http://www.diarioonline.com.br/noticia-226884-mario-couto-diz-que-juiz-e-suspeito.html;
18/11/2012, 19:04:36 - Atualizado em 18/11/2012, 21:30:33
"No início
da noite deste domingo (18), a assessoria de imprensa do senador Mario Couto
enviou resposta para a redação do DOL, a respeito da nota de repúdio divulgada
pela Associação dos Magistrados do Pará. O senador diz compreender a postura da
Amepa em defesa de um dos seus associados, mas nesta segunda-feira (19) irá
pedir oficialmente que o juiz Elder Lisboa, titular da 1º Vara de Fazenda
Pública da Capital, seja considerado suspeito no julgamento do processo da
Assembleia Legislativa.
O repúdio
contra o senador foi feito neste domingo (18), através de uma nota da Amepa,
após entrevista publicada no jornal O
Liberal, onde Mário Couto faz acusações ao juiz. Na entrevista, o senador
afirmar que o juiz teria exigido R$ 400 mil para excluir seu nome da lista de
pessoas acusados de envolvimento no esquema de corrupção.
Segundo a
assessoria, o senador argumenta: “Eu esperava que o juiz viesse até mim para
saber quem é esse advogado, o que ele me disse e o porquê de o advogado ter
usado o nome dele para cometer um crime. Eu esperava que o juiz me questionasse
sobre essa história até para defender a sua honra. Não tenho nada contra ele e
não adianta ele ficar aborrecido comigo, porque está tudo gravado. Ele deveria
estar aborrecido com o advogado e não comigo”.
Mário
Couto anunciou ainda, que nesta segunda-feira (19), vai pedir oficialmente a
suspeição de Elder Lisboa no julgamento do processo da Assembleia Legislativa.
Vai solicitar ainda que o Conselho Nacional de Justiça e a Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB-PA) apurem a tentativa de extorsão.
Leia a nota na íntegra
O senador
Mário Couto (PSDB-PA) diz compreender a postura da Associação dos Magistrados
do Pará em defesa de um dos seus associados. “A associação está cumprindo o seu
papel”. Mas ao mesmo tempo o parlamentar diz estranhar que o juiz Elder Lisboa
não tenha tentado esclarecer as razões que levaram o advogado a citá-lo na
conversa com o parlamentar tucano. “Eu esperava que o juiz viesse até mim para
saber quem é esse advogado, o que ele me disse e o porquê de o advogado ter
usado o nome dele para cometer um crime. Eu esperava que o juiz me questionasse
sobre essa história até para defender a sua honra. Não tenho nada contra ele e
não adianta ele ficar aborrecido comigo, porque está tudo gravado. Ele deveria
estar aborrecido com o advogado e não comigo”.
Nesta
segunda-feira (19), Mário Couto vai pedir oficialmente a suspeição de Elder
Lisboa no julgamento do processo da Assembleia Legislativa. Vai solicitar ainda
que o Conselho Nacional de Justiça e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA)
apurem a tentativa de extorsão. “Se o juiz é inocente, ele não tem com o que
ficar preocupado. Mas se ele reage desse jeito, se me ataca, é porque talvez
tenha culpa no cartório. Se não tem, deve procurar a justiça, como estou
fazendo”, disse o senador.
Mário
Couto afirmou que a gravação é recente. “Obviamente que não marquei o dia na
folhinha de quando a gravação foi feita, mas essa não deveria ser a maior
preocupação do juiz. O papel dele é outro. O meu, como senador da República,
estou fazendo. Tenho, até por obrigação, que denunciar esse tipo de coisa para
que a sociedade tome conhecimento”.
Se a
gravação fosse antiga, completou o senador, teria sido divulgada na primeira
vez em que Elder Lisboa bloqueou os bens de Mário Couto. “Não entendo onde o
juiz quer chegar, porque foi a segunda vez que ele bloqueou os meus bens e a
decisão dele foi cassada pela própria Justiça, como deverá ser cassada
novamente, agora. Portanto, se eu já tivesse a gravação, eu a teria divulgado
da primeira vez que meus bens foram bloqueados”.
O senador
reforçou que, em nenhum momento, acusou o juiz de prática de extorsão: “Nas
minhas declarações à imprensa, eu não disse que o juiz mandou o advogado até
mim. O que eu fiz foi divulgar uma gravação na qual o advogado cita o nome do
juiz Elder Lisboa. Caberá agora à Justiça apurar o caso”.
(DOL, com
informações da Assessoria)"