratuitas, ao público que se inscreveu no Projeto, submetendo-se às regras básicas de funcionamento do mesmo. Dentre as mesmas, podem ser destacadas:

Participar integralmente das aulas e demais atividades, as quais devem acontecer entre as 07h30min. e 11h45min., de modo dedicado e responsável;
Não fazer uso de celular(es) e demais equipamentos que possam tirar o próprio foco e dos demais discentes, exceto quando solicitado pelos Professores(as);
Não se apresentar às atividades embriagado(a), nem fumar ou tomar outras atitudes inadequadas ao espaço escolar e à integridade de todos os envolvidos(as) no Projeto.

Segundo a organização, a ideia primeira partiu do professor Rogério Santos, que a discutiu com outros docentes da unidade. Assim, constituiu-se uma Comissão, de início com os Professores Mestres Alzyr Gonçalves de Melo e Israel Fonseca Araújo e Prof. Esp. Antonio Marcos Ferreira. Outros docentes aderiram à iniciativa, como José Moraes, Irenilde Ribeiro e Gracilene Ferreira. Além de docentes da Escola "Dalila Cunha", outros colaboradores/as devem se somar, todos de modo voluntário. O público-alvo é formado, preferencialmente, por "estudantes concluintes do Ensino Médio (3ª série) de todas as turmas da escola 'Dalila Afonso Cunha', que estejam inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 e que estejam interessados/compromissados com a realização dessas provas".

Dentre os objetivos da proposição, podem ser citados: "Potencializar a aprendizagem de estudantes que se disponham a participar do ENEM, de modo que estes alcancem um desempenho acima da média e tenham maior probabilidade de concorrer e passar em processos seletivos de ingresso ao ensino superior", como Objetivo Geral, e: "incentivar os estudantes concluintes a participar do ENEM 2017, com o objetivo de ingressar no ensino superior"; "propor e desenvolver estratégias de estudo, autônomo e direcionado". A concepção mais nuclear é a de que a proposta:

Inscreve-se em uma pretensão de potencializar e melhorar os resultados individuais dos estudantes e da escola, como todo, nesse Exame. Desenvolver-se-á a partir de aulas extras (preferencialmente aos sábados) e fomento de estratégias de ensinoaprendizagem que propiciem ao estudante desenvolver competências e assimilar, de forma otimizada, conteúdos das cinco áreas de conhecimento descritas na Matriz do ENEM.

A ideia é que o Projeto "Travessias" (de atravessar, alcançar o distante, romper barreiras, vencer desafios, chegar a outros lugares) se transforme em uma estratégia de todos os anos na escola, garantem os idealizadores(as). Não se trata de "substituir as aulas" de todos os dias, mas "de complementá-las", asseguram os coordenadores. O foco didático está nas Competências e Habilidades requeridas para a Educação Básica, em nível de Ensino Médio, com extrema preocupação com a leitura, afirmam.

O "modelo" de avaliação do Enem precisa ser incorporado, mais e mais, à vivência das escolas, pois ainda parece haver distanciamentos entre o requerido pelo Estado brasileiro (via MEC - Ministério da Educação), em suas Diretrizes, e o praticado nas extremas dificuldades de trabalho e de preparação para o trabalho a que são submetidos os Professores(as) e equipe gestora, sob liderança da Seduc-PA.


Parabéns à escola "Dalila", pela realidade em implantação.