A Usina da Paz de Igarapé-Miri será inaugurada, neste dia 16 de janeiro, em razão do aniversário da Vice-governadora Hana; ela é pré candidata a governadora no grupo político de Helder Barbalho. Essa é a ideia principal para quem busca, com análises políticas, entender o conflito de agendas na manhã desta sexta, 16, na terra do açaí.
A Escola "Neuza Rodrigues", melhor estrutura do meio rural deste município e, quiçá, de toda a rede de ensino, será inaugurada também nesta sexta e no mesmo horário. Mesmo horário definido para a Usina da Paz, repita-se.
Parece uma "bobagem" política (já que o prefeito Roberto Pina possivelmente irá para o ato na Usina; muitos outros políticos, tbm), mas o que fontes deste Blog garantem é que a inauguração da Neuza já estava bem definida, e divulgada, certamente acordada com o patrono do prédio, um dos "donos do Grupo Líder", Sr. João Rodrigues.
A inauguração dela ficou para 10h, a da Usina foi definida, e bem divulgada, para 16h. Daria tudo certo.
O que está nos bastidores?
Hana, que será governadora do Pará brevemente (Helder deverá renunciar para poder disputar outro cargo majoritário), faz aniversário no dia de amanhã (isso tbm foi e está sendo bem divulgado) e ela é anunciada com descendente de filhos de Igarapé-Miri, na microrregião de Cametá.
A comunidade escolar pelos lados do Rio Murutipucu e Rio das Flores, Vila Corrêa e adjacências, anda muito chateada com essa "passada de perna", com esse previsível esvaziamento político do ato de inauguração da Escola Neuza Rodrigues. E a população esperou bem ansiosa por este momento, da entrega da "Neuza" para a comunidade escolar.
Realmente, o tamanho dessa escola e suas estruturas / condições de estudo e trabalho, com todo o respeito, não mereciam ser atravessados por essas táticas políticas; fica subentendida enorme falta de respeito para com a comunidade e até com o patrono, pois construiu enorme, linda e bem estruturada escola e está cedendo para a Secretaria de Educação usufruir, por longos anos, sem cobrar caríssimo aluguel.
O problema de fundo, sabem todos/as que analisam esses bastidores, é que as intenções políticas e até (supostas) pré eleitorais e as estratégias a elas vinculadas são jogadas pela frente (ou rasteirando) do interesse popular; seja interesse no tema da Educação pública, seja em outro campo.
Os municípios, nesses momentos, não podem mudar datas e horários de grandes atos estaduais; é uma relação de força, de quem pode mandar e bate na mesa - literalmente falando.
A Usina da Paz deve ser muito importante para o município; se funcionar bem (e há quem diga que não estaria tão pronta assim!), ou seja: se tiver poucas interferências políticas de deputados/as, Vereadores/as, assessores/as e outros e tendo muitas equipes técnicas de excelente preparo e se a população buscar a Usina, usufruir de cursos, formações, lazer/recreação etc., se sim, será muito importante para o Miri, no médio e longo prazo.
Mas, vincular os atos da administração pública a situações de vinculação particular e/ou de grupo político, é uma tática que afronta a inteligência popular e os interesses da população; para quem não sabe, um governo deve trabalhar nas linhas constitucionais e, nestas, a impessoalidade e a moralidade (dentre outras) são a base de tudo.
Depois, aparecem chateados/as quando a população dá de ombros a muitos, nas urnas.
_______________
Israel Fonseca Araújo, editor-fundador; professor e escritor. Academia Igarapemiriense de Letras (AIL)
Nenhum comentário:
Postar um comentário