quarta-feira, 7 de março de 2012

DE MÃOS DADAS(!): notas sobre “Chico da Pesca” & Dilza Pantoja, em 2012

Prof. Israel Fonseca Araújo


Nosso Igarapé-Miri tem tido muitos motivos dos quais se orgulhar, nos últimos 5 ou 10 anos, em vários setores de nossa Vida Pública – já discorri sobre eles em várias oportunidades, no Facebook, neste Poemeirodomiri e no Jornal Miriense. Mas noutras ocasiões temos sido castigados(as) com notícias que “machucam tanto” (como disse Renato Russo) e talvez a política partidária e as Gestões Públicas apareçam mais “salientes”, nesse caso.

Dia 3 de março (2012) o jornal “O Liberal” publicou, no Caderno Poder, p. 6 (“Política”) as seguintes matérias: “Suplente de Deputado será convocado” e “Justiça mantém condenação de ex-prefeita”, tratando, nessa ordem, de “Chico da Pesca” (PT – Paulo Sérgio Souza; 2.716 votos em Ig.-Miri, em 2010) e Dilza Pantoja (atual Psd – ex-Prefeita de Ig.-Miri, entre 2005 e 2008).

Acerca do primeiro, trata a matéria de sua cassação, por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, que já havia decidido por sua perda de mandato de Dep. Estadual, acusado de usufruto da máquina pública (para fins eleitorais) quando “Chico” estava à frente da Pesca no Pará (função da administração federal), traduzido em possíveis fraudes na condução das políticas públicas voltadas para o setor pesqueiro (como o inchaço de filiações de Pescadores(as)! nas muitas Colônias que há no Pará)... Diz a matéria: “Ele foi condenado, já em fase de recurso, por abuso político e conduta vedada durante a campanha [eleitoral] de 2010.” No dia 28/02/12, o TRE “publicou o acórdão e comunicou oficialmente a Casa [Alepa] sobre esta decisão, determinando com isso a convocação do suplente” – segue a matéria. Trata-se do Professor de Biologia Alfredo Costa (PT – 1.968 votos em Ig.-Miri, em 2010), que está Vereador do PT, em Belém-PA. Estes dados de votação foram publicados, pelo Jornal Miriense, p. 4, edição de 01 a 15/10/10.

Quanto à Dilza Pantoja, a matéria informa que o TRE “manteve ontem [01 de março] a condenação da ex-prefeita de Igarapé-Miri, Diza Maria Pantoja Corrêa [sic]. Ela foi acusada de usar programas de assistência social do município como plataforma eleitoral durante a campanha eleitoral de 2008”. E mais: “os juízes decidiram manter a condenação de 30 mil Ufir”. Na ação de “investigação judicial eleitoral (Aije), a ex-prefeita respondeu pelos crimes de abuso de poder político, conduta vedada a agente público e multa por ter se apropriado do programa de assistência odontológica realizado no município em parceria com o Sesc...”, no período do pleito eleitoral de 2008, mas a pena de “cassação de mandato não foi aplicada porque a [então] candidata não se reelegeu.”, afirma a matéria.

Em junho de 2009 a Senhora Dilza Pantoja teve seu nome veiculado, em O Liberal (22/06/2009, p. 6 – Atualidades), em situação parecida (relacionada a problemas de prestação de contas, tendo sido multada (devolução de trinta e dois milhões e duzentos mil reais aos cofres de nossos “Caminhos”, “porque não prestou contas do que recebeu durante o exercício financeiro de 2006”, disse O Liberal nesse dia – grifos meus – “Ex-Prefeita de Igarapé-Miri ressarcirá os Caminhos de Canoa Pequena?”, in: recantodas letras.com.br/artigos/professor Israel, publicado em 16/08/09), num dia em que (curiosamente) O Liberal não circulou em Ig.-Miri!

O que seria de nós se não tivéssemos acesso a informações, diariamente? Seríamos “melhor” manobrados por políticos/eleitorais de plantão? Não sei precisar, mais teríamos mais dificuldades para nos posicionarmos (conscientemente) durante as próximas Eleições (2012, 2014). Sim, porque essas pessoas que receberam nossos votos em 2010, que pediram votos para o “turistas” da Política Partidária (definição: são as pessoas que aparecem a cada 2 ou 4 anos; ou, em alguns casos, a cada 8 anos!), que se escondem(ram) atrás de Nomes pesados da politicagem paraense... voltarão a nos abordar, entre maio/junho/julho e início de outubro de 2012. Inclusive as pessoas que frequentemente não falam conosco, que nos ignoram pelas “ruas” (rios, às vezes) do Miri.

E aí, qual será a nossa resposta a esses(as) “Camaradas”, Companheiros(as)? (Temos de pensar nisso).









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